sexta-feira, julho 19 2024

Nunca houve nada na TV remotamente parecido com o que Os Anéis de Poder trará a partir de hoje (01/09) na tela do Prime Video, nem mesmo The Crown, Game of Thrones ou seu spin-off House of the Dragon em termos de escala de produção. O prelúdio de O Hobbit e O Senhor dos Aneis custou absurdos 500 milhões de dólares (por 8 episódios) e cada centavo deste orçamento multimilionário está presente em cada frame. É uma produção grandiosa e imponente em todos os sentidos e é só uma pena que não poderá ser vista em uma tela de cinema.

Os Anéis de Poder

Nos dois primeiros episódios disponibilizados pela plataforma de streaming ao Ligado em Série, estamos de volta à Terra-Média em sua Segunda Era, milhares de anos antes da Sociedade do Anel ser formada, e logo após os Elfos vencerem uma longa e custosa batalha contra o exército e as forças do maligno Sauron, que fora aparentemente derrotado. Porém, mesmo anos após livres deste mau e tendo o Rei Élfico declarado a paz, a jovem Galadriel (Morfydd Clark) segue firme vasculhando o continente em busca de resquícios do grande algoz.

Enquanto isso, somos apresentados a um grupo novo de personagens, incluindo outros Elfos, Homens, Anãos (é assim que se escreve mesmo) e Pés-Peludos, uma espécie de Hobbits ciganos, que estão espalhados pela Terra-Média vivendo suas vidas até que indícios de uma nova (?) presença maligna começam a surgir de forma pontual, mas preocupante, inclusive com o reaparecimento dos temidos Orques.

Não é forçoso inferir que, sim, Sauron está se fortalecendo e ensaia seu retorno, o que levará a este grupo de personagens inevitavelmente se unir para forjar os anéis de poder que dão nome à produção e que, milhares de anos depois, culminarão nas histórias que já conhecemos da Terceira Era.

Os Anéis de Poder

Ainda que o futuro seja “sabido”, Os Anéis de Poder traz consigo elementos narrativos fortes e surpreendentes, com direito a cliffhangers entre os capítulos e jornadas individuais poderosas, como a do casal elfo-humano Arondir (Ismael Cruz Córdova) e Nori (Markella Kavenagh), e de um ser bem “Estranho” que chega dos céus (e que os fãs da franquia devem rapidamente descobrir de quem se trata).

Como disse, a produção é impecável, imensa em termos de escopo, com destaque às recriações de grandes cenários da Terra-Média por meio de locações trabalhadas e set extensios digitais, em especial as cavernas dos Anãos. Os efeitos visuais são surpreendentes e as sequências de ação (pelo menos aquelas vistas nos dois primeiros capítulos) são irrepreensíveis. Felizmente, ainda, os realizadores J.D. Payne e Patrick McKay, com a direção firme e segura de J.A. Bayona, jamais buscam emular os filmes de Peter Jackson, apresentando uma ambientação bem mais sisuda, granulada e que se assemelha mais àquela de Game of Thrones (guardada as devidas proporções).

Os Anéis de Poder

Independente de pra onde a série vai se desenvolver, o Prime Video alcança com Os Anéis de Poder um feito histórico, não apenas pela quantidade de dinheiro despejada pela empresa de Jeff Bezos, mas por fazer por merecer ser a nova casa dos fãs do rico e vasto universo de Tolkien.

Os Anéis de Poder será exibida toda sexta à 01h no Prime Video, com a estreia especial nesta quinta (01/09) às 22h.

Sinopse oficial: O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder, do Prime Video, traz às telas pela primeira vez os heróis da lendária Segunda Era da história da Terra-média. Essa aventura épica se passa milhares de anos antes dos eventos de O Hobbit e O Senhor dos Anéis, de J.R.R.Tolkien, e levará os espectadores de volta a uma era em que grandes poderes foram forjados, reinos ascenderam à glória e caíram em ruínas, heróis improváveis foram testados, a esperança se segurou pelo mais fino dos fios, e que um dos maiores vilões que já fluíram da caneta de Tolkien ameaçou cobrir o mundo todo de escuridão.

Começando em uma época de relativa paz, a série segue um elenco de personagens, tanto familiares quanto novos, enquanto eles enfrentam o temido ressurgimento do mal na Terra-média. Das profundezas mais escuras das Montanhas Sombrias, às majestosas florestas da capital élfica de Lindon, ao deslumbrante reino insular de Númenor, aos confins do mapa, esses reinos e personagens irão esculpir legados que viverão muito tempo depois que eles se forem.