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Por: Redação Ligado em Série

Chefão da Netflix vem ao Brasil, lança comédia original e fala sobre a série da Lava Jato!

Foto: Netflix.

Reed Hastings, CEO e co-fundador da Netflix, conversou com jornalistas em São Paulo nesta terça-feira, 7. Animado com sua segunda visita ao país, ele aproveitou para anunciar mais uma produção original do serviço a ser produzida no Brasil.

Samantha contará a história de uma ex-atriz mirim que se casa com um jogador de futebol (alguém aí lembrou da Bruna Marquezine?), mas ele é preso e fica na cadeia por 10 anos. A série é uma comédia e mostrará a vida de Samantha quando o marido deixa a cadeia.

A produção não tem elenco confirmado e começa a ser produzida ainda em 2017. Reed contou também que a produtora responsável será a Losbragas, fundada entre outros pela atriz Alice Braga (Queen of the South).

“Será um programa que acredito que não só fará sucesso no Brasil como levará a cultura brasileira para o mundo todo”

Hastings também falou sobre a produção da série baseada na operação Lava Jato, que tem José Padilha na direção, mas evitou polêmicas com o tema.

“Tenho certeza que será bastante controverso, mas não temos nada novo sobre isso. Pelo trabalho de Padilha sabemos que será grandioso e não só aqui [no Brasil]. Se fizermos um bom trabalho, todos falarão sobre, mas não temos medo de abordar o assunto”, disse.

Apesar do sucesso de 3%, a primeira produção original brasileira do Netflix, e mais um produto nacional vindo aí, a Netflix não pretende se aventurar em queridinhos da TV aberta brasileira como novelas e séries com temática religiosa:

“Não somos contra este tipo de produção, mas sabemos que a Globo faz novelas muito bem, por exemplo. Não queremos copiar algo que outras ótimas empresas já fazem. Procuramos mesmo originalidade e novos ângulos”.

Sobre o futuro da empresa, Hastings não revelou grandes planos. Mostrou que a Netflix segue focada no que atrai seu público: o catálogo de filmes e séries.

“A Netflix é focada em filmes e séries.  E queremos ser os melhores nisso. Não vamos transmitir esportes, por exemplo. Nossa ideia é produzir e compartilhar os melhores programas. E que você consiga personalizar. A internet torna tudo mais flexível. E esta flexibilidade é fundamental, é o que atrai as pessoas para a Netflix. O que as pessoas realmente querem é conteúdo on demand. Como já faziam com músicas e livros. Se você parar para pensar, os romances foram como as pessoas fizeram suas primeiras maratonas. Você parava para ler um capítulo e de repente não conseguia parar”, brincou.

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