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Por: Bruno Carvalho

Crítica | The Walking Dead 6×12: Not Tomorrow Yet

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[spoilers leves] É perceptível a melhora abrupta de The Walking Dead nesta segunda metade da sexta temporada. Muito provavelmente devido à futura introdução do vilão Negan (Jeffrey Dean Morgan, de The Good Wife), a produção vem apresentando uma rara sequência de bons episódios que não apenas entregam um belo fan service (desde Carl caolho e a chegada de Jesus), como também impulsionam a trama para frente em vez de ficar dando volta em círculos.

Algo que também é sempre muito bem colocado pelo drama (quando querem) é a transformação de Rick em uma figura que, para um recém-conhecido, é equivalente à dos monstros que ele já enfrentou, como o Governador e até mesmo o próprio Negan. Sob a égide de estar sempre lutando pela sobrevivência sua e do grupo, o líder alçado à condição de messias graças a um enquadramento certeiro, é tão visceral quanto do seus próprios algozes. Ele é confrontativo, implacável e parece gostar quando tem treta vindo por aí.

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Assim, ao trazer o foco da série para os personagens bons que tem (como Rick e Carol), The Walking Dead deixa de lado a matança gratuita de zumbis para estudar aqueles que são as peças mais importantes de seu xadrez. Assim, ao movimentá-las para o campo do inimigo, como fizeram na comunidade de Negan, a série traz os seus melhores momentos (em especial aquele envolvendo Glenn no bunker).

Prejudicado apenas por uma montagem completamente confusa na cena da invasão (inversões de eixo, cortes sem lógica e takes fora de ordem), o episódio marca um dos pontos altos da temporada e termina com um cliffhanger bem orquestrado e realmente tenso. Essa é a The Walking Dead que gostamos e que deixa a gente roendo as unhas até o próximo domingo.

4stars

Uma resposta para “Crítica | The Walking Dead 6×12: Not Tomorrow Yet”

  1. Fabmeyer disse:

    Boa crítica; o leigo aqui já tinha percebido tudo isto mas não com esta tecnicidade.

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