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Por: Davi Garcia

As Apresentações do Top 25 do American Idol

Por Davi Garcia

[com spoilers para quem assiste pelo Sony] Um palco novo e maior com direito a iluminação especial e telões que se integram às apresentações dos novos candidatos ao título do Idol; A confirmação de que a inglesa Adele é mesmo a grande referência do momento (3 competidores cantaram suas músicas sendo que duas mulheres escolheram a mesma canção!); E uma certeza: ainda que esse ano tenha mulheres com vozes excepcionais, vai ser difícil para elas quebrar a hegemonia de vitórias masculinas que já dura 5 temporadas. Na sequência desse post, você confere brevíssimos pitacos leigos sobre cada uma das 25 apresentações da grande semifinal da temporada 2012 de Idol, bem como palpites para o top 13 a ser revelado na noite desta quinta-feira, 1 de março, na tv americana.

Reed Grimm: confirmando-se como um dos candidatos mais fortes do ano, fez uma releitura bem jazzy, como destacou Jennifer Lopez, para “Moves Like Jagger” do Maroon Five. Tem estilo e presença de palco tal qual, como bem lembrou Randy, Casey Abrams da temporada passada. Se isso é bom ou ruim, somente os votos dirão.

Adam Brock: não dá para negar que o cara canta bem, mas sua apresentação de “Think (Freedom)” da grande diva Aretha Franklin foi apenas correta, visto que ele não trouxe nada de novo para a música nem tampouco tentou conferir alguma assinatura pessoal à interpretação.

Deandre Brackensick: o cabeludo é facilmente um dos mais telentosos da temporada. Apesar da pouca idade, mostra um controle excepcional de sua voz, e mesmo contido na performance de “Reasons” do Earth, Wind & Fire, levantou o público e recebeu elogios rasgados dos jurados. É sem qualquer dúvida um dos favoritos.

Colton Dixon: também um dos meus favoritos desde o início, escolheu “Decode” do Paramore para tentar uma vaga na fase final, e embora tenha feito uma leitura interessante da música, com direito a introdução no piano, não chegou a me empolgar tanto quanto poderia.

Jeremy Rosado: de início, o garoto pareceu meio tímido no palco, mas quando soltou a voz, não deixou dúvidas de que aquela foi melhor apresentação dos homens. Sua interpretação controlada e emocionada de “Gravity” de Sara Bareilles, confirmou o talento de Rosado, um cara que definitivamente te faz acreditar em cada palavra do que ele canta.

Aaron Macellus: ele bem que tentou, mas no fim sua performance de “Never Can’t Say Goodbye” dos Jackson’s Five, revelou-se apenas correta e bem longe de ser inesquecível ou mesmo tão marcante quanto deveria numa fase que é tudo ou nada e os underdogs precisariam se arriscar mais.

Chase Likens: ele definitivamente não é Scotty McCreery versão 2.0, mas para um sujeito que não aparecia com destaque nas etapas preliminares, fez um trabalho bem razoável abraçando sua origem country na canção “Storm Warning” de Hunter Hayes’. Será suficiente para conquistar os fãs do gênero?

Creighton Fraker: o nova iorquino que cantava em bares de karaoke escolheu “True Colors” de Cindy Lauper tentando dar uma composição mais moderna e atual para um clássico dos anos 80. Ficou longe de fazer feio, é verdade, mas uma escolha mais animada não teria feito mal.

Phillip Phillips: repetindo o que fizera na audição inicial (quem não lembra de sua curiosíssima releitura de “Thriller”?), foi outro que escolheu uma música da década de 80 (“In the Air Tonight” de Phil Collins) e mandou bem demais dando uma roupagem totalmente diferente e moderna para um hit clássico. Os elogios feitos pelos jurados não foram nada gratuitos.

Eben Franckewitz: sem confiança, foi o pior dos 13 homens. Assassinou “Set Fire to the Rain” da Adele e foi o primeiro a receber críticas mais duras dos jurados que devem ter se arrependido amargamente de terem colocado o Justin Bieber genérico na semifinal no lugar do prodígio David Leathers Jr.

Heejun Han: autêntico, consistente e divertido desde o início da competição, foi o que teve o vídeo de registro pessoal mais engraçado de todos. Pena, portanto, que não tenha empolgado com “Angels” do Robbie Williams, uma música que lhe rendeu justas críticas dos jurados pela escolha que, de fato, não deu lhe deu espaço para refletir tudo o que ele tinha feito até ali.

Joshua  Ledet: eu sinceramente não o via como um candidato forte, mas sua interpretação de “You Pulled Me Through” de Jennifer Hudson surpreendeu. E tudo bem que ele tenha começado meio oscilante, mas do meio para frente foi impressionante vê-lo atacando todas as notas com muita segurança sem deixar qualquer dúvida que ele pode se transformar num bom cantor de R&B se fizer as escolhas certas.

Jermaine Jones: nem o garoto prodígio, nem o cowboy de personalidade forte, muito menos o galã que sabia cantar. Agarrando com força a segunda chance dada pelos jurados de Idol, o barítono gigante deixou um bela impressão com sua performance emocionada de “Dance With My Father” do Luther Vandross. Fiel a um estilo que não atrai o grande público, ele dificilmente chegará às finais, mas isso não impede que ganhe  mais espaço.

Meu TOP 6 sem ordem de preferência: Reed Grimm, Deandre Brackensick, Jeremy Rosado, Phillip Phillips, Joshua  Ledet e Jermaine Jones com  Colton Dixon e Heejun Han correndo por fora.

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Chelsea  Sorrell:  a country girl não fugiu do seu estilo cantando “Cowboy Casanova” de Carrie Underwood, mas sem arriscar, não fez nada diferente para se estabelecer como alguém que pudesse trazer algo novo para o gênero, o que a fez ser criticada pelos jurados, sobretudo por Randy, que tradicionalmente é sempre mais severo nas avaliações das mulheres.

Erika VanPelt: deu uma pegada bem rockeira para “What Aboutl Love” do Hearts e mostrou muita confiança, como destacou Steven Tyler, além de um grande equilibrio nas notas altas. Boa surpresa, já que eu particularmente não tinha gostado tanto dela assim do que nos foi mostrado nas etapas anteriores.

Jen Hirsh:  Notoriamente uma das melhores e mais fortes das etapas iniciais, fez uma apresentação mais contida de “One and Only” da Adele e, apesar de não ter alcançado o mesmo nível da intérprete original (o que sempre será um desafio para quem tentar suas músicas), fez um trabalho seguro o suficiente para continuar como uma das minhas favoritas.

Brielle Von Hugel: embora a dupla de jurados Steven Tyler e Jennifer Lopez tenha elogiado a cheerleader, achei a performance dela totalmente karaoke e com muito pouco do blues que uma música como aquela (“Sittin’ on the Dock of the Bay” do Otis Redding) pedia. Se sair não fará falta para a competição.

Hallie Day: com uma apresentação atraente e marcante desde a primeira nota, a loira mandou muito bem imprimindo uma mescla equilibrada de soul com R&B em “Feeling Good” numa iniciativa que muito justificadamente levantou o público. Será que já dá para apontá-la como uma das grandes favoritas para as finais?

Skylar Laine: eu não era fã, mas não tem como negar que ela foi uma das melhores do grupo. Buscou segurança em sua zona de conforto, mas não abriu mão de jogar uma pitada de rock em sua apresentação de “Stay with Me” um country que empolgou público e justificou os elogios dados pelos jurados.

Baylie Brown: não que tenha sido ruim, mas a verdade é que a bela loira se distanciou daquela imagem confiante que já tinha mostrado nas etapas anteriores e foi bem oscilante ao longo de toda a apresentação de “Amazed”, um vacilo que rendeu críticas merecidas dos jurados para aquela que era uma das minhas favoritas até então.

Hollie Cavanagh: mostrando grande equilíbrio do início ao fim de sua apresentação, ela foi facilmente a melhor das mulheres que tinham se apresentado até ali. Cantou “Reflection” com muita segurança explorando todas as notas com uma qualidade altíssima que possivelmente deixaria a própria Christina Aguilera com inveja.

Haley Johnsen: foi a pior de todas. Fez uma apresentação atrapalhada e totalmente karaoke de “Sweet Dreams” sem empolgar em nenhum momento, o que lhe rendeu críticas mais fortes dos jurados (sobretudo Randy que falou que foi um pesadelo ouvir aquilo). Ficarei surpreso se ela não for uma das primeiras eliminadas do programa de quinta-feira.

Shannon Magrane: escolhendo uma música gospel (“Go Light Your World”), a loira de 16 anos foi consistente, equilibrada, mas também bastante contida. Não trouxe a energia de tudo daquilo que já tinha mostrado antes, mas tampouco decepcionou. Ainda seria uma boa aposta?

Jessica Sanchez: prejudicada por um problema médico, a menina de vozeirão teve problemas para se encontrar em sua performance de “Love You I Do” do filme Dreamgirls, mas quando o fez arrebentou para não deixar qualquer dúvida de que é tranquilamente uma das melhores da temporada principalmente quando atinge as notas mais altas. Aposta certa para a próxima fase.

Elise Testone: começando ao piano, a loira com vozeirão revisitou seu estilo que mistura jazz e blues justificando o destaque dado nas fases preliminares fechando muito bem a rodada com uma apresentação marcante de “One and Only” que, em comparação, não fica devendo muita coisa à própria Adele.

Meu Top 6 sem ordem de preferência: Jen Hirsh, Hallie Day, Skylar Laine, Hollie Cavanagh, Jessica Sanchez e Elise Testone com a Erika VanPelt correndo por fora.

E vocês, já tem favoritos para o top 13 da fase final do Idol?

5 respostas para “As Apresentações do Top 25 do American Idol”

  1. Romildo disse:

    Davi, o que é que Jermaine tá fazendo nessa lista de top6 ai, rapaz?! haha Troca por Colton Dixon que fica tudo certo. Adoraria ver Heejun na próxima etapa, mas acho honestamente improvável… =/

  2. Davi Garcia disse:

    Eu realmente gosto do estilo dele, Romildo. Acho que é bom ter um cara bem diferente do resto na competição. Porém, como destaquei, duvido muito que chegue à fase final. Sobre o Colton e o Heejun, também gosto bastante dos dois, mas acho que perderam uma grande chance de confirmar o que mostraram antes. Dito isso, não os coloquei no banco de reservas do meu top 6 à toa :P

  3. Zé Picelli disse:

    Que legal ver o Colton cantando Decode! Ele já havia cantado ano passado, mas infelizmente não tinha sido escolhido.
    Espero que ele fique bastante na competição.

  4. Zé Picelli disse:

    Mas é preciso apontar que foi muito carnavel a performance dele. Se ele tivesse optado por uma versão mais calma, mais no piano, acredito que teria ficado melhor. Esse choque que ele prometeu foi baseado na produção do palco/luzes/etc, o que é uma pena, pois o vocal dele deixou muito a desejar.
    Ficou bem longe de uma boa interpretação da música, algo que Sally Chatfield (X Factor Australia) fez muito bem: http://youtu.be/i4AlLh8TSdk

  5. Isauracastelo disse:

    eu gosto do Eben

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