FOTO: REPRODUçãO

Por: Bruno Carvalho

Dexter: The Angel of Death

Por Bruno Carvalho

[contém spoilers] Apesar do início promissor, esta 6ª temporada de Dexter continua esmaecida perante o intenso 4º ano, que trouxe o maior algoz da série até agora, Trinity e, em menor grau, perante também às temporadas anteriores, que colocavam o serial killer lidando diretamente com “personalidades” instáveis (como Doakes, Miguel Prado, Brian e Lila) e ainda lutando para manter sua atividade secreta longe dos holofotes. Neste episódio, Dexter (assim como os roteiristas) está preso numa zona de conforto, já que o analista sanguíneo não enfrenta uma grave e iminente ameaça e a busca pelos Assassinos do Apocalipse soou facilitada e conveniente. Ora, o tal Travis é mostrado em vídeo bem na hora em que Dexter faz uma visita ao museu? Batista acha uma caixa do assassino com todas as loucuras dele bem na casa da ex que o Quinn está paquerando? E a bíblia sem os números das páginas que Dexter encontra bem em cima da mesa? Além disso, já que o sujeito se mostrou fraco a ponto de entregar o nome do Professor Gellar no carro, por que não coagí-lo de uma vez para que entregue logo o esconderijo do malfeitor? Perguntas como esta não deveriam aparecer na cabeça do espectador durante a exibição.

Outro marcante acontecimento do episódio que não desceu foi o atentado contra o Irmão Sam. Diferente do que já aconteceu na série, com personagens queridos como Lundy, Debra e Batista em perigo de vida, a temporada não estabeleceu bem o elo entre o religioso e Dexter, já que aquele se mostra sempre inoportuno e estranhamente interessado nos assuntos privados do assassino, falhando em despertar a empatia do espectador. Assim, encerrar o capítulo com aquela cena foi um grande anti-clímax que desviou a atenção da trama. Também não compreendo o detetive novato de Chicago que claramente não gosta da Policia de Miami, mas ainda assim aceitou trabalhar lá. Pelo menos o personagem é interessante e tem potencial para ser mais explorado. Felizmente tivemos (poucos) bons momentos neste episódio, especialmente aqueles protagonizados por Edward James Olmos na pele do fervoroso Professor, cuja agenda de destruição e morte em nome de uma fé insana é, até o momento, a única coisa capaz de trazer a imprevisibilidade que a série necessita para continuar desenvolvendo bem a sua trama, em especial a temática religiosa.

Posso ter sido excessivamente rigoroso com o capítulo, mas considerando o recente histórico da série, eu realmente esperava mais de Dexter, ainda mais já tendo ultrapassado o primeiro terço desta temporada. Claro que o drama tem muitos créditos conosco – e vocês sabem o quanto já o defendi neste espaço -, mas não é bom abusar. A minha fé está ligeiramente abalada.

8 respostas para “Dexter: The Angel of Death”

  1. Renata disse:

    Boa review, concordo com a maioria dos pontos. Achei esse último episódio meio enrolado/arrastado. Teve pontos interessantes, ok, mas, achei muito devagar.

    Mas, até que a parte de relacionar a Bíblia na casa do Travis com os números deixados nos corpos eu não achei tão falho (era previsível, fato, mas, nem tão forçado assim). Já o Dexter o vendo no filme e a parte do Bastita realmente foi difícil de engolir.

    Agora, você mencionou que o Dexter não enfrenta nenhuma ameaça até o momento, eu acho que esta temporada não trará isso. Acho que o maior foco será o embate de “idéias” entre ele e o fantástico Professor Gellar. Conforme ele (Dexter) disse ao Travis, ele acredita que as matanças são feitas “porque você gosta disso”, e eu imagino que o professor vá defender que ele mata pela vontade Divina, porque as pessoas merecem (ao menos foi o que eu entendi quando ele fala sobre o casal, que não deve nem saber os nomes um do outro), o que de certa forma é o mesmo que o Dexter faz.

    Talvez eu esteja viajando, mas, acho que um possível debate moral entre o Dexter e o Professor Gellar seria muito bem vindo (desde que bem conduzido, claro). Porém não acho que isso preenche uma temporada inteira, então espero que os roteiristas tenham alguma carta na manga.

  2. Adriana2402 disse:

    Eu adoro o Brother Sam, estou muito interessada na relaçao dele com o Dex e achei a entrada deste personagem muito interessante, nada forçada. Não o vejo como um intrometido na vida do Dexter, gosto da amizade deles e de como ele faz o Dexter avaliar sua vida e a tentativa de controle de seu Dark passanger. Será que o Brother Sam tb reconhece o olhar do Dex e quer tentar ajudá-lo a controlá-lo?

  3. Bruno Fernandes disse:

    Tem sido constrangedor assistir Dexter. Eu sei que pareço repetitivo, em toda review venho detonar a série, mas concordo com o Bruno. A série traz elementos interessantes, mas eles estão sendo muito mal desenvolvidos. De diálogos jogados aleatoriamente – como se as falas fossem só para constar (notem quando Dexter chega atrasado na sala e Debra fala com ele a típica cobrança do atrasado – “Que bom que pode se juntar a nós”. Neste momento, eles se quer mostram ela dizendo a frase, para que ela serviu? Sério?). Os roteiristas estão desleixados, muito desleixados. E os supostos “super diálogos”, sinceramente… acho que ficarão na expectativa ou serão preenchidos pela desejo que temos de ver bons diálogos em Dexter. Depois da 5 temporada iniciou-se outro seriado, que é bom, mas não entra na galeria dos melhores nunca. Comparar Dexter com a própria série em seus primeiros 4 anos é covardia.

  4. Guga disse:

    Depois do episódio passado pensei que ia engrenar, mas acho que Dexter já era. Totalmente previsível, o mesmo jogo do Dexter conseguir milagrosamente as pistas do assassino e o restante da Homicidios são todos apáticos. Bons tempos que Dexter entrava em apuros, agora parece estar totalmente tranks. Bem que a Deb podia descobrir qual é a do Dexter, ou alguém descobrir, ou alguma coisa, alguma emoção! Esses Assassinos do Apocalipse estão aí para o fim do mundo e o fim da série, porque se tiver uma sétima temporada vai ser muito.

  5. Emilson disse:

    5 episódios até agora… O melhor episódio da 5 temporada para mim foi o 6 episódio, quando a Lumen tentou se vingar e tudo deu errado. Ali, senti a tensão das outras temporadas. Depois, esfriou. Está vindo o 6 episódio e espero que a fumaça que estamos vendo realmente venha de um incêncio imenso. A série Dexter não merece ainda ser abandonado nas águas de Miami como as vítimas dele, mas não nego que os sacos plásticos já foram comprados por muitos… Só tenho medo de eu é que seja “enrolado” em sacos plásticos pelos roteiristas e me abandone como fizeram na quinta temporada uiuiui Eu ainda tenho fé na série e espero que muitos ainda tenham!

  6. Juliana disse:

    Ah pessoal, vamos parar de querer ganhar o Emmy e assistir a série de um jeito mais relaxado, que tal? Todo mundo sabe que as séries só engrenam mesmo depois do sexto episódio, é uma questão comercial…e também, não dá pra ser de prender a respiração toda semana. É sempre a mesma coisa, as reviews dos começos das temporadas sempre dizem que não acreditam mais na série, perdeu a química, blablabla. Chega no fim, o povo só elogia. Exceto pela quinta temporada, que, concordo, foi realmente inteira ruim. Enfim, até o sexto episódio, é perdoável enrolar.

  7. Renata disse:

    Eu acho que eu fui a unica que gostei da 5 temporada G_G, o fato de Dexter ter alguém com quem compartilhar toda a “escuridão” e essa pessoa ser par romantico dele para mim era o máximo.
    Mas confesso que acho que essas pistas estão vindo facil demais, sabe da um pouco de agonia só o Dexter saber de tudo e todo o resto ficar na escuridão, acho que ele devia ir jogando essas pistas pro pessoal da metro e deixar que eles mesmo pegassem o Gellar dessa vez.
    Mas não vou desistir de Dexter, é bom pra passar o tempo.
    E adoro o irmão Sam, e não acho ele intrometido, mas sim cuidadoso.

Deixe uma resposta

ss