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Por: Bruna Bottin

Girls: Primeiras Impressões

por Bruna Bottin

[com spoilers do episódio 1×01] A nova comédia produzida pela HBO fala sobre garotas de estilos diferentes, mas com algo ainda indefinido em comum. Girls me passou essa sensação logo nos primeiros minutos do seu episódio piloto. A série conta a história de Hannah, interpretada por Lena Dunhan, e suas amigas Jessa (Jemima Kirke), Marnie (Allison Williams) e Shoshanna (Zosia Mamet). Todas moram em Nova Iorque e estão entre os 20 anos de idade, mas cada uma possui uma forte característica. Hannah é a uma jovem com baixa autoestima e que acaba de perder a ajuda financeira dos pais. Sua personagem é bem infantil e insegura, recorrendo as amigas em qualquer instante para tomar uma decisão. Seu relacionamento bizarro com o “namorado” Adam (Adam Driver) torna Hannah ainda mais boba, visto que a cena de sexo (que eu achei bem desnecessária para esse momento inicial) comprova como a moça é influenciável. O restante das personagens são clichês óbvios, como as primas Jessa e Shoshanna. Jessa é a típica estrangeira cool, já Shoshanna é a velha conhecida patricinha dos Estados Unidos que se identifica com cada figura da série Sex and the City.

Em determinado ponto do capítulo – após Hannah estar drogada de chá de ópio – ela confronta os pais pedindo para que eles leiam seu livro e solta a seguinte frase: “Eu posso ser a voz da minha geração.”. Girls tem essa pretensão, mas incialmente vi apenas muitas referências da geração jovem com pouco conteúdo. Curioso é que Lena Dunham é criadora e roteirista da nova comédia da HBO, mas sua personagem foi a que menos fez rir. Apesar da ideia central ser a de apresentar um mundo jovem descompromissado e ao mesmo tempo dependente dos pais, em seu primeiro capítulo Girls introduziu tudo de uma maneira confusa e que fez pouco sentido para mim. A crítica americana chegou a questionar se Girls não era uma tentativa de substituir How To Make It In America, série da mesma emissora e que foi cancelada na segunda temporada, mas realmente não consigo imaginar a simples comédia de Dunham seguindo o ótimo estilo de How To Make It In America, vocês conseguem?

 

15 respostas para “Girls: Primeiras Impressões”

  1. mariana disse:

    Adorei o piloto. Não acho que Girls precisa seguir o estilo de nenhuma outra série e nem quero.

  2. M. disse:

    Não enetendi porque essa comédia foi tão aclamada assim. Os personagens são clichés e superficiais, a história tem referências a uso de drogas e sexo completamente desnecessárias. Parece na verdade uma tentativa frustrada da HBO repetir o sucesso de Sex and the City. E outra é que nem de longe essa comédia faz rir……em nenhum momento!!! O piloto é completamente efêmero, e não dá vontade de acompanhar a série. Recomendo a todos assitirem Veep, que essa sim foi uma das melhores estréias do ano até agora, e a melhor no quesito comédia. Espero que vocês façam comentário dessa série também (que merece muito mais atenção).

  3. patricia sousa disse:

    Um dos piores pilotos que ja assisti. Tudo muto forçada para ser a “cara de uma geração”.

  4. Luma disse:

    Amei a série, essa mania que a gente tem de querer comparar as coisas é que fode com tudo. Sem contar que, a Marnie é a coisa mais linda desse mundinho, beijos.

  5. Mateus disse:

    Sem querer ser pedante no idiota, acredito que você não entendeu o piloto da série. A Hanna não é uma menina infantil que sempre recorre as amigas pra tomar uma decisão. Ela é uma garota de 20 e poucos anos que assim como suas amigas está indecisa e confusa sobre sua vida e pode dividir o mesmo sentimento com as amigas. Girls não é uma comédia feita pras gargalhadas. Aliás, o melhor humor dela é rir de si mesma. E Hanna faz isso de um modo patético o tempo todo, ela quer acreditar em si mesma, mas sabe que não tem repertório nem condições de vida pra assumir essa confiança. O piloto de Girls é basicamente sobre isso. Até mesmo na cena de sexo ridícula dá pra ver o propósito de mostrar aquilo ali como uma demonstração da bizarrice que é a vida de Hanna, que tem um namorado estranho, que a usa constantemente, mas que ela não larga apesar de deixar claro que sabe de tudo isso. Quando a protagonista afirma pros pais que é a voz da geração dela, e logo depois corrige dizendo que é UMA voz da geração, de forma alguma ela esta se afirmando como tal. Mas se questionando assim. Girls não é pretensiosa, pelo contrario, é auto depreciva

  6. Mateus disse:

    Depressiva* e o faz de forma inteligente. Acredito que vc não pegou a ironia da serie. Aconselho fortemente a critica do AV Club sobre a estréia. Eles não gostaram tanto quanto eu, mas souberam entender os defeitos e qualidades da serie com mais propriedade e profundidade que vc.

  7. Mateus disse:

    Depressiva*.

  8. Rodolfo disse:

    Eu adorei. Acho que a HBO acertou com essa estreia (e com a estreia de Veep também, que é ainda melhor). A protagonista é bocó, mas ok, acho que a ideia é mostrar o crescimento dela ao se ver sem $ em NY.

  9. Juliany Uchôa disse:

    BO-RING. Série mais supervalorizada dos últimos tempos. Concordo com a autora.

  10. Lulis disse:

    poxa, falou tudo.

  11. Fernanda disse:

    Adorei o piloto e quero muito ver a nova e divertida comédia da HBO, Girls. Esta serie criada e protagonizada por Lena Dunham, que se desenvolve em Nova York, mostra 4 jovens terão que enfrentar os desafios da Grande Maçã.

  12. @darlangattuso disse:

    o segundo episódio é bem melhor.

  13. Fernanda disse:

    Simplesmente amei o piloto e já estou super ansiosa para ver a estreia de Girls, parece que vai ser bem interessante e engraçado ver a historia da vida de adolescentes na cidade de Nova York. E sem deixar de mencionar, Lena Dunham sendo como “a voz de uma geração”.

  14. CINTHIA disse:

    Concordo plenamente com a autora,piloto mais ou menos;dei uma chance para o 2º episódio e foi uma droga!!!!

  15. Clara Oliveira disse:

    não assistir o pilot, mas só de ver a foto e o enredo uma voz sai gritando da minha mente: isso lembra algo …   SEX AND THE CITY!  infelizmente. 

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