FOTO: REPRODUçãO

Por: Bruno Carvalho

Elementary traz Sherlock Holmes genérico e nada inspirado

Jonny Lee Miller e Lucy Liu estrelam a nova e desapontante aposta do canal CBS

[com spoilers do episódio 1×01] Apesar de toda a controvérsia gerada pelo fato desta ser uma óbvia tentativa de levar o sucesso da britânica Sherlock para a TV americana, eu ainda tinha esperanças de que Elementary poderia ser, pelo menos, um drama procedimental diferente que o canal CBS colocaria no ar. Mas a produção que estreia no próximo dia 27 de setembro nos EUA deixa a desejar até mesmo como uma série investigativa. Sherlock Holmes aqui é um ex-viciado em drogas que vive em Nova York bancado pelo papai e forçado a receber a “curatela” da Dra. Joan Watson, que o acompanha enquanto se recupera do tratamento, sob pena de perder a “mesada”. A princípio, o que chama atenção é a composição sem vigor e nada inspirada do personagem principal pelo ator Jonny Lee Miller (Eli Stone). Ele constantemente surge na tela como um sujeito aborrecido, desinteressante e bem distante da persona forte, eloquente e peculiar vivida pelo ator Benedict Cumberbatch (e compará-los, pelo histórico de ambas produções, é algo inevitável). Já Lucy Liu percorre todo o episódio no automático, criando uma versão esquecível, sem carisma e, em alguns momentos, até mesmo irritante de “Watson”.

O roteiro atropelado é outro grande problema da série. Apresentando um “caso da semana” que já foi exaustivamente abordado em todos os CSIs, NCIS e Law and Orders da vida, o drama falha em introduzir qualquer elemento novo ao gênero. Além de restabelecer clichês como flashbacks acelerados com cortes rápidos, ainda é repleto de diálogos expositivos e cenas prosaicas. Ademais, Elementary sequer estabelece bem os “poderes” de dedução famosos do detetive inglês, visto que não conseguimos compreender seu processo de raciocínio, prejudicando ainda mais a identificação com o personagem. Enquanto a série Sherlock cria um verdadeiro espetáculo no momento em que o “consultor” está em ação numa cena do crime, aqui ele consegue ficar até mesmo aquém do enjoado e artificial Patrick Jane de The Mentalist. Aliás, quando o Sherlock Holmes de Miller diz: “Estou escrevendo um livro sobre apicultura na minha mente. Estou no capítulo 19, quer que eu leia?“, é impossível não antipatizá-lo. Em termos técnicos, a produção também desaponta com um trabalho de câmera deselegante e enquadramentos nada inspirados, que denotam ainda mais o flagrante desleixo de seus realizadores. A trilha sonora é eficaz ao comentar a narrativa, mas é uma pena que esta seja rasa e desmerecedora de qualquer esforço do compositor. Sem nem ao menos apresentar uma trama que possa criar arcos e ganchos para os próximos episódios, o piloto de Elementary soa como um exercício infantil e pálido de contemporizar o clássico de Sir Arthur Conan Doyle.

 

35 respostas para “Elementary traz Sherlock Holmes genérico e nada inspirado”

  1. Robsonejs disse:

    Obrigado amigos me pouparei de assistir isso…A série da BBC é tão magnifica q estou pensando em assisti-la novamente enquanto TDW não estreia..

  2. Não sei se pesou o fato de muitos fãs da versão britânica terem meio que se preparado para não gostar desta série. Vou assistir e conferir. Mas se como diz o texto, o protagonista consegue ser mais raso que o Patrick de “The Mentalist” (que às vezes é quase insuportável), aí a coisa complica.

  3. Bruno Miranda disse:

    Desculpe minha ignorância. O que é TDW?

  4. Me uno à sua ignorância. Também não faço idéia.

  5. Daniel disse:

    TWD – The Walking Dead

  6. Daniel disse:

    Acho que foi isso que ele quis dizer…

  7. Guest disse:

    Acho que ele está falando de “Waking The Dead” da BBC.

  8. Robsonejs disse:

    Ri muito aqui do meu ato falho!Desculpem e obrigado Daniel por me corrigir.

  9. TEM 3 COISA QUE EU APRENDI ASSISTINDO SÉRIES(EU ASSISTO MUITAS) FOI QUE: 1º NEN SEMPRE O QUE UMA PESSOA ACHA DA SÉRIE VAI SER A MESMA COISA QUE VC VAI ACHAR( MESMO ELA SENDO ENTENDIDA DO ASSUNTO ). 2º NEN SEMPRE E BOM JULGAR A SÉRIE PELO EP PILOTO( AS VEZES ELE ENGANA BASTANTE) 3: SE VC JÁ PARTIR COM O PÉ ATRÁS QUASE CERTO DE VC NÃO GOSTAR. MINHA HUMILDE OPINIÃO, CONFESSO QUE O HENREDO DA SÉRIE PARECE COM OUTRAS Q ASSSITO POR TANTO EU IRIA IGNORALA, MAS POR GOSTAR BASTANTE DA Lucy Liu PRETENDO ASSISTIR, MAS SÓ DEPOIS DA CONFIRMAÇÃO DE UMA 2º TEMPORADA, NÃO TEM NADA PIOR PRA MIM DO QUE COMEÇAR A GOSTAR DE UMA SÉRIE PRA DEPOIS ELA SER CANSELADA!!!

  10. Renato disse:

    Muito ruim,antes de assistir ja estava com um pé atráz por ser fãn dos livros de Conan Doyle e gostar muito da série da BBC,mas fui dar uma chance a Elementary,e realmente foi o que imaginei,e o pior é que nessa série o Sherlock não faz deduções ele faz adivinhações,quando na série da BBC o que ele diz é provado rapidamente através das pistas,enfim não pretendo continuar a assistir.

  11. Gerson disse:

    Não acho que a review acima fez jus ao episódio piloto. Na verdade, acho que foi bastante interessante, sim. A versão britânica é visivelmente melhor e mais detalhista, mas não acredito que o objetivo da CBS seja o de reviver Sherlock numa versão americana com os costumes do Sherlock britânico. Então chega dessas comparações desnecessárias de fãs recalcados que nem querem dar uma chance à série.

    Jonny Lee Miller se saiu MUITO BEM nesse novo papel. Foi bastante intrigante e mostrou ter uma personalidade peculiar. A tentativa da CBS em reviver Sherlock em New York City tem tudo pra dar certo. Um elenco capacitado e a ausência de um personagem frio e sarcástico (House) criaram a situação perfeita pra entrada dele na tv americana. Confesso que Lucy Liu foi bem “morna” nesse episódio, esperava mais dela. Mas é apenas um piloto.

    E não acho que comparações com o Patrick (The Mentalist) sejam de alguma valia.

    Enfim, acho muito cedo pra julgar. Por ser na CBS a audiência deve passar facilmente dos 10 milhões, basta saber se vai manter essa audiência possibilitando uma renovação.

    E a série britânica, apesar de espetacular, é tão ignorada pelos americanos, que essa implicância dos fãs mal refletirá na audiência da série.

    Dos pilotos novos, foi o que eu mais gostei!

  12. Laura Basseto disse:

    Eu super assistiria qualquer coisa relacionada ao Sherlock Holmes, mas trocar o Watson por uma mulher foi uma coisa tão broxante que fica complicado, a graça de Sherlock Holmes é eles são dois homens! E ao ler a review a minha vontade diminuiu totalmente. Obrigada =)

  13. Alex disse:

    Eu não achei o personagem e o episódio ruins.

    Mas a sugestão q eu daria, seria fazer um Piloto duplo, pois o principal problema foi o ritmo acelerado demais, desde a construção da relação entre Holmes e Watson, até a investigação do caso. tivesse o episódio o dobro da duração, tudo poderia ser melhor trabalhado e introduzido na série. e os episódios seguintes poderiam apenas tocar o barco.

    Outro ponto negativo, foi o fato de Watson por duas vezes superar Holmes (quem viu sabe doq estou falando), fato não mto fácil de aceitar.

    Mesmo assim, vou ver mais. é preciso aceitar q a série não se propõe a ser fiel aos livros (o fato de se passar nos EUA e Watson ser mulher, escancara isso).

  14. @yagonunnes disse:

    Tem uma tecla ai no seu teclado, do lado da letra “a”, aperta ela por favor antes de digitar.

    Obrigado.

  15. Diego disse:

    Crítica é opinião e opinião todos nós sabemos né? É igual a c*, cada um tem o seu. Pra mim não é uma série brilhante, mas é boa, tornando-se divertida se vc estiver com o compromisso de assistir pra se divertir e não de escrever uma “crítica”. Gostei da versão dada ao Sherlock como um ex-viciado, apesar do ator até o momento ter se mostrado fraquinho… Destaque para a opinião do “crítico” à Patrick Jane de The Mentalist: enjoado e artificial… Quem autorizou esse cara a escrever alguma coisa, nein?? kkkkkkkkk

  16. Celso disse:

    Não achei tão ruim assim, porém qdo se trata de um personagem como Holmes, é de se esperar que as pessoas que já eram fãs sejam bem mais exigentes, não estão errados.
    Mas acho que por ser um piloto muita coisa ainda pode mudar, mas realmente achei o ator muito fraquinho e a Lucy mais lembra a Bela do crepúsculo no melhor estilo “garota depressão” ou sem expressão, faltou um pouco do fundamental para qualquer série, o carisma dos protagonistas, por isso que House sempre será a melhor serie hehe

  17. Nenhuma releitura tem a obrigação de seguir o original fielmente, pois não seria uma releitura. E não falo como uma serial alienada, só aprendi a gostar de ler com Conan Doyle.
    Admito que ver a ideia de um Sherlock sustentado pelo pai é estranha, mas a ambientação não é de todo ruim – e quanto a ele ser um viciado em tratamento, oi, ópio era o que mesmo? Ficaria mais atraente com o cenário em Londres, concordo, mas gosto de ver outros Sherlocks inspirados em outras imaginações. Basta saber separá-los do original sem nenhum fanatismo infantil e para de criticar a ideia que outros tiveram diferente da nossa para achar as coisas mais interessantes.

  18. eduardo disse:

    Eu estou adorando.

  19. Fabi disse:

    Previsivel e sem inspiracao. Nao vi Sherlock ainda mas deve dar de mil!!

  20. L disse:

    Cópia de The Mentalist. Até as falas do segundo episódio, sobre guardar as coisas que realmente importam, com Pratrick palácio de memória, com o “novo Holmes” porão. Porém a série é boa, dá pra assistir, nada comparado A série SHERLOCK, que essa sim muito original e interessante.

  21. Guilherme S. disse:

    Essa ideia aparece no primeiro livro do Sherlock Holmes: “Um estudo em vermelho”. Não foi copiada do The Metalist.

  22. Carla disse:

    Na boa, gostei da serie, embora nao tenha visto a versao britanica e tb achei a atuacao do jonny lee miller muito boa. De fato o primeiro episodio foi mto corrido mas aos poucos eles estao introduzindo na serie os tracos da personalidade de holmes: a melancolia, a necessidade de exercicio intelectual, o vicio em drogas, o violino, a misantropia, a misoginia… Nem mesmo o fato de watson ser mulher me aborreceu, afinal, eles estao fazendo uma releitura. Espero q a serie vingue pois nao perco um episodio. Gostaria de saber se o prof moriarty e adele adler irao aparecer

  23. Carla disse:

    Pessoal, corrigindo: irene adler ta?

  24. Sheila Luiza disse:

    Acho que o grosso da juventude tem pouco contato com a obra original de Connan Doyle. É por isso q penso que muitos tenham tanta simpatia pela americana Elementary. Quem viu a britanica SHERLOCK ficaram de cara de como a caracterização do protagonista ficou primorosa, por isso a versão americana não impolga os leitores da obra e os que assistiram a versão britânica.

  25. Não são versões, são séries diferentes apenas com inspiração na mesma lógica.

  26. Luciano Abade disse:

    Por ser fã da obra de Conan Doyle e também pelo fato de ter assistido à excelente Sherlock da BBC, fiquei meio desconfiado, tanto é que só agora, passados 3 meses da estréia de elementary é que fui assitir à série, em uma dessas maratonas do Universal. Vi o primeiro episódio até o final e me forcei a ver o segundo até a metade pelo menos e honestamente achei uma bomba. Este seriado não tem qualquer correlação com a obra do Sr. Arthur Conan Doyle, o Sherlock de elementary é um debil mental cricri e a Dra. Watson é qualquer coisa (ganha pontos ser a Lucy Liu), mas fora isso, mais uma série fadada ao cancelamento em 3,2, 1…

  27. Luciano Abade disse:

    Exatamente. A BBC foi primorosa em transportar a obra do Conan doyle para o século XXI. A série britânica é fantástica e o ep 2 da segunda temporada é na minha opinião a melhor reinterpretação do cão de baskerville.

  28. kelvy souza disse:

    Essa é a opinião dele, a minha já é outra gostei da série e sou fãn das obras de Doyle.
    É a mesma coisa de quem gosta de Glee eu odeio, mais a maioria gosta, sem leva em conta o que decide se uma série é boa ou não não somos nós brasileiros e sim os americanos com a audiência da tv

  29. Joelson Lima disse:

    Gostei.É mais do mesmo?Caso do dia e episódios fechados?Séries policialescas são assim.Melhor que entrar na piração de um Terranova ou Lost para chegar em lugar nenhum.

  30. João marcelo disse:

    Fraca e repetitiva, só assisti as 2 temporadas da netflix porque não havia mais o que assistir e já tinha começado esta. No final da primeira temporada, já da pra saber o que vai acontecer, pois é muito previsível. Além disso, não há uma trama central pra aliar as soluções de cada epsódio.

  31. Elvis Fabervanio disse:

    Limitação define… (quem emite as criticas ruins) …quem disse que a intenção desse material era a de um re-make? superficial quanto aos parâmetros originais? graças a deus! profundo quanto ao desenvolvimento de relacionamento entre duas pessoas que começam por uma certa antipatia… é isso que atrai… a plataforma contraria é o que mais me agradou!

  32. Sarah Almeida disse:

    Eu estava vendo TV com minha família até que quando procurando algo na guia eu vi Elementary e um de meus familiares disse que se tratava de uma série sobre Sherlock (sabendo ele que eu sou fã do detetive) ignorei na hora por causa da série da BBC, não apostei grande coisa na série (eu estava certa), mas como não se pode fazer uma crítica antes de conhecer o produto eu gravei um episódio.
    No dia seguinte (de madrugada) eu sem sono resolvi passar meu tempo e ver o Episódio de Elementary que gravei e eu simplesmente falei: “Que porcaria é essa?” Logo de cara, o simples fato de Watson ser traduzida como uma mulher já me faz não assistir, pois percebo que o diretor (ou seja lá quem fez essa série) não tem o mínimo respeito pela obra de Sir Conan.
    Pouco antes da metade do episódio eu retirei, não aguentei ver tamanha besteira.
    Creio eu que posso dizer que essa série não pode ser uma adaptação de Sherlock Holmes, e sim uma nova história nada coerente com os livros, ao contrário da maravilhosa série da BBC.

    Poupe seu tempo e não assista Elementary.

    Fica a dica.

  33. Sarah Almeida disse:

    Sherlock da BBC também me deixou com um pé atrás por causa do fato de se passar nos dias atuais, mas como eu falo: “Não se pode fazer críticas antes de conhecer o produto.” Eu resolvi arriscar, vendo o episódio da segunda temporada “O Cão dos Baskerville” o nome do mesmo livro que eu estava lendo e estava pela metade. Realmente, a série não faz uma fiel adaptação do livro pois os Baskerville são uma família diferente do retrato no episódio, porém o jeito de Cumberbath e Freeman interpretarem os personagens me cativou naquele único episódio e agora eu sou louca pela série. Não posso me esquecer do Andrew Scott que interpretou maravilhosamente Jim Moriarty.

  34. Marília Mariano disse:

    Gostava muito do site, mas é muito mimimi para julgar uma série, começou criticar antes mesmo do piloto meu jovem? Imparcialidade, a gente não vê por aqui.

  35. Willian Domene disse:

    Para, é até pecado comparar o Patrick Jane, com o Sherlock desse cara.
    Esse Sherlock tem cara de frustrado, toda vez que ele se encontra em um momento que cobra reações rápidas, ele fica sem reação, como se tivesse autismo.

    O Patrick Jane representa Sherlock muito melhor que o Sherlock de Elementary.
    Em The Mentalist, mesmo que seja o caso comum de casos semanais, ele ainda tem toda uma trama maior por trás e coisas feitas há muito tempo atrás, ainda surtem efeitos, existem reviravoltas, coisas planejadas há muito tempo que desencadeiam reação só muito tempo depois, como na série Sherlock, em que o Detetive consultor previu qual Psicóloga o Watson escolheria, com mais de 3 semanas de antecedência e previu a reação de todas as pessoas, levando tudo a se encontrar naquele ponto, mais de 3 semanas depois, coisa que nem sonhando, acontece em Elementary.

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