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Por: Davi Garcia

The Walking Dead: Bloodletting

Por Davi Garcia

[Contém Spoilers] Um easter egg de Breaking Bad, um flashback a la LOST e mais espaço para o salutar desenvolvimento de personagens… “Bloodletting”, segundo episódio da 2ª temporada de The Walking Dead, foi um prato cheio de boas referências, mas sobretudo a prova de como é importante que o roteiro trabalhe os conflitos dos personagens para que nos importemos genuinamente com seus dramas no mundo caótico da série. “Bloodletting” não foi um episódio tão movimentado (e nem precisa ser sempre, diga-se), mas girando em torno dos esforços de Rick para salvar Carl, serviu tanto para introduzir alguns dos novos personagens da Fazenda (com destaque óbvio para o veterinário Hershel Greene) e situá-los dentro do contexto da trama, bem como permitiu que percebessemos, através de breves diálogos e ações, como cada um dos outros sobreviventes enxerga a situação e reage a ela.

Nesse panorama, ao passo em que o bad boy Daryl se mostra extremamente prático e racional (“Torcer e rezar não serve para nada”, diz ele)  na iniciativa de liderar a busca pela garota Sophia, T-Dog, por sua vez, se enxerga como alguém descartável para o grupo ao passo em que Andrea, após escapar de mais um ataque zumbi na floresta, outra vez se irrita com a atitude protetora de Dale. Porém, de todos os pequenos desenvolvimentos explorados neste episódio, os destaques mais óbvios tem mesmo que ficar com Rick e Shane. Enquanto o primeiro, em mais uma boa atuação de Andrew Lincoln, deixa transparecer toda a angústia e o desespero de ter que lidar com o quadro de um filho moribundo além do fato de não poder ser o herói da vez, o segundo não hesita (assim como Otis, o responsável pelo ferimento de Carl) quando a única alternativa para salvar o garoto – ir até uma escola para recolher equipamentos e medicamentos –  exige dele exposição ao grande risco que serve como gancho para o final do episódio: tentar sobreviver em meio à perseguição de uma horda de zumbis sedentos.

E assim, abrindo mão da ação constante para investir na tensão como seu elemento mais forte, The Walking Dead vai aos poucos ganhando o peso e a identidade de seu material de origem e, no processo, confirmando-se como mais uma bela opção na tv . Ou será que alguém discorda?

21 respostas para “The Walking Dead: Bloodletting”

  1. Eduardo disse:

    A julgar pelos índices recordes de audiência e pela produção visual e mistério a série tem tudo pra ser uma das melhores já produzidas…vamos ver…

  2. Gregório disse:

    Acho que ainda falta um pouco mais de ousadia para alcançar o mesmo nível da HQ. Tem coisas que aconteceram nos quadrinhos que eu não vejo acontecendo em uma série de TV com essa audiência. Mas, vamos aguardar.

  3. Pedro disse:

    Não concordo nem discordo. Mas também não me animo a assistir a esta segunda temporada. Enquanto não me convencerem que a série realmente está de fato boa, não irei perder o meu tempo. Porque considero a primeira temporada uma enorme perda de tempo.

  4. Jesimiel disse:

    Tenho que baixar a série e começar a acompanhar, pois depois de tantos elogios esta mais do que na hora.

  5. Indy-Joe disse:

    Essa segunda temporada por enquanto está mais regular. Dois bons episódios. A primeira temporada começou excelente (o piloto foi sensacional) mas a partir do segundo episódio a coisa já caiu de qualidade.

    Gostei desse segundo episódio mais que o primeiro. Talvez por ter me “climatizado” novamente com a série após uma longa pausa. O primeiro me incomodou o fato de parecer que esqueceram ou ignoraram o fato dos zumbis sentirem o cheiro dos vivos. Coisa explorada a poucos episódios atrás (afinal a primeira temporada só teve 6 episodios). Mas os personagens mais malas se foram, e parece que o grupo atual é mais carismático e interessante.

    Gostei dos novos personagens apresentados. Com certeza o destaque foi o veterinário, mas o Otis mesmo falando pouco já ganhou minha simpatia pelo desespero demonstrado pela situação e vontade de consertar o seu “erro”.

  6. Mgvieira disse:

    Bom, só gostaria que fosse mais fiel a HQ…

  7. Guilherme Martins disse:

    Com relação ao seu questionamento, Davi, sim, a série está muito boa, valendo a pena acompanhar os dramas e os momentos de tensão que ela nos proporciona.

    Agora, quanto ao flashback, não introduziu nenhuma situação nova ou que já tenha sido percebida nos episódios anteriores.

    Acho que você poderia dar mais destaque nos seus comentários para TWD. Não precisa (ainda) ser tão detalhado como era com Lost, mas sua análise está bem objetiva, porém um pouco superficial. A não ser que não estejas muito empolgado com a série…

    Abraços!

  8. Davi Garcia disse:

    Empolgado em tô, Guilherme. Meu problema é o tempo reduzido para escrever com mais detalhamento. Daí essa abordagem mais objetiva em torno dos temas principais dos episódios ;)

  9. Daysio disse:

    Easter egg de Breaking Bad ?
    Onde ? ô_o

  10. Daysio disse:

    Easter egg de Breaking Bad ?
    Onde ? ô_o
    não vi.

  11. Davi Garcia disse:

    Na hora que o Daryl vai dar remédio pro T-Dog, ele separa um monte de coisa e dentre elas, nada menos que metanfetamina azul, a criação do Walter White. Assim, considerando que as duas séries são do AMC, uma menção dessas, mesmo que sutil, faz todo sentido, não? :)

  12. Bruno Carvalho disse:

    Blue crystal meth na sacola.

  13. Leo disse:

    Minha opiniao é que Walking Dead é superestimada. Os personagens sao ruins e seus dramas e conflitos sao vazios; os atores sao fracos e sem carisma; as tramas nao despertam nada alem de sono. E o pior de tudo, no fim de cada episodio nada aconteceu de fato.

  14. Davi Garcia disse:

    Dramas e conflitos vazios? É, ver o filho ser baleado e correndo sério risco de vida não deve ser nada. o_O
    Não gostar é um direito de cada um, agora dizer que nada acontece nos episódios? Tem que ver isso aí…

  15. Igor Matos disse:

    Davi vc não grava mas o The Walking Dead no Seriaudio não ?

  16. Davi Garcia disse:

    Pois é, Igor. Infelizmente, por absoluta falta de tempo, tive que parar com os comentários em áudio sobre TWD pro Seriaudio, mas sigo firme com os de Boardwalk Empire ;)

  17. Juan Lopes disse:

    Pessoal alguém poderia me responder o q aconteceu após q Shane e Otis começaram a Jogar os sinalizadores? Não está carregando aqui em casa esta muito ruim

  18. Gabriel disse:

    Aleluia! Uma pessoa sensata! Valeu Leo concordo com você. Caro Davi Garcia , admiro muito seu trabalho e o Ligado em Série . Vocês me apresentaram à excelentes séries como Breaking Bad, Community e Sherlock. Todavia, me apresentaram também The Walking Dead que nada mais é do que uma série superestimada (como bem avaliou o Leo) e não passa, talvez de uma boa ideia. Acho que série e HQ são coisas totalmente distintas e acho que em alguns comentários (e até mesmo no excesso de posts sobre TWD, quantidade essa que séries melhores não possuem) demonstra que o fato de você gostar tanto da HQ influência certas vezes em comentários pró Walking Dead. Quanto ao comentário a baixo só lamento. Acho que foi um pouco infeliz e por mais que o Leo não tenha explicitado os argumentos dele, esse seu comentário a cerca do tiro que o Carl leva mostra que você faz uma análise muito superficial da série e aceita muita coisa do que os produtores tentam passar sem qualidade e com muito sentimentalismo barato. Discorramos então o episódio citado: Ver o filho levar um tiro é sem dúvida algo durissímo de se enfrentar… no entanto lembremos de como o Carl tomou o tiro, você se lembra?! Ele estava olhando para um Veado! Olhando um Veado! Tosco. Por que esse veado não correu? Que eu saiba eles são animais espertos e fugiriam. Posso te dizer a razão desse tiro: Somente incluir à série novos personagens e desenvolver de forma infantil outros. O Carl NUNCA correu o menor risco. Quanto ao Rick, ao Shane, à Lori e à outra grande parte dos personagens e seus respectivos interpretes: FRACOS – salvo uma ou duas excessões! O Rick então é um show de horrores dá vontade de dar um soco na cara dele com a falta de habilidade do ator que o interpreta. Como você bem disse o filho morrendo e cadê as lágrimas? Só podem ter secado de tanto chorar, não é?! Tenha dó. A Lori filosofando a cerca dos motivos de existir e se o filho deve viver (que mãe pensaria tamanha atrocidade, o fato de o mundo estar cheio de Zombies não justifica tais pensamentos) é de doer. E sim! The Walking Dead é parada cheia de fillers e muita enrolação até os fatos construtivos de verdade como a aparição da Sophia (um dos poucos momentos de real qualidade da série) é atrapalhado por um péssimo desfecho, onde o diretor tentar aumentar a imagem do Rick como um Herói – com muita falta de habilidade é claro. Como o Rick da um tiro na Sophia e esta cai para o lado? e como não voaram pedaços do cérebro dela? Os produtores constroem os epsódios para chegar em um ponto maior e não os acontecimentos do episódios levam-os aos desfechos naturalmente. MUITO FORÇADO!
    Espero Davi que você leia esse comentário e o entenda como uma discursão salutar e não como uma provocação barata à sua pessoa – jamais faria isso, até por que gosto muito do trabalho de vocês, entro no site regularmente e já ouvi todos os Podcasts do Ligado – é só uma pequena divergencia. Desculpe por enventuais erros ortográficos e construção textual. Tenho outros argumentos, mas por enquanto… Pense Nisso! e como você bem disse “tem que ver isso aí…”!

  19. Deyse disse:

    Sou fã ! Adorei a série!

  20. Igor disse:

    Essa série deveria ter sido cancelada antes de ter começado a 1 temporada.

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