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Por: Redação Ligado em Série

Homeland: Beirut is Back

Segundo episódio da nova temporada da série supera a qualidade da estreia

[Com spoilers do episódio 2×02] Quando Homeland venceu o prêmio principal na categoria drama do último Emmy, havia a desconfiança de que a série poderia não merecer mais em um próximo ano. Vindo de um canal famoso por renovar suas séries até o desgaste (exemplo de Dexter e Weeds), o drama traz uma trama que pode facilmente se esgotar. E se o primeiro episódio da nova temporada serviu para amarrar algumas pontas e contextualizar sobre a situação atual dos personagens, podemos dizer que é em Beirut is Back que a história realmente inicia – e da melhor forma possível.

Mas o que fez esse episódio ser tão bom? Se o elenco por si só já é sensacional, a união com um roteiro ágil e de qualidade consegue deixá-lo ainda melhor. As sequências de ação merecem destaque, já que continuam dividindo a empatia do público  – quem aí se viu torcendo para a CIA e para o Brody novamente? Pegando o melhor da série 24 e acrescentando uma carga dramática e uma tensão psicológica, esse episódio conseguiu ser bem sucedido sob diversos aspectos: desde as tramas simples como as atitudes de Dana até o choro desesperado de Carrie em cima do prédio, tudo funcionou de forma coerente.

E Carrie continua agindo como se não tivesse nada a perder, se arriscando ao máximo por seu país. É notável como a atriz consegue expressar a emoção e complexidade de sua personagem nos mínimos detalhes. Sua conversa com Saul no telhado foi não só importante para o desenvolvimento do plano, mas também para mostrar como a agente sofre diariamente com a culpa por seu suposto equívoco sobre a identidade de Brody. Sua confissão de que não confiava nela atualmente mas confiava na Carrie de cinco anos atrás mostra como, apesar de abalada, ainda possui um bom instinto. Entretanto, mesmo em um episódio tão bom, podemos encontrar algumas falhas. É conveniente que Brody tenha sido chamado para participar da única operação em que ele é necessário, assim como Carrie tenha escolhido justamente uma mochila com um arquivo comprometedor. Mas nenhum desses pequenos defeitos consegue estragar os muitos momentos importantes do capítulo. Beirut is Back ainda é emocionante, ágil e desenvolve de forma significativa a trama.

Outras observações:

– Impossível para mim, uma fã da amizade entre os dois, deixar de comentar o terno abraço durante encontro entre Saul e Carrie.

– Afinal, Brody desistiu ou não de ajudar o terrorista?

– Jessica na alta sociedade e Mike voltando para a história do nada. Algumas coisas ainda serão desenvolvidas no futuro, eu espero.

– Qual das cenas foi mais triste: Carrie desesperada no terraço ou chegando em casa calma, mas sozinha e sem objetivos?

8 respostas para “Homeland: Beirut is Back”

  1. acerola disse:

    essa série só melhora :’)

  2. flávio disse:

    adorei o texto, só faltou comentar em algumas pequenas falhas de desleixos que foram apresentadas em dois episódios seguidos

  3. danilo disse:

    vc ta soleira? é linda………..

  4. Tiago Oliva disse:

    No primeiro episódio questionaram o fato de o Brody e a Carrie terem sido chamados na mesma oportunidade para voltar à ativa. Nesse episódio ficou esclarecido que não foi uma coincidência, já que os casos estavam ligados. Achei muito forçado o Brody, não só estar na sala de reunião, como ter conseguido enviar o SMS (na verdade, se não estou enganado, nos EUA o vice-presidente é também chefe de segurança do governo, e como ele está tão ligado à isso, e como ele teria supostamente uma motivação pessoal para a morte do Nazir, talvez o fato de ele estar na reunião nem seja tão estranho assim). Eu queria muito que eles tivessem conseguido matar o Nazir. Seria impagável ver a reação do brody vendo o Nazir morrer e não poder sentir falta. Sobre o final do episódio, pensei que só veríamos isso no fim da temporada. Eu achei bacana o cartão está justamente na mochila, que a Carrie só pegou pra colocar os papéis que ela pensava conter alguma informação.

  5. Antunes Scott disse:

    Ótimo episódio. e defeitos? TANTO FAZ. quase imperceptíveis perto do resto.

  6. Só achei forçado o lance do SMS, mas o episódio foi sem dúvida, espetacular.

  7. Adriano Cardoso disse:

    Episódio realmente muito bom.
    Mas tenho uma dúvida, não sei se foi um furo ou não, mas no primeiro episódio quando o Brody vai visitar o Estes na CIA ele é obrigado a deixar o celular na entrada, já no pentágono ele pôde entrar livremente sem problemas e ainda mandar um SMS numa sala cheia de segurança, me corrijam se estiver errado.

  8. fabiano disse:

    Episodio foda, serie foda.

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