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Por: Davi Garcia

Fringe: Welcome to Westfield

Por Davi Garcia

[Com spoilers] Claramente inspirado por The X Files num episódio que deixaria os saudosos Fox Mulder e Dana Scully com inveja, “Welcome to Westfield”, o 12º capítulo desta 4ª temporada de Fringe, coloca o trio Walter, Peter e Olivia investigando uma estranha anomalia eletromagnética responsável pela queda de um avião nos arredores de uma cidadezinha do interior do estado de Vermont. Lá, os protagonistas da série acabam presos numa espécie de bolha e testemunham um evento Fringe que, conforme a trama evolui, revela-se fruto de um experimento do recém ressurgido David Robert Jones em uma tentativa de provocar a fusão dos dois universos.

Em meio a fenômenos que incluem pessoas tendo suas memórias confundidas às de seus doppelgängers e até mesmo duplicação genética e de partes do corpo (uma mulher com arcada dentária dupla, um homem com duas íris, e até outro com duas faces!), o episódio também trouxe curiosos desenvolvimentos para as versões de Walter e Olivia que o arco desta temporada nos apresentou. Assim, à medida em que Walter descobre uma forma que pode significar um meio de levar Peter de ‘volta para casa’, ele também deixa transparecer um interesse bem maior na relação que estabelece com o filho com quem ele não teve a oportunidade de conviver, algo que fica evidente, por exemplo, no seu desejo velado de tê-lo sempre por perto.

E se a relação desse Walter com Peter ganha novos contornos, são os eventos que ocorrem com Olivia ao longo deste “Welcome to Westfield” (desde o sonho erótico/romântico que ela tem com Peter no início, passando até pela memória de um caso que ela não viveu) que realmente chamam mais atenção. Um fato que fica ainda mais evidente na cena que encerra o episódio mostrando a personagem agindo como se fosse efetivamente a Olivia que Peter conhecia. Agora, o que provocou aquilo? Será que dá para especular, por exemplo, que isso seja consequência dos experimentos ministrados por Nina Sharp ou mesmo um efeito colateral deles?

A resposta, espero eu, deve vir na sequência desta temporada de Fringe, mas desde já começo a suspeitar que Peter acabará descobrindo que a Olive por quem ele se apaixonara e o universo que ele chamava de seu, apenas mudaram de endereço. Faria algum sentido, talvez?

26 respostas para “Fringe: Welcome to Westfield”

  1. BiboTalk disse:

    Como sempre, ótima review. Segundo uma entrevista com produtores da série, teremos muitas respostas nessa temporada….

  2. Mica disse:

    Eu estou enrolada nas teorias. Para mim, sempre foi claro que este era o universo C, e mesmo o episódio foi como se mesclassem o universo C com o A (pq não imagino que seja o seu duplo natural, que já conhecemos durante a temporada inteira)…mas…como trazer as memórias de volta sem perder a essência deste universo?
    O que eu acho, ou melhor, o que eu espero é que aos poucos as memórias vão se mesclando e o universo C e A voltem a ser apenas um. Mesmo assim, como fazer isso? Não dá para trazer um universo inteiro da inexistência de volta à existência. Mas também não dá para mesclar dois universos, pq já vimos a tragédia. E agora, José!? O que os roteiristas tem na manga?
    Seja como for, adorei o episódio.

  3. Felipe Maistro disse:

    Adorei esse episódio, me conquistou do começo ao fim, e olha que achei que seria mais um episodio “normal” pelo promo que foi apresentado, acabei quebrando a cara. Caso muito bem conectado e to adorando que eles estão resgatando casos antigos como a cidade de Edina do episodio da 2ª Temporada.

  4. alexsandro disse:

    Creio que a resposta seja exatamente essa.
    Lembrando que devido ao fato de não existir um Peter neste universo o David Robert Jones esta vivo e aprontando.
    Acredito que Peter esta em uma realidade paralela ocasionada pela falta do salvamento de Peter pelo observador. Não creio que se trate de um novo universo.

  5. Isabel disse:

    Toda vez que eu assisto a um episódio de Fringe, eu quase choro… de raiva. Como é que as pessoas podem ser tão burras que ignoram uma série como essa. A coisa mais inteligente da TV, pelo menos da americana, correndo risco de cancelamento.

    Desabafo feito… Que episódio foi esse??? Eu, que estava tão segura nas minhas teorias – estamos vendo os universos C e D -, estou fraquejando. Talvez estes sejam os universos que nós conhecemos, na mesma linha do tempo, mas sem o Peter. Ou não. Ai, minha cabeça!

  6. Peloq ue desconfiei desde o inicio, e pode ser que aqui esteja se confirmando, que não existem duas linhas do tempo, mas tinha-se uma que foi reescrita e se transformou em outra e agora pode ser que as memorias da Olive da linha do tempo anterior estejam se mesclando a atual como consequencia do retorno de Peter a existencia material. Ou realmente pode por conta dos experimentos de Nina.

    Fringe sempre surpreendendo.

  7. Sérgio Amarante disse:

    Pra mim ficou claro desde o inicio que o que estamos vendo nada mais é do que o mesmo universo que a gente sempre viu desde a primeira temporada. A diferença é que agora eles tem um túnel que liga os dois universos, e em ambos o Peter nunca existiu.

    Por ele nunca ter existido, várias coisas mudaram nesse Universo A e Universo B. Não existe um Universo C, como alguns falaram aqui nos comentários, e sim o Universo A e Universo B com uma linha do tempo em que Peter foi “apagado”. O Universo A, que conheciamos desde a primeira temporada, tem toda a historia que vimos até agora… Walter foi até o universo paralelo e roubou o outro Peter, que caiu no lago e morreu, pois o observador não os salvou. Por isso o Peter adulto nunca existiu, em ambos os universos. A intervenção feita pelo observador foi apagada.

    Agora, o porquê do Peter adulto ter reaparecido… Esse é o grande mistério da temporada. Fringe está excelente, se consagrando como uma das melhores séries de ficção cientifica e uma das melhores atualmente no ar.

  8. Renata Riveri disse:

    Estou com o Sérgio nessa. O Setember no primeiro episódio dessa temporada disse que a timeline havia sido re-escrita. E foi esta fala dele que me fez acreditar que estávamos vendo os mesmos universos A e B, apenas da forma como eles seriam na ausência do Peter.

  9. Jorge disse:

    Concordo com o Sérgio e a Renata. Ótimo episódio! Ótima review!

  10. Marilia disse:

    Fiquei assustada com o inicio deste episódio, pois desde que vimos ” o mundo sem o Peter” acreditei em um terceiro universo…e nunca acreditei que a “volta” dele para casa seria baseada nas “lembranças” de Walter e Olivia ( do universo C), isto por que ao meu ver não há explicação plausível para isto, já que eles não esqueceram da existência do Peter ele simplesmente não existiu naquele universo, então não há como relembrar memória que não se tem…Daí como o decorrer do episódio e a explicação de que os universos estavam se “superpondo”, pensei, bom isso deve ter relação com o Cortexiphan pra Olivia também estar sendo afetada…mas não, nada de Cortexiphan, mas sim de David Jones (pq não sei, esse cara é megalomaníaco ou tem as motivações mais absurdas pra justificar o que ele tá fazendo) até aí tudo bem, pq quem garante que a nossa Olivia não estava em Westfield também tentando desvendar um evento Fringe…bom o walter garante, o DNA dela tava normal e pra piorar a nossa Olive baixa na Olivia do lado C…e não sei mais o que pensar sobre Fringe. Foi um ótimo episódio e explodiu minha cabeça….mas fiquei com a sensação de que o fim esta realmente próximo, é muito mais fácil fazer tudo voltar ao normal e daí acabar com o grande vilão de Fringe do que desenvolver todo um arco sobre 4 universos, willian bell, nina sharp e tudo o mais ( não fosse o fantasma do cancelamento talvez pudessemos ver em quais circunstâncias a D-livia sequestrou a C-livia, como foi construída a relação da C-livia com o Walter e tudo mais), tem tanta coisa que Fringe poderia abordar….e este episódio me deixou com a sensação de que o fim está próximo (esperança!!!!)…

    Ao adeptos de que não estamos em um universo paralelo, mas apenas em um timeline onde Peter morreu quando criança…você poderiam me explicar como isso funciona, pq no meu entendimento ao alterar uma timeline estamos criando um novo universo…e quando os observadores disseram que apagaram o Peter era de tudo e o erro foi que September deixou o Peter vazar para uma outra realidade….

    Outra coisa qual a explicação cientifica ou não para a Olivia e o Walter lembrarem do Peter e de tudo que viveram 9para assim tudo voltar ao normal) se na vdd eles tiveram um vida sem o Peter e ele não faz parte destas lembranças, pq se eles tivessem simplesmente esquecido da existência do Peter as lembranças deveriam ser permeadas por um vazio inexplicável e não é o que parece acontecer!!

  11. Ana disse:

    Meu coração disparou na cena da queda do avião! Jurava que o Broyles ia falar que o voo era Oceanic 815

  12. Wilian disse:

    Eu tbm concordo que estamos diante do universo A e não de um universo C, a diferença é a linha de tempo que foi mudada pela máquina.Talvez o que o Jones esteja fazendo não seja prejudicar os universos e,sim, colocá-los no eixo certo,seja lá por qual motivo.

  13. Romildo disse:

    Concordo com a Marília quando ela fala “no meu entendimento ao alterar uma timeline estamos criando um novo universo”. Mas acredito que a criação desse universo paralelo, na verdade, faz parte da história, dos acontecimentos da linha do tempo daquela realidade que conhecemos como A e B. E vou além… ouso dizer, até, que é nessa realidade que a máquina é criada, para depois ser enviada para a realidade que conhecíamos. Tudo é uma continuidade. A primeira realidade dá lugar à segunda, depois voltando à primeira, mas obviamente alterada pelo fato da segunda ter existido. Será?

    Ana, pensei a mesma coisa quanto ao avião!!! Ainda mais pelo fato de que Henry Ian (Desmond) vai entrar na série. Fiquei com medo que o J.J. Abrams tivesse levado a fala “See you in another universe, brotha” tão ao pé da letra!!! hahah

  14. Mariana Lima disse:

    Não teve como não lembrar de X-Files nesse episódio. A cena dos carros parando na estrada e vendo uma luz no céu eu quase achei que ia aparecer um OVNI!!!! rsrsrsrs Uma pena Fringe não ter o reconhecimento que X-Files teve.

  15. Mirelle disse:

    Eu penso exatamente a mesma coisa. Como que pode não reconhecerem Fringe como ela merece!!!

  16. Mirelle disse:

    Não acredito em Universo C, e sim uma timeline reescrita. Na cidadezinha, era os dois Universos se sobrepondo, mas acho que no caso da Olivia era a timeline, e talvez até em Walter. Quando o Peter reapareceu, o episódio falava de eletromagnetismo, não era? E nesse também tinha. Peter veio da outra timeline, e, de certa forma, Olivia também ‘reapareceu’. Isso fez sentido, ou viajei? hahaha

  17. Zé das Couves disse:

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK.

    Acho que todo mundo aqui pensou um pouco nisso!

  18. Zé das Couves disse:

    Universo C (novo) ou Universo A (o mesmo, mas sem Peter)?

    Bom, já deu pra perceber que, seja lá por qual motivo, as coisas estão voltando ao “normal” (ou o que nós, espectadores, conhecemos como normal desde a primeira temporada…). Sendo assim, parece que Peter vai ficar por ali mesmo.

    Minha metáfora (se alguém estiver interessado…):

    O Universo A era um rio em seu curso normal, até que September jogou uma pedrinha nele, bagunçando um pouco as coisas, quando salvou Peterzinho no lago.

    Quando seu intuito foi conseguido (juntar os Universos A e B para uma conversa), a linha do tempo foi reescrita e a pedrinha foi retirada do leito do rio, para que a História seguisse seu curso.

    Porém, nesse momento, algo deu errado. A pedrinha, mesmo retirada, deixara marcas no rio – talvez tenha amassado alguns grãos de areia no fundo. Marcas ínfimas, mínimas, mas suficientes para que o Universo A nunca pudesse ser realmente o que seria, se Peter não tivesse sido salvo. Ou seja: o rio com a pedra retirada não era igual ao rio onde a pedra nunca houvera sido jogada.

    A única solução para o impasse? Colocar a pedrinha de volta…

    Eu só não sei quem a pôs de volta… Nina Sharp? David Robert Jones? Os próprios Observadores? Algo superior aos Observadores? A própria Natureza se auto-corrigindo? Deus?…

  19. Helio Francis disse:

    Desde o inicio sempre achei que este fosse o mesmo universo que conhecemos afinal quando Peter desapareceu ele tinha sido APAGADO da linha do tempo.

    E isso mudou toda a historia do universo que conheciamos (vide De Volta Para o Futuro), algo bem similar a teoria do Zé das Couves acima.

    Ótimo episodio, vibrei muito com a Olivia lembrando de um caso da segunda temporada, a série continua mantendo um padrão espetacular.

    Depois de um bom episodio com a Aspirina vem esse fodastico, bem escrito e produzido.

    A única pena é que EU VIVO NUM UNIVERSO PARALELO ONDE SERIES RUINS DÃO AUDIENCIA E FRINGE TEM QUE LUTAR PRA SOBREVIVER!!!

  20. Renata Riveri disse:

    Só lembrando que, segundo os Observadores, a existência do Peter é um erro (agora vai saber o por quê disso).

    Mas é uma boa teoria. Mesmo ainda não tendo ideia do motivo, acho que o Jones quer unificar os universos (todos).

  21. Bárbara disse:

    esse episódio me matou do coração! que amor por essa série! Deus do céu!

  22. Lostálgico disse:

    É mesmo! Então foi por isso que eu gostei tanto deste episódio, porque foi bem no estilo de Arquivo X. Aliás, em outra temporada também houve um episódio com fortes referências à S-files.

    A metáfora mais perfeita que eu encontro para representar o enigma do universo desta temporada é uma página de fax. Com o tempo, as letras se apagam. O conteúdo que estava por trás então aparece, à medida que as letras vão apagando.

  23. Carlos disse:

    O episódio foi ótimo. Passou rápido demais até.

    Sobre os universos, desde o início da temporada sou um dos que acredita que esses são os universos A e B, em outra linha do tempo. A questão sobre as infinitas decisões, de infinitas possibilidades, que fazem surgir infinitos universos conforme as escolhas/decisões que as pessoas tomam, realmente é um detalhe que faz acreditar que estas sejam outra versões, C e D, como muitos acham, só que essas decisões/escolhas não foram feitas pelas pessoas, como Walter explicou em temporadas anteriores, e sim por um observador, que não deveria intervir nas relações humanas. Então acredito que September, ao deixar de salvar Peter, reescreveu a linha do tempo desses universos, e não criou outros universos paralelos, porque estes são criados pelas diferentes escolhas que as pessoas podem fazer.

  24. Celma disse:

    interesting one to read. thanks.http://www.clinicafares.net

  25. PJ disse:

    O povo fazendo suposições absurdas.
    A única questão que existia até esse episódio era: estamos num universo C ou nos universos A e B reescritos. Agora ficou claro que estamos nos A e B, que por que o Peter continua a existir, estão começando a voltar ao que eram.

  26. PJ disse:

    Zé das Couves :
    Universo C (novo) ou Universo A (o mesmo, mas sem Peter)?
    Bom, já deu pra perceber que, seja lá por qual motivo, as coisas estão voltando ao “normal” (ou o que nós, espectadores, conhecemos como normal desde a primeira temporada…). Sendo assim, parece que Peter vai ficar por ali mesmo.
    Minha metáfora (se alguém estiver interessado…):
    O Universo A era um rio em seu curso normal, até que September jogou uma pedrinha nele, bagunçando um pouco as coisas, quando salvou Peterzinho no lago.
    Quando seu intuito foi conseguido (juntar os Universos A e B para uma conversa), a linha do tempo foi reescrita e a pedrinha foi retirada do leito do rio, para que a História seguisse seu curso.
    Porém, nesse momento, algo deu errado. A pedrinha, mesmo retirada, deixara marcas no rio – talvez tenha amassado alguns grãos de areia no fundo. Marcas ínfimas, mínimas, mas suficientes para que o Universo A nunca pudesse ser realmente o que seria, se Peter não tivesse sido salvo. Ou seja: o rio com a pedra retirada não era igual ao rio onde a pedra nunca houvera sido jogada.
    A única solução para o impasse? Colocar a pedrinha de volta…
    Eu só não sei quem a pôs de volta… Nina Sharp? David Robert Jones? Os próprios Observadores? Algo superior aos Observadores? A própria Natureza se auto-corrigindo? Deus?…

    Adorei essa teoria!

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