FOTO: REPRODUçãO

Por: Bruno Carvalho

Defiance, a nova aposta do canal SyFy

Assistimos ao piloto da série antes da estreia nos EUA

defiancePoucas vezes a imprensa brasileira tem a chance de assistir a uma produção antes de sua estreia, mas esta semana o canal SyFy convidou jornalistas e colunistas para conferir em primeira mão a sua nova grande aposta, Defiance. A estratégia de lançamento desta série é arrojada: além da história que poderemos acompanhar na TV, também será lançado um jogo MMO de mesmo nome pela produtora Trion Worlds que expandirá o universo e permitirá a integração crossmedia entre as plataformas.

Defiance conta mais uma das histórias apocalípticas que tomaram as telinhas nos últimos anos. Em um futuro não distante, a Terra foi totalmente transformada após uma guerra devastadora entre os humanos e sete raças alienígenas. Enquanto uns sobreviventes mantém conflitos, outros se organizaram na cidade que dá nome à série (antigamente St. Louis) e lá vivem em trégua com algumas as raças alienígenas inimigas. Mas ante a iminete ameaça de um ataque potencialmente desolador, o caçador de recompensas Nolan (Grant Bowler, de LOST e True Blood) e sua filha adotiva Irisa (Stephanie Leonidas) estabelecem-se na cidade a pedido da prefeita Amanda (Julie Benz, de Dexter).

Embora tendo claramente um alto investimento, que se reflete em bons momentos de CGI e cenários digitais grandiosos, a série peca inicialmente por não permitir uma identificação do público com aqueles personagens e com o destino daquele mundo. Assim, em muitos momentos a “problemática principal” de Defiance lembra aquelas que vimos em produções genéricas como Terra Nova, Jericho, Revolution e Falling Skies. Lado outro, a série tenta – às vezes de forma bem sucedida e às vezes não – reciclar elementos de produções sci-fi de sucesso como Star Wars (as criaturas e a faca sabre-de-luz) e Battlestar Galactica (com robôs e xingamentos à la “Frak”), contudo sem adentrar em questões políticas e sociais da forma que vimos nesta última.

bannerdefiance

A trama dos dois primeiros episódios também deu a entender que este será mais um daqueles dramas com uma “grande conspiração” e revelação de segredos, o que já está bem cansativo. O protagonista Nolan segue construído na cartilha básica do “injustiçado” que vira o herói do dia e o elenco de apoio, com exceção da ótima Fionulla Flanigan – aqui interpretando a mesma personagem de LOST (Eloise Hawking) -, segue no automático. A maquiagem dos alienígenas é eficaz e econômica, sendo um dos pontos altos da atração. Em termos de estrutura, a série adota alguns flashbacks narrados em off do diário de Irina, que logo são esquecidos no desenrolar e resurgem no fim apenas como efeito dramático. Já a grande batalha que ocorre no ato final contém carregada dose de “Deus Ex Machina”, com um poderoso globo azul capaz de aniquilar os inimigos, o que tira um pouco do tom emergencial, pois sabemos que basta arrumar mais deles e todos os problemas estarão resolvidos.

Sem jamais ser memorável, Defiance pelo menos mantém um ritmo coeso e com alguns momentos de alívio cômico, embora seu piloto de duas horas de duração consiga sim ser maçante em diversos pontos. Resta saber se a série vai engrenar nos próximos capítulos – e ser beneficiada pelos elementos do jogo que será lançado concomitantemente. A ficção estreia no próximo dia 15 de abril nos EUA pelo SyFy e chega ao Brasil pelo mesmo canal pago no dia seguinte, 16 de Abril, legendada para os assinantes. Foram produzidos 12 episódios para a primeira temporada.

2star

Deixe uma resposta

ss