FOTO: REPRODUçãO

Por: Bruno Carvalho

A Semana em Série

Contém spoilers da exibição americana.

Vocês estão curtindo Game of Thrones? Não sei se sou só eu, mas achei o segundo episódio deveras arrastado, contraditoriamente com alguns acontecimentos pontuais atropelados, como foi o caso do atentado contra o menino Bran. Aliás, ele estava dormindo muito pacificamente, não transmitindo qualquer situação de perigo de vida (diminuindo significativamente a intensidade dramática do capítulo). Por não ter lido o livro (acredito), continuo achando confusa a quantidade de nomes, cargos e funções daquele povo. E outra, por que o Rei estava na estrada com Ned indo pra Porto Real e de repente eles apareceram de volta no castelo pra lidar com o caso dos filhos e lobos? Perdi alguma coisa? (sim, perdi, já me explicaram que tudo se passa na estrada). De qualquer forma, a série deveria funcionar de forma independente da obra que se baseia, podendo ser um pouco mais “didática” com o espectador (vide True Blood). De qualquer forma, na segunda metade da exibição o ritmo foi retomado, com destaque para a trama de Dany com Drogo que deixa aquela pulga atrás da orelha: por que ela de repente quer agradá-lo? Tem coisa aí.

Dizem que a 3ª temporada de Fringe está impecável e eu assino embaixo. A série realmente mostrou a que veio neste ano com uma sequência tão boa de episódios que é raramente vista na TV. Confesso que eu não fui fã da história dos “imãs de alma” de William Bell e Olívia. Se o ator Leonard Nimoy disse que não quer mais atuar e “Belly” satisfatoriamente já havia deixado a série, sem pendências, trazê-lo de volta foi desnecessário. Óbvio que o trabalho de Anna Torv foi fenomenal, mas a execução como um todo careceu de uma mitologia mais bem elaborada para nos fazer acreditar que ele estava dentro dela e que tudo aquilo não era apenas uma ótima performance. Mas o grande cerne da temporada, a guerra entre os dois universos (algo que é repetido e prometido desde a 1ª temporada), realmente tomou forma de maneira grandiosa e que fez jus a toda a expectativa. Torço apenas para que Fringe não siga o caminho de Alias, com as tais profecias sendo engolidas pelo roteiro ao ponto de se tornarem insustentáveis ou, o que é pior, cheias de “adendos”. Gosto muito da série de Sydney Bristow (outra criação de Abrams), mas convenhamos que ela não era muito boa em seus desfechos. O título do último episódio da temporada se chama “O Dia em Que Morremos” e o trailer é de arrepiar. Qual lado sobreviverá?

A colega Claudia Croitor disse algo muito coerente sobre The Killing: a série não é somente sobre a morte de Rosie Larsen, e sim sobre a jornada de sua família, da polícia e dos (direta ou indiretamente) envolvidos neste crime. Após o episódio 1×05, deu pra ver que o drama extrapola com competência o que seria uma investigação puramente técnica e entra de cabeça nas emoções, na melancolia e nas reviravoltas do caso. A série possui um ritmo lento, sim, mas nunca de forma arrastada ou desinteressante. Cada cena de The Killing tem a sua importância, sempre avançando na história. Seu clima me lembra muito o de Damages e eu queria muito ver mais flashbacks da vida da garota. Tomara que a série insira este recurso narrativo em sua segunda metade. É muito cedo pra especular quem seria o culpado e imagino que a morte da garota tenha ocorrido em virtude de uma sucessão de culpa e dolo, num complexo concurso de crimes. Também penso que o(a) assassino(a) já nos fora apresentado(a) e até mesmo já tido como suspeito(a) (o professor, o candidato ou alguém de sua equipe, o colega de escola?). Mais importante do que descobrir a identidade do mal feitor, é descobrir a sua motivação, e este será o ponto alto deste drama.

Acabou e até agora está sendo difícil de acreditar que Michael Scott não mais sentará em sua escrivaninha na Dunder Mufflin/Sabre, Scranton. E o pior: no lugar dele está o repugnante e incompentente D’Angelo. Uma das grandes virtudes do personagem Michael Scott (reforçada pela ótima intepretação de Carell) era o fato do chefe da filial conseguir ser estúpido, mas adorável (algo que D’Angelo, propositadamente, não é). E é justamente quando não se pode mais esperar nada de Michael – vide Dwight – que ele consegue surpreender. Foram 7 excelentes temporadas com aquele sujeito nos fazendo rir de forma bastante peculiar e acredito que nenhum episódio de despedida dele teria sido capaz de causar o impacto que deveria. Mas foi satisfatório. Michael se despedindo de cada um de seus funcionários conseguiu render as últimas boas piadas e aquele “that’s what she said” fora do alcance do microfone já virou um clássico moderno. O The Office americano é Steve Carell e não tenho a menor noção do que esperar daqui pra frente. Pra mim a série acabou aqui. Vou continuar assistindo, é claro, mas mesmo que ela venha a durar mais 7 temporadas, nunca mais será a mesma. Esta semana começa um novo The Office.

[Pedro Araújo] De fato é uma produção de baixo custo, o que justifica ter sido feita para o Facebook. Seu único cenário é a lanchonete. Isso é legal, pois nos obriga a imaginar o que acontece quando as pessoas saem de lá para cumprir suas tarefas. Ainda mais quando já nesse primeiro episódio, podemos notar que “O Homem” propositalmente coloca seus clientes em tarefas cujo o sucesso de um significa o fracasso de outro. É manipulação total de pessoas e interesses, embora a gente não saiba exatamente qual o objetivo dele próprio. Me lembra bastante a época em que assistia LOST e Benjamin Linus fazia magistralmente essa figura de manipulador. The Booth at the End não é nada do tipo “nossa! Uau! Revolucionário!”, mas é interessante justamente pelo fato de ser uma história curta, em episódios suscintos que tem o seu quê de mistério e gera um interesse em saber como isso tudo se fecha. Tem também a vantagem de ser uma série para Facebook, que, além da novidade, avisa assim que sai um episódio novo e permite interação total entre os espectadores no próprio local de exibição da série.

[Camila Picheth] Como eu adoro Pawnee. Além de hospedar os melhores eventos (vide o Festival da Colheita com o Little Sebastian) e possuir a melhor história cultural (Pawnee: Paris da América; Pawnee: Bem vindos, soldados alemães; Pawnee: Comprometida com Zorp; Pawnee: Não é seguro viver aqui agora), é também a 4º cidade mais obesa da América. Ou melhor, era. No episódio 3×10, Chris resolve implementar uma política de emagrecimento e nós visitamos o habitat natural onde pessoas saudáveis compram suas comidas. Realmente foi novo e educativo para mim. Também tivemos Leslie entrando para o mundo de namoro virtual, o que (obviamente) não funcionou muito bem. Acho que se Anne tivesse escrito “Mulher loira, gosta de waffles e notícias”, as coisas teriam saído melhor. Parks and Recreations mais uma vez confirmou que Leslie e Ben são fofos e têm que ficar juntos, que  Andy e April são um casal genial, que ninguém vence Ron Swanson (e que as melhores coisas são as mais simples), que Leslie é uma pessoa maravilhosa por achar tartarugas condescendentes e nos ensinou duas valiosas lições: trabalho pesado nunca compensa e cozinhar é idiota. Parks and Recreation é sempre uma agradável comédia!

[Camila Picheth] Quando assisti ao piloto de Vampire Diaries, basicamente odiei a série. Achei os personagens mal construídos e irritantes, os efeitos ruins e todo aquele negócio dos diários desnecessário. Após um ano, de tanto as pessoas falarem que eu deveria estar assistindo, resolvi dar uma segunda chance ao seriado do Boone de LOST. Pulei logo para o final da 1ª temporada e, para minha surpresa, achei bem instigante. Sem perceber, já tinha devorado os dez primeiros episódios da 2ª temporada e estava acompanhando a trama semanalmente. A história melhorou consideravelmente. Os personagens estão bem mais sólidos e definidos. Adorei a volta de Katherine, a transformação de Tyler e Caroline, a saída de Jenna da ignorância e a nova determinação de Elena – nada mais daquela garota indefesa. Os únicos que ainda me irritam é a Bonnie e o Matt, mas tenho fé que eles vão melhorar. Curti o arco dos lobisomens e toda a história dos Originais, nos levando ao grande vilão da temporada: Klaus. Estamos chegando no season finale e com que ótimo cliffhanger ficamos, não? Com Jenna virando vampiro, Damon com uma mordida de lobisomem e toda a esperança praticamente perdida, mal posso esperar pelo próximo episódio.

E aí, quais foram as séries e episódios que assistiram na última semana? Deixem seus comentários abaixo!

18 respostas para “A Semana em Série”

  1. Sobre Guerra dos Tronos, o pessoal não volta ao castelo do Ned para lidar com os lobos. O primeiro capítulo deixa claro que os filhos estão indo pra Porto Real com Ned. Aquele “julgamento” é feito na estrada mesmo.

  2. Ives Leocelso disse:

    Deveriam ter prestado mais atenção em Game Of Thrones! A cena onde se discute o ‘caso dos filhos e lobos’ se passa numa estalagem onde pararam durante a viagem pela Estrada Real, mesmo local de onde saiu o filho do açougueiro que foi morto pelo guarda-costas do Príncipe Joffrey, fato que fica óbvio para quem prestar o mínimo de atenção na cena, não só por mostrarem o exterior da estalagem como pela diferença do clima que é ensolarado e ameno. Uma coisa é confundir nomes e casas, outra é não enxergar o que está perfeitamente claro. Lamentável.

  3. Olinas disse:

    Só complementando a resposta do Gabriel, aquilo ali deve ser alguma tenda qualquer.

  4. Bruno Carvalho disse:

    É… Realmente LAMENTÁVEL!!!! Imperdoável minha desatenção. Preparem as LANÇAS E CANHÕES DA CASA STARK PRA MIM! É que o episódio estava muuuuuuito interessante.

  5. Ives Leocelso disse:

    Não é necessário ler os livros pra entender isso, eu não li e compreendi perfeitamente. Pura desatenção.

  6. Bruno Carvalho disse:

    Já entendi e editei o texto, obrigado pela explicação e PERDOEM a desatenção.

  7. Ives Leocelso disse:

    Bruno Carvalho :
    É… Realmente LAMENTÁVEL!!!! Imperdoável minha desatenção. É que o episódio estava muuuuuuito interessante.

    Nada contra. Da próxima vez deixe os colaboradores fazerem o review de Game Of Thrones, assim não prejudica a qualidade do site.

  8. Pedro Araujo disse:

    Concordo com os comentários de Game of Thrones. Estou achando a série bem arrastada (inclusive no 3o episódio). E o que me parece mais estranho, é que de acordo com os que leram o livro, era consenso que 10 episódios seria pouco para contar a história toda e que faria a série ser muito corrida.

  9. João Paulo disse:

    Engraçado que eu adoro Fringe ainda assim que não consigo encontrar motivos pra tamanha adoração. Desde a primeira temporada no estilo “caso do dia” eu sinto uma irregularidade muito grande na série que teoricamente não deveria acontecer. Game of Thrones mesmo em sua lentidão consegue fluir sua história. Fringe me parece diluído e por vezes cheio de tramas que não levam a lugar algum, descontando-se os minutos finais que agregam alguma coisa a história. O último feito da série foi trazer Belly numa trama desconexa. O penúltimo episódio foi tão tosquinho que novamente se salvou os minutos finais. 12 episódio por temporada seria uma boa pra série.

    Pra quem gosta de acompanhar o desenvolvimento de personagens, The Killing é o há no momento. De fato o quem matou é quase que irrelevante. Game of Throne como disse acima pode estar lenta, mas ainda assim tudo é tão interessante que entro de cabeça no mundo dos sete reinos. Não consigo parar de imaginar o que acontecera quando de fato o inverno chegar. Já estou confabulando mil teorias de o que pode acontecer. Aqui é o motivo de gostar muito dessa série: me dá elementos pra imaginar. Fringe, a aclamada, diz o que vai acontecer e se arrasta até lá, podando quem assiste.

    Parks and Recreation é a única hoje capaz de fazer frente a Community, o que é um feito e tanto. The Office se perdeu faz tempo e nem sei por que continuo vendo isso. Deve ser sadismo.

    Por fim temos The Vampire Diaries que sofre de um preconceito bobo. Sim, os quatro primeiros episódios da temporada inicial são meia-boca, mas depois a série entre num ritmo de dar inveja. São tantos acontecimentos que dá a sensação de ser quatro temporadas em uma. Não façam a bobagem de pular a primeira temporada. É da CW, o canal das tosquisses, mas não tira o mérito da série de ter um ritmo superior a Fringe por exemplo, conseguindo me surpreender a cada episódio.

  10. leoff disse:

    Estou lendo o livro, depois do incidente Joffrey-Arya o rei Robert decide parar num local com mais estrutura, até porque Arya ficou 4 dias sumida na floresta. O julgamento não se passa numa estalagem, mas em um castelo de um nobre que no passado apoiara o “Rei Louco” Targaryen. Ele recebe a comitiva real só por obrigação, criando um mal estar entre todos.

  11. Cassio disse:

    The Office: Estou revendo os episódios da primeira temporada e digo que Michael Scott evoluiu demais. No início era muito, muito mais non-sense que nas ultimas temporadas…… e o desconforto de Pam e os outros era muito palpavel. Acho que Michael ficou mais tolerável e os funcionários aparenderam a aceita seu jeito. E nós, aqui do outro lado, passamos a ama-lo.

    Chorei litros na despedida dele com Pam e Jim….

  12. Jorge disse:

    Sobre Game of Thrones, a historia é muito complexa e acho que eles fizeram um trabalho muito bom em situar quem estar vendo com o contexto nos primeiros 3 capitulos. N tem como ser menos arrastado sem perder o sentido. Gostei da adptação ter sido fiel até aqui e tenho muita curiosidade em saber se vai ser até o fim, quem leu o livro sabe porque.
    Lembrem-se também que o livro publicado no Brasil ” A guerra dos tronos” É uma compilação de 3 livros da série, o homônimo + A Muralha + A mãe dos dragões. Não vejo como contar tudo isso em apenas 10 episódios. Penso que a segunda parte seja a segunda temporada.

  13. Rafael Batalha disse:

    Sobre Game of Thrones:

    eu também pensei que eles tivessem voltado a Winterfell para cuidar da pendencia dos meninos e lobos! (alguém lembra do filme?) kkk…

    mas é isso…
    eu to curtindo muuito a série!
    e sua falha nao comprometeu em nada o texto…

  14. Eu também pensei que eles tinha voltado a Winterfell por causa dos lobos. Acho que o problema é com a série, hein? :P

    *

    Já sobre The Killing, saiu uma entrevista na EW com a criadora onde ela dizia que queria escrever a série sem flashbacks. Uma pena

  15. Indy-Joe disse:

    Eu também fiquei confuso com essa parte do Game of Thrones, o que acabou prejudicando o episódio pra mim.

    Mas dito isto, eu estou adorando a série. O primeiro episódio foi primoroso, e agora o terceiro foi excelente também. Não estou achando nada arrastado, aliás o segundo eu achei que foi corrido e por isso meio confuso.

    The Killing eu só vi o episódio piloto duplo. Gostei bastante, mas não me fez morrer de vontade de ver o seguinte. Mas planejo ver tudo quando a temporada acabar, ou quando tiver mais tempo livre pra uma maratona.

  16. Eduardo Muniz disse:

    Game Of Thrones pra mim ta ótima. Não so mto de entende a história de episódio das séries da HBO, tais como Boardwalk Empire, em que só entendo o grande arco por trás da temporada. Com exceção de True Blood, todas as produções que assisti do canal sofreram com o excesso de informação e, basicamente, eu ja to acostumado com isso.

    Fringe, maravilhosa como sempre. Achei esse penútimo episódio bem mais ou menos, mas ainda assim foi bom.

    The Killing, infelizmente parei de assisti no piloto. té tenhovontade de assisti-la,mas o ritmoé mto.Pelocomentário, espero que Damagesnãoseja assim, pois ja tennho as 3 temporadasda séries, apenas falta tempo pravê-las.

    The Office, sem comentários. To na 3ª temporada, mas ja sofro a saida do Carell D:

    Felizmente, existe Community e Parks And Recreation. Esse trio na NBC é o melhor. Não consigo escolhe minha preferida.

    Gostei da idéia de The Booth at the End. É única coisa que posso dize, pois ainda ñ assisti o piloto.

    The Vampire Diaries. Poooo… Primeira temporada HORRÍVEL e a 2, adimito, ta boazinha. Ainda assim, os episódios da série são os últimos que eu deixo pra ver, geralmente, durmo quando os vejo. Apesar disso o crescimento da qualidade com relação a primeira temporada foi bem considerável. Isso me fez continua assistindo a série.

    Conclusão: FRINGE É FODAAAAAA

  17. @____William____ disse:

    Ainda não vi Game of Thrones… vida corrida.

    The Killing está mto bom.. adoro o clima chuvoso de Seattle e o mistério que traz à série.

    The Vampire Diaries foi uma série que comecei a ver qdo ainda me tornava um sériemaníaco, não sabia da má fama (com certa razão) do canal (mas já não ia muito com a cara deles por terem cancelado Veronica Mars). Não gostei mto, mas era bom ter um seriado para aqueles dias em que se está exausto. Tbm me surpreendi mto com essa 2a temporada, a the CW merece mais reconhecimento por essa série.

    E FRINGE… achei a 1a temporada lenta, bem como o começo da 2a… hoje gosto mto mais do que de LOST. Sem palavras. F*CKING AWESOME |o|

    As outras eu nunca vi .-.

  18. Guilherme disse:

    Não achei o episódio de Game of Thrones arrastado, mas o menino dormindo foi ruim mesmo, mas acho que ele é que trabalhou mal, dava pra ver o olhinho dele tremendo.
    Fringe tá realmente ótima, mas os imãs de alma foram desnecessários, né?
    The Killing tá muito bcana, mas tem gente achando muito lenta ou muito chupinhada de Twin Peaks, eu descordo!

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