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Por: Davi Garcia

Game of Thrones: Walk of Punishment

Breaking news: Jaime Lannister é punido e não poderá mais ser Mão do Rei

GameOfThrones303[com spoilers do ep. 3×03] Em mais um capítulo do longo e lento jogo de xadrez que envolve a disputa pelo poder de Westeros, Game of Thrones abriu mão de qualquer ação mais elaborada para explorar as muitas nuances da liderança (ou, no caso de Jaime Lannister, da influência) estabelecida pelas figuras mais proeminentes da trama e como elas vém se posicionando dentro desse crescente conflito. Sim, é verdade que tivemos uma rápida sequência de ação envolvendo a fuga do até então capturado Theon Greyjoy (que acabara auxiliado e salvo por uma figura ainda misteriosa e de agenda idem), mas, no todo, esse “Walk of Punishment” girou muito mais em torno da exposição das dúvidas e descobertas que podem definir os próximos passos da disputa do que de qualquer outra coisa.

Sendo assim, no quadro das dúvidas que se agigantam, vemos Robb Stark encarando pequenas rupturas dentro da sua estrutura de comando e que podem acabar minando suas chances (vide a cena em que confronta seu tio por este ter seguido uma estratégia diferente no cerco aos Lannister) ao passo em que Daenerys, mais uma vez reforçando a imagem assertiva que a transformou numa das personagens mais interessantes da série, deixa clara sua pouca disposição de ser questionada por seus conselheiros (Sir Jorah e Barristan) após tomar uma decisão arriscada (ou mais provavelmente o primeiro passo de um golpe genial) em Astapor quando oferece um de seus dragões em troca dos oito mil Imaculados que lhe servirão de força fundamental em sua iniciativa de guerra.

Já no que tange ao terreno das descobertas, vale citar a importância daquela feita por Tyrion, que encarado com indiferença pelos seus pares do conselho real chefiado por seu pai, Tywin, acaba nomeado como Mestre das Moedas (uma espécie de ministro da economia) de Porto Real, uma posição menor (sem trocadilho), mas que lhe dá visibilidade do tamanho do perigo que a dívida contraída pelo poder da capital pode representar para continuidade dos Lannisters ali. Uma sombra, aliás, que certamente deve ganhar novos contornos e desenvolvimentos à medida em que a influência dos Tyrrell, por exemplo, aumentar devido à proximidade de Margaerys  do sempre odiável e mimado Joffrey.

E se coube ao melhor personagem da série a sequência de alívio cômico da vez (quando vemos Tyrel demonstrar uma curiosidade ímpar sobre os detalhes que cercavam o desempenho de Pod, seu escudeiro, no “banquete” inusitado patrocinado por ele), foi seu irmão mais velho, Jaime Lannister, que acabou protagonizando aquele que é, sem dúvida, o momento de maior impacto da temporada até aqui. Afinal, pouco antes de perder a mão num rompante de raiva de seu captor motivada pela tentativa de manipulação e promessas de riquezas, o irmão mais velho de Tyrion parecia evidenciar uma postura mais humanizada (graças ao interesse que demonstra ter por Brienne, é claro) e que agora deve ganhar desdobramentos ainda mais sombrios.

4star

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