quinta-feira, julho 11 2024

O “The Black Museum” é o museu do crime da Scotland Yard na Inglaterra e a inspiração para um dos melhores episódios de todas as temporadas de Black Mirror. Ele reúne os pilares da série: tecnologia, sarcasmo, pessimismo, humor negro e horror.

Sim, horror e humor juntos e numa roupagem deliciosa de assistir e que dá vontade de nunca acabar. Enquanto carrega seu carro elétrico no interior dos EUA, uma jovem britânica decide passar o tempo num museu do crime de beira de estrada e lá encontra o pitoresco curador que parece gostar até demais das histórias de terror por trás de cada um dos objetos que guarda com muito carinho e dedicação.

Quase fabulesco em sua estrutura, Black Museum aborda aqui o que há de mais absurdo em termos de “ciência médica” e apresenta casos bizarros, fascinantes e chocantes, especialmente envolvendo as tecnologias mentais que estão bastante presentes nesta temporada. Isso tudo ainda sendo capaz de trazer uma subtrama racial com uma reviravolta inteligente e, claro, inesperada.

É, de certa forma ainda, uma homenagem (sem indulgência) que a série faz a ela mesmo e é repleta de referências a seus capítulos anteriores, incluindo San JuniperoWhite BearWhite ChristmasPlaytestThe National Anthem e outros.

Black Museum é a prova que Black Mirror construiu um universo rico, próspero e único, evidenciando também que a criação e produção de Charlie Brooker e Annabel Jones merece um espaço fixo e anual em nossa TV, seja por trazer belas e sempre intrigantes histórias, seja por ser um exercício válido de como a combinação “homem + máquina” pode ser ao mesmo tempo maravilhosa e perturbadora. Que série fantástica!

A 4ª temporada de Black Mirror estreia sexta, 29/12 às 06h00, na Netflix. Leia as críticas dos demais episódios: ArkAngel, USS Callister, Crocodile, Hang the DJ, Metalhead e Black Museum.

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