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Por: Redação Ligado em Série

A promissora estreia de Nashville

Drama sobre a cena musical country é uma boa surpresa nesta temporada 

[com spoilers do episódio 1×01] Considerada pela crítica americana como uma das promessas da fall season 2012-2013, Nashville teve um episódio de estreia consistente e promissor. A história narra os bastidores da cena musical de Nashville, capital da música country e uma indústria poderosa nos Estados Unidos. O drama acompanha diversas tramas, mas tem como protagonistas Rayna James (Connie Britton) e Juliette Barnes (Hayden Panettiere), duas estrelas em diferentes estágios  da carreira. A primeira é uma cantora veterana, mas que começa a sentir sua popularidade cada vez mais em queda.  Com dificuldades para emplacar hits, é obrigada por sua gravadora a fazer uma turnê com Juliette, estrela mais jovem e em ascensão. Embora essa premissa permita que a série entre no clichê de rivalidade entre as duas, felizmente o piloto mostra um início de história mais profundo que isso. Britton (Friday Night Lights, American Horror Story) consegue interpretar todas as nuances e dificuldades que sua personagem passa.

Suas decisões não caem somente no óbvio, mas apresentam características de uma mulher real, que tem filhas para levar à escola e um relacionamento difícil com o pai. Assim, Raya desponta facilmente como a personagem mais interessante da série, capaz de levar com naturalidade tanto as cenas focadas em sua situação familiar como profissional. Enquanto isso, Panettiere (Heroes) interpreta – e que outro personagem a atriz poderia interpretar? – a bitch da história. E se o roteiro foi sutil ao construir a personalidade da veterana, não tem tanto sucesso ao aprofundar a cantora mais jovem. Logo na primeira cena já sabemos que é arrogante e ambiciosa. A tentativa de humanizar a personagem com o drama de sua mãe, uma viciada em drogas, não é tão natural. Fica a dúvida se nos próximos episódios a série trabalhará melhor Juliette ou se ela se tornará apenas mais uma vilã rasa na tv.

A produção do cruel mundo do entretenimento também é um ponto a destacar, com uma história bem apresentada e que já envolve desde os seus primeiros minutos. E mesmo quando o roteiro, em sua maior parte inteligente, deixa a desejar com alguns clichês do gênero, Connie Britton extrai o seu melhor, seja discutindo com seu marido ou com executivos da gravadora. Os coadjuvantes parecem interessantes e foram responsáveis pela ótima música no final do episódio. Se desenvolver bem o bom piloto que tem, Nashville pode ser o melhor drama estreante da tv aberta nessa temporada.

4 respostas para “A promissora estreia de Nashville”

  1. Juca disse:

    Gostei muito do piloto, especialmente das musicas… espero que continue assim!

  2. Yuri disse:

    Um pouco parecida com a história do longa Country Strong (com Gwyneth Paltrow), inclusive no gênero musical.

  3. Rafael Inacio disse:

    Lembra realmente o Country Song, mas é muito boa a série. As musicas não me agradaram muito por não ser muito fã do genero country, mas o dueto do fim do episodio foi incrivel!

  4. Agreed! Gostei do piloto, espero que segure, e mantenha a qualidade das músicas. “if i didn’t know better” com as vozes da Clare Bowen e Sam Palladio no final fez um final bem agradável.

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