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Por: Bruno Carvalho

Smash: Hell On Earth / Understudy

Por Bruno Carvalho

[com spoilers dos episódios 1×09 e 1×10] Nos últimos episódio Smash retornou com mais acertos do que erros, mas ainda está aquém do que o início da série projetou. Em Hell On Earth o foco mais uma vez ficou em Ivy sofrendo as consequências das intensas semanas de preparação para o Workshop de Marylin: The Musical, que a deixaram viciada em remédios e bebida. Não tem como não notar que a produção da peça passou a ficar em segundo plano, dando lugar a algumas tramas menores e sem importância, como os problemas maritais de Julia e Frank. Karen, por sua vez, continua percorrendo a narrativa de forma insossa e sem vida e não entendi também aquelas cenas dela com Ivy, que soaram forçadas até mesmo para o contexto, depois que a loira perdeu a compostura na apresentação de Heaven on Earth, musical da qual faz parte do ensemble. Felizmente Eileen segurou as pontas, mantendo-se como uma personagem forte, interessante e a única capaz de salvar tanto Smash quanto o agora musical Bombshell.

Isso ficou em maior evidência no episódio Understudy, em que ela (através de um mini-Deus Ex Machina por parte dos roteiristas) tomou as rédeas da parte financeira da produção com a entrada de um investidor amigo do barman, virando o jogo em cima dos antigos financiadores do projeto com a elegância de sempre. Ainda sem voltar a ser espetacular e com números musicais esquecíveis, o episódio ao menos deu sinal de que a série voltou a ficar promissora antecipando a chegada de uma atriz de Hollywood (interpretada por Uma Thurman) que deve agitar Bombshell. Smash chegou em um ponto em que não podemos dizer que está ruim; os aspectos técnicos continuam caprichados, a produção em Nova York, especialmente a fotografia e a direção de arte, mantém o padrão desde o piloto, mas ainda precisa mostrar mais para fazer valer a renovação para a 2ª temporada. Nos dois episódios, apenas o número com Tom se destacou, provando que o musical pode mais quando quer. Esperava mais.

5 respostas para “Smash: Hell On Earth / Understudy”

  1. karine disse:

    Acho que o ritmo de Smash é para ser como uma produção de um musical: começa com todo mundo empolgado, aí vem os problemas, um marasmo, e quando as coisas começam a entrar nos eixos outras vez, melhora. Vamos ver o que a Uma Thurman vai trazer.
    (Gosto quando a Eileen mostra ao Ellis quem manda, ele também merecia um martini na cara)
    O que é o filho da Julia? Moleque chato. (o Michael vai voltar?)

  2. M. disse:

    Eu estou gostando bastante de Smash, e concordo com a opnião da Karina. O ritmo da série é dado em relação ao contexto da produção de um musical. É praticamente impossível produzir, sem possuir nenhum intrave e acho que eles estabeleceram uma crítica viável ao mostrar como uma ótima ideia fica estagnada por causa de uma estrela (que não tem experiência no palco). Acho que a série peca um pouco nos dramas pessoais que não são ruins mas são meio “been there, done that”. Eles estão consertando os erros, cortando bastante a participação do filho de Julia na série, e cortando Ellis (o personagem mais odiado das séries atuais). No mais foi uma supressa agradável do fall season, sendo que torcia muito o nariz pra uma série musical desde que Glee foi um erro imenso. Aliás como sempre ótimo texto Bruno, parabéns pelo trabalho.

  3. William disse:

    Estou gostando de Smash, particularmente acho grotesco as perfomances ao ponto de querer pular a parte musica e ver o desenrolar da trama (apesar da apresentação de Tom me deixar satisfeito, mas ainda esta fraco)

  4. Rodolfo disse:

    Não tenho reclamações. Gosto do foco na vida de cada personagem ao invés do musical. Ainda mais agora que o musical está passando por tantos contratempos.

  5. Claudia disse:

    Tbm to gostando, MORRI com a Ivy drogada em heaven on Earth ahhaha

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