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Por: Davi Garcia

Fringe: Making Angels

Por Davi Garcia

Alguns sofrimentos são piores do que a morte,” diz Walter Bishop em dado ponto de “Making Angels”, o 11º episódio da 4ª temporada de Fringe. Uma afirmação que não apenas reflete as motivações por trás do caso da semana  – sobre um assassino com capacidade de enxergar eventos futuros e que matava para antecipar dores e sofrimentos alheios -, mas que também dava ecos à própria situação do personagem, que ainda convive com o caos e o remorso que sua ação pregresssa havia provocado (ruptura de universos, morte do Peter que ele conhecia, etc). Nesse contexto, o episódio trouxe, através das curiosas (e não menos divertidas) interações que se deram entre as duas versões de Astrid mais a vinda de BOlivia para o lado de cá, reflexões interessantes sobre o relacionamento de cada um daqueles personagens (numa escala, sobretudo, paternal) ao passo em que eles se envolviam na investigação do professor brilhante do MIT que ao se deparar com uma grande descoberta, transforma-se num verdadeiro anjo torto.

Equilibrado entre a investigação da vez, e o esforço de desenvolver ainda mais seus personagens, dois grandes méritos deste episódio merecem destaque. O primeiro deles foi o de discutir o conceito de Deus ex machina de forma aberta (o que nunca deixa de ser interessante numa obra sci fi quase sempre refém dele) através da explicação do que seria o instrumento que não poderia existir e que era utilizado para provocar as mortes. Já o segundo (e talvez mais importante) foi o de conseguir relacionar as motivações do ‘vilão’ da vez (que se sentia desprezado pela mãe), com os dad issues que foram discutidos entre as Astrids de forma tocante até (e de uma delas com Walter), e com a própria relação defensiva que Walter assume com Peter e com BOlivia que, muito mais vibrante que sua contraparte, o provoca a todo instante no que resultou inclusive no momento mais divertido do episódio quando ela pergunta se ele estava flertando com ela e ele retruca com um simples “Vai sonhando.”

Mais do que dad issues e afins, “Making Angels” foi também o episódio que revelou um pouco mais sobre os aspectos que circundam a mitologia dos Observadores e sua capacidade de enxergar e de se delocar entre passado, presente e futuro de forma simultânea. Com isso em mente, a curiosidade em torno das motivações destes indivíduos (o que são eles, afinal?) só aumenta  ao passo que algumas questões urgentes surgem com o desfecho do episódio: o que aqueles observadores farão agora que sabem onde Peter está? Eles poderiam, movidos pela empatia (o gliphcode da vez) de September, agir para recolocá-lo na linha temporal da qual pertence? Palpites?

17 respostas para “Fringe: Making Angels”

  1. Brunno disse:

    Esse episódio me resultou em duas reflexões sobre a série. Essa linha do tempo seria o resultado de Peter não ter sobrevivido, resultado do Obsevador não tê-lo salvo no lago, mas não foi justamente por causa do Observador ter distraido o Walternativo e feito ele perder a cura para a doença de Peter que ele acabou por salvá-lo? Então a timeline “correta” deveria ter a existência de Peter.
    Sobre a origem dos Observadores, lembra daquele episódio bem lá da primeira (talvez segunda) temporara onde uma criança é encontrada trancafiada embaixo de um prédio que seria demolido, e no final do episódio ela avista um Observador, que também repara nela, sendo ela bem parecIda com eles fisicamente.

  2. Zé das Couves disse:

    Confesso que ainda estou na dúvida se esses 2 universos são mesmo OUTROS ou simplesmente os ORIGINAIS sem Peter…

    Quanto ao episódio em si, achei ótimo (pra variar… rsrs).

    Mas, principalmente, gostei desse “guinada” que os roteiristas deram, tentando “humanizar” os personagens do universo alternativo (primeiro com o Walternativo, agora com a BOlívia e a Astrid). Era muito boba a ideia de um universo onde todo mundo era meio malvado…

  3. reca disse:

    Gente q review ruim…. prefiro ver vcs ‘pescando’, dizendo oq vcs deduziram do episodiom , do q X pode significar,….. parar c a cegueira de q fringe e foda e assumir os erros. essa astrid do lado D B sei la, parecia um robo. pessima atuaçao. a pessoa confundiu frieza c robo.

    e a historia adiantou em q? oq mudou??? podendo ser cancelada e se acha digna de por episodio p encher linguiça.

    foi legal mas foi no big deal. so walter supera! ele e d+

  4. Davi Garcia disse:

    Hum, e o que você deduziu do episódio? Quais são os erros capitais da série e por que esse seria um episódio filler?

    Sobre do que adiantou a história… Conhece o conceito de desenvolvimento de personagens? Ah, tá…

  5. Bruno Carvalho disse:

    São os mesmos, sem Peter – numa linha do tempo diferente. Isso foi estabelecido nos episódios iniciais desta temporada.

  6. Vitor disse:

    Eu adorei o episódio , e uma coisa a se repara : parece que quando uma pessoa é mais inteligente mais parece ela perder a humanidade , as emoções , ficando parecido com os Observadores , por isso tanto o matematico quanto a Alter Astrid pareciam meio robôs , eu acredito que os Observadores são na verdade o proximo passo evolutivo da humanidade , por isso fazem tudo que fazem , além da falta de pêlos , que dizem que os perderemos quando estivermos mais evoluidos …

  7. Romildo disse:

    E todos aguardam a resposta dele, Davi! haha

  8. Romildo disse:

    Sei que não é o mote deste post, mas todo mundo pergunta qual a linha temporal correta da história. Honestamente, acho que só existe uma correta, no caso essa. O Peter não tem para onde voltar. Ele está na linha certa, que apenas foi alterada. Alguns dizem que os fatos passados se perderam na história, mas não. Tudo só é o que agora porque existiu antes outro par de universos com o Peter. É tudo uma continuidade, assim como o tempo.
    E agora, através do Vitor, percebi uma coisa óbvia… O arco da Astrid serviu principalmente pra explicar a existência dos Observadores, que perdem traços de sua humanidade diante de sua extrema inteligência, da mesma forma o próprio vilão da vez!

  9. Leonardo disse:

    Fringe com episódio fascinante misturando caso semanal com desenvolvimento de personagens.

    Ia dizer algo, mas quase tudo já foi descrito acima. Entretanto, certa parte me confundiu.

    Na cena final, um dos Observadores diz: “Parece que Setembro não cumpriu suas instruções. Peter Bishop retornou. Ele voltou.” Está certo que tudo indica que tenhamos outra linha temporal, como foi dito nos primeiros episódios, mas essa fala me deixou com a pulga atrás da orelha.

    Não estaríamos acompanhando todos a mesma linha temporal, apenas “alterada”, mas sem a existência de uma outra “antiga”?

  10. reca disse:

    oh gente, sera q vcs nao sabem ‘ouvir’ uma critica negativa sem levar p ODIO, raivinha, ofensa?? qnd eu falei q prefiro reviews com + explicaçoes é pq vcs sao mega fas, mega entendidos da serie e acho interesante ‘ouvir’ a teoria de vcs, e ate mesmo explicaçoes. tem sitesblogs ai q falam de serie mas nao fazem uma critica, somente CONTAM O EPISODIO e se chamam de critico de serie. vcs nao, vcs PARECEM q sao fas, se aprofundam nas series q dao destaque por isso senti falta. ate pq fringe ta indo para um caminho + confuso do que lost com essas coisas de vidas paralelas rs. venho sempre aqui pra ler oq vcs acham pra ver se eu entendi direito. QUEM SOU EU PRA DA UMA DE REVIEWER, totalmente leiga em assuntos sci fi.

    e realmente acho q vcs sao meio cegos em relaçao as derrapdas de fringe sim. meio xiitas. mas nao e disso q quero saber e sim de review c teorias, explicaçoes, diversao ;)

    e pro amigo q estava esperando a minha resposta tomando suas dores como se eu tivesse te xingado ai vai: 1º SOU MULHER. 2º zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

  11. Robson disse:

    Posso fazer uma sugestão amigos? seria dar pontuação para o episódio, como era feita anteriormente na época que era só o Bruno. Abçs!

  12. Ni disse:

    Bom, eu amei o episódio. E não achei a atuação da Astrid do outro lado ruim não… Na verdade eu tenho uma dúvida um tanto quanto idiota, qual é a doença dela? Os produtores falaram que ela era diferente geneticamente…

    Eu li uma entrevista que os produtores deram (foi divulgada no face do FRINGE) e acho que vale a pena dar uma olhada para criar e atualizar as teorias(PS: está em inglês)… http://migre.me/7POW6

    Agora, eu acho que deve existir uma time line certa sim. Quando um dos Observers apareceu logo no início, ele meio que saiu de dentro de uma camada estranha, acredito que deve ser a outra time line, não?! E não acho que eles sejam a humanidade evoluida, eles têm um tipo de “super poder”, por exemplo quando eles abrem o cofre no final do episódio só encostando em uma tecla e até mesmo o que eu mencionei antes sobre aquela camada estranha…

    E aliás, ótimo post! Não sei como vcs conseguem, mas eu fico irritada por vcs… uma hora alguém reclama que os comentários estão muito pessoais, noutra reclamam que está muito impessoal… difícil agradar a todos, faz o que vcs acharem melhor! ^^

  13. Carlos disse:

    Mais educação na formulação de uma crítica, Reca.

  14. Zé das Couves disse:

    Acho que os observadores são “anjos” ou algo desse tipo.

  15. Romildo disse:

    Gata, não se preocupe… Ninguém está “tomando dores” de ninguém. É simples: você chegou, falou um monte e não argumentou.
    Todos leram: BLÁ BLÁ BLÁ!

    PS.: Crítica? Você está fazendo isso errado. #paroporaqui

  16. Flávio disse:

    Eu tenho uma teoria sobre os Observadores, acho que o gliphcode desse episódio deixa bem claro, eles são bem mais evoluidos do que nós, isso a gente pode ter certeza, só acho que não são tão expressivos, na primeira temporada de Fringe quando o Observador senta para comer um hamburguer bem apimentando você percebe que ele faz uma leitura completa do que está acontecendo ao redor e anota tudo em um aparelho (se a memória não me falha), como ele faz aquilo, não acho que seja um poder especifico, mas sim pura empatia, posso estar falando asneira, mas tem vários outros episódios que demonstram isso, como o menino “observador” perdido que o amigo citou logo acima, quando Olivia está tentando desvendar o caso do serial killer que deixava suas vítimas como atrizes famosas, o menino pega um bloquinho e sem ao menos olhar para ele e somente para a Olivia, escreve exatamente aonde vai se dar o próximo assassinato, só escreve espelhado, através do que Olivia precisava saber e tinha urgência quanto a isto, no caso o assassino, o menino através da empatia sabendo do que ela precisava a ajudou, mesmo que no priimeiro instante ela não tenha entendido isso, outra vez quando um dos Observadores sem ser o September entra num tiroteio contra um dos agentes, não me lembro se era metamorfo ou não, e ele consegue ferir um dos Observadores, Peter chega, e de repente ele diz algo para Peter e ele consegue usar a arma especial, não me lembro quem criou ela ou quem estava usando ela no momento, tempo depois eles descobrem que a arma de nada serve há não ser nas maõs certas, como o Observador permitiu que Peter conseguisse usa-la em tão pouco tempo, através da empatia de ambos no caso, visto o estado do Observador Peter se compadeceu, e ambos conseguiram uma ligação, agora revendo a cena do aeroporto desse episódio pela segunda vez percebi que o aparelho escaneia o passaporte da pessoa que está para ter seus últimos dias sofrendo muito na terra, não sei como o professor conseguia enxergar todas as linhas do tempo, só disse que ele havia descoberto como através de uma equação, não sei pode ser que o aparelho tenha dado isso a ele, ou talvez funcionasse só com o aparelho em mãos, aliás quem com uma “habilidade” dessas não faria o mesmo, o episódio anterior também deixou isso bem claro, enfim chega escrevo asneira demais, haha aguardo o próximo episódio, ansioso como sempre, desse universo maravilhoso que é Fringe.

  17. Mirelle disse:

    Teoria excelente!

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