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Por: Bruno Carvalho

Fringe: Over There

Fringe (2×22; 2×23: Over There, Parts 1 and 2): Nesta 2ª temporada Fringe fez muito mais do que expandir a nossa percepção do fantástico mundo da ciência marginal. Ao contrário das séries meramente procedimentais, o drama criado por J.J. Abrams, Alex Kurtzman e Roberto Orci veio para contar a envolvente história de um pai que inicou uma guerra entre universos alternativos para salvar seu filho. Nas duas partes do intenso Over There nós visitamos o outro lado, que descobrimos ter sofrido muito mais os efeitos colaterais das trangressões de Walter Bishop e Walternate, os verdadeiros responsáveis pelos bizarros acontecimentos do Padrão. Além disso, os roteiristas justificaram de forma elegante todo o primeiro ato desta história – representado pela temporada de estreia da série – que trazia o bom doutor, sem saber, sempre com a resposta para as mais variadas e absurdas ocorrências investigadas por Olivia Dunhan e a divisão Fringe. Assustado com as repercussões de seus experimentos, o próprio Walter exigiu que seu colega William Bell eliminasse fisicamente sua memória na tentativa de livrar-se da pesada sensação de culpa.

Na outra Nova York, o maquiavélico plano do poderoso e assustador Sr. Secretário veio à tona: ele quer destruir o nosso mundo a todo custo, utilizando-se da força administrativa do Departamento de Defesa de lá e da notória versão da divisão Fringe que comanda. Com isso, o episódio trouxe um dos pontos mais altos da temporada, que foi a surpreendente introdução de Otherlivia, a alter de Olivia Dunham que foi cuidadosamente condicionada a acreditar que os visitantes do outro mundo, inclusive Olivia, são essencialmente maus. A troca que aconteceu nos instantes finais (ainda que facilmente previsível pelo contexto da trama), trouxe um dos maiores cliffhangers de toda a série e é difícil prever o tamanho do impacto que virá na nova temporada. Com Over There Fringe encerra o ano de forma impecável e estabelece-se como o melhor drama de ficção científica no ar, substituindo com propriedade o vazio recentemente deixado por grandes séries do gênero como LOST e Battlestar Galactica.

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