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Por: Davi Garcia

The Walking Dead: Clear

Um breve retorno, uma lição de desumanidade e algumas reclamações

The Walking Dead 312[com spoilers do ep. 3×12] Depois daquele episódio insosso (para mim o mais destoante da temporada) que trouxe Andrea tentando colocar fim à recém iniciada guerra entre a Prisão e Woodbury, e que de marcante mesmo só teve a grotesca “aula prática” de como se domesticar um zumbi, o capítulo dessa semana tirou o foco do arco central da temporada para colocar o trio Rick, Carl e Michonne fora da Prisão numa breve aventura solo. Nela, laços de confiança se fortalecem à medida em que Michonne ganha mais espaço e ajuda o até então arredio Carl a conseguir o que queira ao passo em que Rick reencontra Morgan, o homem que o salvou no início de tudo, mas que agora vive sozinho como uma espécie de Rambo do Apocalipse que recusa a oferta de se juntar a um grupo que ele acredita que será destroçado por balas ou dentes. Contudo, mais do que a visita a um set novo (valorizado pelo design de produção da série, vale destacar) e algumas boas sequências de ação, a mensagem talvez mais eloquente que este “Clear” constrói surge na cena final que mostra o trio retornando para a Prisão e encontrando o corpo destroçado do mochileiro que horas antes implorara por ajuda. Afinal, que evidência maior da desumanidade que se agiganta sobre aqueles personagens poderia existir para simbolizar o que acontece quando o cada um por si vira lei informal de sobrevivência naquele mundo?

TWD 312

E se a já mencionada breve fuga do arco central não trouxe, a meu ver, qualquer prejuízo para a trama neste 12ᵒ episódio, algumas situações aparentemente descuidadas no roteiro começam a sabotar minha imersão naquela história. Se com os eventos do capítulo anterior a ideia de que Woodbury e a Prisão ficam muito próximas (a ponto de Andrea ir a pé tranquilamente de um lugar a outro) já era questionável, que tal agora vermos Rick voltando para sua pequena cidade que também parece não ser lá muito distante da Prisão mesmo tendo dito a Morgan que as circunstâncias o empurraram mais e mais para o interior do país? E se aquela cidadezinha não fica tão próxima, de onde eles tiram tanto combustível para fazer essas viagens? Outro ponto que me incomodou: tudo bem que a gente já sabe que Michonne é extremamente hábil com a katana e é uma exímia matadora, mas desde quando ela faz mágica? Sim, porque só isso explica o fato dela ter levado não mais que alguns segundos para entrar naquele restaurante infestado de zumbis para resgatar a foto que Carl tanto queria, não? Talvez seja exagero meu ficar incomodado com essas coisas numa série com zumbis, mas…

3star

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