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Por: Davi Garcia

Fringe: Nothing As It Seems

Por Davi Garcia

[com spoilers do episódio 4×16] A série deu uma pausa no desenvolvimento do arco central da temporada? Não tem problema, porque particularmente tive vários bons motivos para gostar deste curioso e divertido episódio de Fringe: (1) por replicar a mesma atmosfera dos melhores monstros da semana (literalmente, aliás) de The X-Files, uma das minhas séries favoritas de todos os tempos, dosando humor e drama em equilíbrio; (2) por revisitar o tema de um episódio da 1ª temporada da série (o 1×13, The Transformation) de forma inteligente contextualizando os acontecimentos sob outros aspectos e inserindo novos elementos – basicamente, os roteiristas de Fringe resolveram simplificar as coisas colocando a culpa de todas as bizarrices da temporada no mesmo personagem: David Robert Jones; e (3) porque trouxe mais um excelente momento protagonizado por Walter na cena em que ele se emociona ao entregar para Peter a caixa com presentes de aniversário (um tanto quanto inusitados, diga-se) acumulados ao longo dos anos. Mas se essas três coisas já não tivessem sido o bastante, ainda valeria muito a pena citar as boas sequências de ação (e os sustos também, claro) protagonizadas por Lincoln que por pouco não virou um javapim (não me pergunte!) e principalmente pelo fato da série ter encontrado uma forma de valorizar, de um jeito orgânico à trama deste episódio, a questão de Olivia precisar se readaptar nesse ‘novo’ universo onde, como ela mesma diz, “o estranho é apenas uma questão de perspectiva”. E não é?

15 respostas para “Fringe: Nothing As It Seems”

  1. LEANDRO DE SOUZA RAMOS disse:

    Curti bastante também, podendo revisitar um episódio anterior, que na verdade foi feito sim para o arco principal, no qual está David Robert Jones. Aliás, esse nome tem me incomodado. As falas onde ele aparece sempre dizem David Robert Jones pra cá, David Robert Jones pra lá. Isso mais de uma vez dentro das falas. Não poderiam chamar de Jones da segunda vez? Tem alguma coisa aí…

  2. Ni disse:

    O episódio foi ótimo mesmo! E confesso que fiquei com muita dó do Lincoln, ele estava contaminado e sofreu vários acidentes ao longo do episódio e ninguém deu bola pra ele… A minha dúvida é como ele vai lidar com tudo isso, pq acho bem improvável que ele vai ficar de boa vendo o Peter tomar o seu lugar assim na cara dura…

  3. Daniel disse:

    O Lincoln está tomando o mesmo rumo do Lincoln do outro lado: apaixonado pela Olivia, mas sofrendo calado.

  4. Jhonas disse:

    E o mais bizarro é q esse episódio totalmente filler deu mais audiência que o episódio passado, que trouxe algumas respostas (e várias perguntas, rs).

    Só acho q a série não pode se dar ao luxo de episódios desse tipo nessa altura do campeonato, com a série correndo riscos de não ser renovada e com a audiência tão baixa.

    Não foi um episódio ruim. Mas tbm não foi dos melhores dessa temporada…

    Mas, #SaveFringe

  5. Mik disse:

    Queria eu ter a boa vontade que vocês ainda tem com Fringe. Pra mim foi mais um episódio lamentável dessa fraquíssima quarta temporada, e o pior de tudo é que esse episódio expôs descaradamente duas falhas graves que a temporada vem cometendo:

    1) Os casos da semana já foram bem melhores. Reexibir trechos dos tempos que os casos da semana eram interessantes foi um tiro no pé, só evidenciou quanto tempo faz que Fringe não cria essas aberturas longas e assustadoras pra apresentar o caso do dia. Hoje os casinhos parecem ser feitos por obrigação, seguindo uma cartilha, com o único intuito de conseguir enrolar o máximo possível a narrativa central para que ela possa ser contada em 22 episódios ao invés de 6, o que seria o suficiente. Só observar que 90% dessa temporada foi isso, a mitologia original sendo jogada pra escanteio. Tem muitas outras séries que sabem equilibrar bem melhor a história central com seus casos isolados.

    2) A maneira que Fringe teve sua lógica interna arruinada pra não sair da estrutura acomodada dos produtores. Parece que eles não sabem trabalhar com Fringe sem ter como centro de todas as histórias o mantra ‘Olivia, Peter e Walter aprontando altas confusões com monstrinhos do barulho’. Já foi absurdo o Peter ter sido integrado à Fringe Division menos de um dia após o ressurgimento dele. Ninguém sabia quem era, se representava algum risco, se era capacitado, mas que se dane! Uma das organizações mais secretas do governo americano com certeza poderia empregar um cara que surgiu pelado no meio do lago. E ainda o colocando como agente de campo, para caçar shapeshifters, para desfazer lapsos temporais (porque ‘ele entende de ciência’, foi o argumento dado por ele para poder entrar na casa), ohh!

    Agora, neste episódio, vimos Olivia dizendo para a terapeuta que ao invés de estar ali respondendo perguntas sobre sua vida deveria estar lá fora atrás do Jones. Oras, mas desde quando Olivia foi atrás dele? Após o primeiro aparecimento dele nessa temporada ela fez o quê? Foi atrás de menina que desenha o futuro, foi atrás do gêmeo mau, nada de trabalhar em cima do caso dele. Depois ele reaparece, sequestra ela e a Nina, some de novo. E a Olivia decide ir atrás do menino-abelha, do homem que passa perfume de feromônios, e nada de trabalharem em cima do Caso Jones. A Fringe Division parece ser uma das organizações mais falhas da história das séries em todos os tempos; se a humanidade de fato dependesse dela, estaríamos extintos há muitos anos.

    E uma coisa que não ficou clara: o Peter contou para a Olivia tudo o que o September disse? Se contou, eles contaram para o Walter? E se contaram, ele não ficou minimamente intrigado em saber que tem uma “nova” vida toda provavelmente adormecida na cabecinha dele? Que da mesma maneira que a Olivia começou a recuperar as lembranças antigas, talvez, quem sabe, ele também não conseguisse?

    Ah, claro, se o episódio anterior decidiu trazer respostas, teremos que esperar mais uns três ou quatro pra algo relevante de verdade acontecer. É assim que funciona, os personagens aguardam algumas semanas para começarem a questionar as coisas e para avaliar as consequências dos fatos mais graves. Olivia pode ser raptada, os universos podem estar se colidindo, um terrorista está solto por aí. Não tem problema, sempre dá tempo de ir atrás de um monstrinho. Daqui umas três semanas a Fringe Division volta a se preocupar com as coisas importantes. Enquanto isso, coloquem Olivia Dunham, a melhor (e aparentemente única) agente dessa corporação magnífica para caçar minhocas mutantes.

  6. Darlan disse:

    Tô muito atrasado em fringe mas pretendo dar um gás pra acompanhar essa reta final da temporada (ou série) junto com todo mundo.

  7. AnaPaulaFregni disse:

    #SaveFringe
    Adoro Fringe e não me incomoda nem um pouco episódios às vezes mais fracos. Fiquei intrigada no início, achando que a doida era eu e estava assistindo eps repetido…rsrsrsrs
    Walter entregando, e adorando abrir, os presentes de Peter foi emocionante.
    #SaveFringe

  8. Davi Garcia disse:

    Mik, eu concordo com a sua crítica sobre o fato do Peter ter sido integrado à divisão Fringe de forma apressada. Em termos práticos (e considerando o que você já bem apontou) não fez sentido mesmo e quanto a isso não há o que contra-argumentar. Pisada de bola dos roteiristas da série. Ponto. Agora, sobre os casos da semana terem se tornado desinteressantes eu discordo. Não só acho que eles não perderam qualidade, como também acho que cresceram em importância ao passarem a servir de escada (em 70, 80% das vezes) para o desenvolvimento de toda a mitologia criada em torno da ruptura dos dois universos que não pode ser apontada como algo que tenha sido jogado pra escanteio, visto que a temporada praticamente inteira tem se focado justamente nesta mitologia. E finalmente sobre a Olivia, vale lembrar que se passaram apenas 2 episódios desde o contato dela com o Jones nessa ‘nova’ linha do tempo. Até então, Olivia mal sabia quem ele era, mas com o início do processo progressivo que a leva a adquirir as memórias da Olivia que conheciamos, ela também passa a levar em conta o perigo que Jones representa em função de tudo que já sabia sobre ele das experiências que a 1a temporada cobriu, logo, natural que agora queira efetivamente pegá-lo.

  9. Gabriel Moro disse:

    Ótimo o comentário do Mik! Tem que pensar assim mesmo. Tá todo mundo querendo se iludir se baseando no que a série foi na temporada passada.. não dá!

  10. Zé das Couves disse:

    Pois é, tem que tomar cuidado pra não cair na mesmice.

    Agora, como disse no tópico anterior, a pior coisa desse episódio foi a “maquininha” do Walter que recebe uma gota de sangue e DESENHA o bicho resultante do DNA… Essa foi dura de roer…

  11. Juliana disse:

    Sem contar o navio de bizarrices rumo ao norte no fim. O que é aquilo? Será no lado A ou B? Seria um exército Dr. Moureau do Jones para aniquilar os universos, ou um deles? Acho que a ação volta pro universo vermelho semana que vem, não acham?

  12. Mik disse:

    Eu acho que a temporada perdeu muito tempo com os casos da semana, mesmo que agora no fim eles consigam amarrar tudo numa única história, como parece apontar esse cargueiro bizarro no fim do episódio. Isso pode aliviar um pouco as coisas, mas sinceramente, se eu comprasse um box com todas as temporadas de Fringe eu pularia uma grande parte dessa quarta temporada ao revisita-la. Faria que nem se faz com animes muito longos, que existem até sites que dizem quais episódios são úteis e quais podem ser ignorados.

    Um exemplo de caso da semana que gostei muito nessa temporada foi aquele Welcome to Westfield. O caso isolado já foi interessante, mas conseguiram unir de maneira direta a história central da série, por isso gostei. Sei que faz parte da estrutura da série esses casos isolados, mas ainda assim… Eu ando sem paciência pra eles.

    Sobre a Olivia, concordo que agora que ela vai começar a se lembrar ainda melhor quem é o Jones ela vai se sentir mais estimulada a captura-lo, mas mesmo antes das lembranças voltarem ele já tinha se mostrado perigoso e ainda assim ele nunca pareceu ser levado a sério pela Fringe Division. Ele aparecia, fazia algo horrível, a organização reagia, ele sumia, a organização esquecia. Nem que tivessem pequenas menções em cada episódio sobre ele, só pra mostrar ‘ainda estamos investigando’, mas nada. Ou poderiam ter usado melhor o Peter. Por ser o único a se lembrar da outra linha temporal, podiam ter evitado o mico de coloca-lo de maneira tão patética na Fringe Division e tê-lo mantido numa investigação pessoal, pra equilibrar melhor com os casos que a Olivia investigava. Com o tempo o Walter colaboraria com ele, a Olivia idem, e não ficaria essa sensação de buraco entre um caso da semana e algo bem mais importante acontecendo e sendo esquecido.

    E o pior de tudo isso é saber que essa season finale, se não tiver sido moldada pra funcionar também como series finale (se é que é possível fazer isso numa série com tanta coisa pra ser resolvida como Fringe), vai deixar um super gancho pra quinta temporada. Como alguém que ainda vê muito potencial em Fringe, eu gostaria que a quinta fosse a última, sendo pensada assim desde o início e sem espaço pra muita enrolação. Mas sei que os fãs que ainda vibram com a série como antes devem chorar cada vez que pensam que Fringe pode estar próxima do final.

  13. Altair Ramos disse:

    Concordo plenamente com o lance do Peter ser integrado na equipe fringe, assim sem mais nem menos, a falha ficou evidente quando ele recebe a ligação de Lee para uma missão, bem na frente da Olivia, sendo que ela esta na geladeira, mas considerando que o estranho é apenas uma questão de perspectiva, a aceitação de Peter pela fringe é nada de mais. Realmente foi rápida e surpreendente a evolução do sonic voador naquele computador, mas já engolimos até um super equipamento que capturou as imagens apagadas e sobreposta daquele cartão de memória, então tudo é possível. O fechamento de algumas pontas e o vislumbre de uma guerra com super soldados monstros, juntamente com a aparição do cargueiro, me deram um calafrio, pois fica no ar a impreessão que esta pode ser a última temporada.

  14. Altair Ramos disse:

    Concordo plenamente com o lance do Peter ser integrado na equipe fringe, assim sem mais nem menos, a falha fica evidente quando ele recebe a ligação de Lee para uma missão, bem na frente da Olivia, sendo que ela esta na geladeira, mas considerando que o estranho é apenas uma questão de perspectiva, a aceitação de Peter pela fringe é nada de mais. Realmente foi rápida e surpreendente a evolução do sonic voador naquele computador, mas já engolimos até um super equipamento que capturou as imagens apagadas e sobreposta daquele cartão de memória, então tudo é possível. O fechamento de algumas pontas e o vislumbre de uma guerra com super soldados monstros, juntamente com a aparição do cargueiro, me deram um calafrio, pois fica no ar a impreessão que esta pode ser a última temporada.

  15. Agar disse:

    nice this one is really cool!http://www.tvbandeirantes.net

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