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Por: Davi Garcia

Game of Thrones: The Bear and the Maiden Fair

Khaleesi e equilíbrio são destaques em episódio escrito pelo autor dos livros

Game of Thrones 3x07[com spoilers do ep. 3×07] Quanta diferença faz um episódio comandado nos bastidores por quem entende do negócio, não? Depois de um capítulo bastante irregular, o sétimo episódio dessa terceira temporada de Game of Thrones parece ter resgatado o equilíbrio ao dosar ação ou no mínimo a tensão provocada pela promessa de eventos que virão (como aquele envolvendo os esforços de Daenerys, claro) com o desenvolvimento de personagens que é sempre importante principalmente quando contribui para a evolução da trama.

Dessa forma, ao mostrar praticamente todos os personagens mais proeminentes da série num mesmo episódio e dar espaço até para alguns menores como Osha, por exemplo (que teve tempo para contar um pouco de sua história contextualizando um temor legítimo a respeito dos perigos que vém do norte), o roteiro escrito pelo próprio George R.R. Martin conseguiu a proeza de explorar os mais diversos lados dessa história sem que tivéssemos a sensação de que estava tudo disperso ou deslocado demais da trama central, uma armadilha comum e até natural para algo do tamanho de Game of Thrones.

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Aliás, por falar em tamanho, o que também me impressionou muito nesse episódio foi o talento da diretora Michelle MacLaren em explorar os cenários grandiosos que caracterizam a série valorizando-os, por exemplo, ao mostrar a extensão do exército dos Imaculados de Daenerys. E falar na khaleesi é falar sobre a sequência em que ela “gentilmente” oferece a chance de viver a um dos líderes da cidade dourada de Yunkai, ponto que ela enxerga como estratégico (em função do número elevado de escravos que poderia libertar ali) e onde chega impondo-se de maneira feroz, uma característica cada vez mais crescente e interessante para essa mulher de aparência frágil, mas que com extrema confiança (e a ajudinha de seus dragões, claro) se agiganta de maneira assertiva frente a qualquer interlocutor.

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Sob esse prisma, é curioso notar como Joffrey, que nem ao menos conhece Daenerys, já parece temer o que a sombra da herdeira dos Targaryen representa para ele, algo que fica absolutamente evidente na cena em que questiona o avô Tywin (que faz pouco caso do poder crescente da moça, diga-se) sobre as decisões que este toma sem seu conhecimento e que refletem a verdade inquestionável sobre o papel que o sempre odiável filho de Cersei possui na capital dos sete reinos: o de que ele seja apenas alguém que senta acuado no trono de ferro acreditando que manda enquanto a Mão do Rei apenas finge que obedece fazendo uso do real poder, algo que a própria composição da cena em questão já deixa óbvio.

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E como se tudo isso ainda fosse pouco, o episódio nos deu mais um aperitivo do constante clima de provocação que dá o tempero às cenas entre Ygritte e Jon Snow; a revelação da gravidez de Talisa que pode ou não render de uma nova e perigosa distração passível de enfraquecer ainda mais as iniciativas de Robb Stark no norte; o conflito de Tyrion que divide-se entre a obrigação do casamento com Sansa e a paixão escondida por Shae; a nova sessão de tortura psicológica e sadismo experimentada por Theon Greyjoy e, claro, a sequência que encerrou tudo mostrando Jaime Lannister retornando a Harenhall arriscando-se para resgatar Brienne da morte certa em mais uma evidente dica de que o personagem realmente está mudado.

Em suma, um belo episódio que redime a temporada da breve escorregada anterior e que abre uma boa perspectiva para o que veremos nos três restantes da temporada. Será que é muito pedir pro RR Martin escrever, sei lá, metade da série, talvez?

4star

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