FOTO: REPRODUçãO

Por: Bruno Carvalho

Crítica | O ótimo retorno de The Killing na Netflix

Netflix_The Killing_Linden-Holder-Corner Window_0586_V1

Graças à Netflix, The Killing – cancelada pela AMC ano passado – teve uma chance de retornar e concluir a sua trama com propriedade. Baseada na dinamarquesa Forbrydelsen, esta versão norte-americana encontrou seu ritmo e sua identidade. A quarta temporada estreia exatamente onde paramos ao final do terceiro ano, com Linden (Mireile Enos) angustiada por suas ações e temendo a própria liberdade em virtude do crime que cometeu. Enquanto isso, Holder (Joel Kinnaman) – um dos melhores personagens da TV hoje – precisa estar ao lado dela para dar apoio e ajudar a apontar as provas da morte do monstro Skinner para outro lado.

Atormentada pelo código moral rígido que se impôs, a detetive percorre o primeiros capítulos da quarta temporada como se estivesse em um estado dormente, enquanto seu parceiro é quem tem que tomar as rédeas de um novo e brutal caso: o homicídio de uma família inteira (inclusive crianças) cujo suspeito principal é o irmão mais velho, Kyle (Tyler Ross) que estuda em uma escola militar e que aparenta não ter memória alguma do crime.

Mais do que apenas uma nova temporada, estes episódios de The Killing presenteados pela Netflix trazem uma continuidade natural e necessária para o drama investigativo, ainda mais ao manter-se totalmente fiel aos três primeiros anos exibidos na TV a cabo básica dos EUA. Aliás, no “território livre” da Internet, Veena Sud finalmente pôde dar à dupla de protagonistas a liberdade para xingar à vontade naquela fria e cinzenta Seattle que constroi. Com apenas seis episódios (em vez dos tradicionais 12), este quarto ano necessariamente adota um ritmo mais avançado na investigação, o que certamente muitos irão gostar.

Ainda assim, The Killing não atropela sua narrativa e segue sem apresentar soluções óbvias para os problemas. Mesmo com pouco tempo e dois casos paralelos, a série encontra uma forma de apresentar muito bem os novos personagens, em especial a Coronel Margaret Rayne (Joan Allen), a diretora da academia militar que parece saber muito mais do que expõe e tem na profissão de guardiã dos cadetes seu objetivo máximo. Por isso, o roteiro de Sud segue intrincado, a todo momento alternando o foco do espectador de forma que ele não consiga saber o que vem a seguir.

Salvar esta série foi uma necessidade para a TV atual, que carece de dramas com personagens complexos e um esmeiro técnico em cada capítulo, como se os episódios fossem pequenos filmes isolados. A produção também finalmente ganhou um merecido e conclusivo desfecho, para os casos apresentados e para as personagens, com direito a algumas (boas) surpresas no percurso. The Killing estreia esta ótima temporada final no dia 1º de agosto na Netflix, que gentilmente cedeu os episódios para avaliação prévia do Ligado em Série. As três temporadas anteriores já estão disponíveis no serviço.

5star

2 respostas para “Crítica | O ótimo retorno de The Killing na Netflix”

  1. Cleveland disse:

    Ótima crítica para um final de série tão digno! <3

  2. Bruno Quintela disse:

    Pra quem gosta de séries policiais e quer sair um pouco do estilo CSINCIS onde os crimes são resolvido rápido e um crime diferente a cada episodio,aconselho assistir a The Killing, já foi exibida no AMC e hoje em dia tem dias 4 temporadas disponíveis no netflix, muito boa, principalmente a 3 e 4 temporadas.

Deixe um comentário

ss