FOTO: DISNEY

Por: Bruno Carvalho

Crítica | Thor: Ragnarok é um road movie espacial divertidíssimo!

É certo dizer após assistir a Thor: Ragnarok que a Marvel mudou muito após o sucesso estrondoso de Guardiões da Galáxia. A influência do longa da trupe espacial no terceiro filme do Deus do Trovão é evidente desde a primeira cena, da paleta de cores ao humor despretensioso e escrachado que domina toda a projeção.

A trama é simples e serve mais como um pano de fundo para guiar as divertidíssimas aventuras e apresentar um novo grupo de personagens interessantes, entre eles Hela – nova vilã vivida com uma intensidade contagiante por Cate Blanchett -, a interessante Valquíria de Tessa Thompson (Westworld) e o Grão Mestre do inigualável Jeff Goldblum.

Com a morte (?) de Odin, descobrimos que existe uma irmã maléfica na família mais poderosa de Asgarg e, graças à sempre adorável inconsequência de Loki (Tom Hiddleston), ela retorna com tudo após anos aprisionada pelo pai para tocar o terror com o tal Ragnarok que dá nome ao longa (o evento que destruirá o planeta).

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Numa espécie de road movie no espaço, o personagem-título (sem seu martelo) acaba sendo exilado no planeta Sakaar, onde é apriosionado pelo Grão Mestre e posto para lutar como um gladiador. Lá ele acaba revendo seu antigo “colega de trabalho” Hulk/Bruce Banner (Mark Ruffalo) e precisa se livrar para impedir .

Foge este exemplar também da “pasteurização” instaurada nas Fases 1 e 2 do já gigantesco Marvel Cinematic Universe, permitindo que o diretor Taika Waititi crie um universo distinto, rico e com um ritmo acelerado. Não que Thor: Ragnarok não sofra sua parcela de problemas, já que em nenhum momento – até mesmo pelo tom jocoso do roteiro – sentimos que existe de fato algum tipo de ameaça.

A ação é comandada com eficiência e inventividade, especialmente após Thor perder seu poderoso martelo Mjonir, destruído com facilidade pela irmã. Chris Hemsworth retorna muito mais leve e menos sisudo no personagem, assim como também o próprio Hulk/Bruce Banner. Mas os grandes destaques mesmo estão do lado dos vilões/anti-heróis, que conseguem roubar todos os minutos em que estão em tela.

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A tríplice Hela – Loki – Grão Mestre é infalível e, mesmo agindo em separado e com objetivos próprios, tornam-se os melhores vilões do universo Marvel nos Cinemas. Aliás, o longa ainda traz uma divertida e pontual aparição do Doutor Estranho de Benedict Cumberbatch, além de uma ponta sensacional de um famoso ator de Hollywood.

Ao contrário da maioria dos filmes dessa imensa franquia, Thor: Ragnarok não se limita apenas a ser um “ponto de parada obrigatória” para a próxima iteração dos Vingadores, estabelecendo-se como um exemplar “apartado”. Seu terceiro ato, contudo, é problemático como na maioria dos filmes de herois modernos, mas ainda assim – e especialmente por conta do humor e da leveza – o saldo é pra lá de positivo.

Há duas cenas nos créditos.

Uma resposta para “Crítica | Thor: Ragnarok é um road movie espacial divertidíssimo!”

  1. Magnosama disse:

    Cate Blanchett está mesmo deliciosa… brilha muito em cada frame que aparece.

    Adorei o filme, recomendo fortemente.

    Isso sim é cinema pipoca de qualidade.

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