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Por: Davi Garcia

Game of Thrones: Valar Dohaeris [Season Premiére]

E lá vamos nós mergulhar de novo no grandioso e fascinante mundo de Westeros.

GameOfThrones301[com spoilers do ep. 3×01] Não há pressa. Esse é um claro sinal dado pelo episódio de estreia da nova temporada de Game of Thrones, que – naquela que já é uma tradição da série – não atropela nenhuma das suas muitas subtramas ao revisitar cada um dos personagens mais importantes envolvidos na crescente disputa pelo Trono de Ferro. Considerando esse panorama, a mega produção da HBO continua funcionando quase como uma espécie de Mad Men épico, onde o ritmo lento (salvo algumas exceções) importa bem menos do que os sempre interessantes conflitos de figuras fascinantes como Tyrion, Daenerys e tantos outros.

Assim, quando reencontramos Jon Snow já infiltrado no grupo de Macen Rayder (o ótimo Ciarán Hinds de Roma), um ex-patrulheiro que lidera forças rebeldes na área para lá da muralha, a ideia de que começamos a acompanhar a jornada de um homem (Jon) que aparentemente acabará dividido entre a missão e a tentação de render-se à ideologia daquele grupo me parece razoável. Já o recém recuperado Tyrion, por sua vez, novamente ressurge com uma história cercada pela promessa de conflitos marcantes, algo que fica bem evidente na conversa que estabelece com o pai, Tywin Lannister, que tirou dele a posição de influência como Mão do Rei e de quem ouve as acusações e humilhações mais cruéis, mas que, ao que tudo indica (dada sua capacidade de ouvir sem reagir logo de cara), servirão para que ele se motive ainda mais para abraçar os estratagemas no centro do poder dos Sete Reinos.

A guerra pelo poder de Westeros aliás, que por enquanto só existe na sombra de uma promessa, vai aos poucos ganhando vozes e ações cada vez mais eloquentes como a da manipuladora Melisandre, por exemplo, que parece ter dominado o coração e a alma de Stannis Baratheon a ponto de fazê-lo ignorar os apelos do ressurgido (e outrora conselheiro) Ser Davos ou ainda de Margaery Tyrell, que protagoniza uma sequência que não só expõe a covardia de Joffrey mais uma vez, como dá um claro sinal de que ela inicia o que parece ser uma tentativa de ganhar a confiança e apoio popular que os Lannister não tem, mas fatalmente deveriam ter para garantirem sua manutenção no poder da capital.

Daenerys, enquanto isso, aparece dividida pela pressão de ter que liderar homens (os poucos dotrakis que a acompanharam) que ainda não a enxergam plenamente como a khaleesi que Ser Jorah tanto venera e protege e a necessidade de angariar forças militares maiores (num processo que aliás revela toda carga de preconceito que uma mulher encara naquele cenário) que possa lhe dar a chance de entrar de vez – com a ajuda de seu trio de dragões agora já maiores, claro -, na guerra que se agiganta cada vez mais em todos os cantos de Westeros.

Definitivamente um reinício promissor para Game of Thrones.

4star

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