FOTO: REPRODUçãO

Por: Davi Garcia

Pelo Piloto, Revolution é apenas uma Jericho 2.0

Primeiro episódio de novo drama apocalíptico da NBC não empolga

Se a primeira impressão é a que fica, já dá para dizer que Revolution, novo drama da NBC criada pelo onipresente J.J. Abrams em parceria com Eric Kripke (Supernatural), será uma das grandes decepções da fall season que se inicia. Investindo no cenário de um mundo pós-apocalíptico que nasce a partir uma mudança radical e repentina – no caso, um blackout de proporções globais que põe fim a todas as formas de energia -, a série começa apostando num mistério em tom de conspiração que, infelizmente, se revela bem menos interessante do que deveria. Culpa, certamente, da união do roteiro preguiçoso (escrito pelo próprio Kripke) com a direção pouco inspirada de Jon Favreau (Iron Man), que culmina num episódio Piloto burocrático, com narrativa rasteira e que não faz o menor esforço para criar qualquer empatia do espectador com os personagens, todos absolutamente insossos e inexpressivos (incluindo aí até mesmo aquele feito por Giancarlo Esposito, que aqui surge com uma versão totalmente genérica de seu Gus Fring de Breaking Bad).

O maior problema de Revolution, contudo, surge no fato da série replicar o clima de produções que tentaram explorar motes parecidos (e que não deram em nada como a citada Jericho do título, por exemplo) e entregar um argumento que consegue, logo de cara, se revelar implausível já nos primeiros minutos do Piloto. Afinal, como aceitar que 15 anos após o evento que praticamente lançou a sociedade de volta à era medieval, ninguém tivesse conseguido recriar qualquer mecanismo que gerasse energia e que pudesse restabelecer pelo menos parte das tecnologias que conhecemos hoje? Sob esse prisma, a série parece querer nos convencer – sem dar qualquer pista a esse respeito – que o fenômeno misterioro que mudou o mundo, também acabou eliminando, meio que por mágica, todos os cientistas, pesquisadores e engenheiros do mundo. Nisso, ainda que o gancho deixado estabeleça um elemento que até fomenta uma certa curiosidade (que mecanismo é aquele que sustenta uma forma de comunicação via rede num mundo sem energia?), os muitos equívocos deste Piloto como a ação ruim, por exemplo, praticamente mataram minha vontade de descobrir o que aconteceu, por que e como os efeitos daquilo tudo podem ser revertidos nessa história que de revolucionária não tem nada.

Revolution estreia oficialmente no dia 17 de setembro na tv americana e não ainda não tem exibição prevista para o Brasil.

17 respostas para “Pelo Piloto, Revolution é apenas uma Jericho 2.0”

  1. DouglasL... disse:

    Tipo, eu tbm não curti muito esse piloto não, mas vou sim continuar assistindo…
    ‘A trama é interessante, mas nem um pouco inovadora.’ Nesse piloto ele se arrastou de uma certa forma qe minha nossa, mas vou dar uma chance sim a Revolution!
    Ah sim, deu pra perceber qe a Revolution pegou um monte de séries qe não deram certo, como: ‘Terra Nova’; ‘Jericho’ e entre outras, mas pq não dar uma chance?
    #rEvolution

  2. Mihh' disse:

    Também não gostei. Realmente, o apagão deve ter matado todos os pesquisadores, cientistas e engenheiros, porque 15 anos sem nada é demais… e o final que apesar de ter sido interessante é mais um ponto impossível. A série vai ter que ter uma explicação MUITO boa pra isso tudo, mas acho que vai acabar caindo mais no drama do que na ficção científica que poderia vir daí. Eu não vi Jericho, mas comparei com outra série: Terra Nova, que tinha tudo pra ser boa, mas acabou se tornando mais um chatinho drama familiar. Vou dar uma chance de ver uns epis, mas tô achando que vai ser, assim como Terra Nova, cancelada.

  3. Henrique disse:

    Sinceramente, acho que não foi maravilhoso, mas não foi tão ruim também. O que entendi como o apagão, foi que todas as fontes e todos os aparelhos que utilizam energia simplesmente pararam, e sim, aparentemente, “magicamente”. Se fosse só as fontes de energia do mundo todo que desligaram não faria sentido nenhum qualquer aparelho com bateria ou movido a combustíve ter parado de funcionar.

    Não se sabe o motivo de tudo ter parado, e até onde consegui entender, obviamente não foi só um apagão comum, e sim uma situação sem explicação que apagou todo tipo de energia, conectado a uma fonte ou não.

  4. Depois de “FlashFoward” vou ficar com um pé atrás com séries deste estilo. E olha que “FlashFoward” teve um piloto até decente.

  5. Ismael disse:

    Achei o piloto meio insosso mesmo, nem ruim, nem bom. História meio genérica com atuações fracas.

    Mas isso não é argumento:

    “como aceitar que 15 anos após o evento que praticamente lançou a
    sociedade de volta à era medieval, ninguém tivesse conseguido recriar
    qualquer mecanismo que gerasse energia e que pudesse restabelecer pelo
    menos parte das tecnologias que conhecemos hoje?”

    Isso não impede a admiração que tem por Walking Dead. Das séries “fim do mundo”, é a menos plausível. Um bando de Zumbis lerdos. A única diferença que iriam fazer no mundo é aumentar a venda de portas reforçadas. Isso só enquanto alguém matasse todos os zumbis lerdos.

  6. dudenews disse:

    Há uma diferença absurda entre um universo e outro. Em TWD, a imensa maioria da população ou foi dizimada ou sucumbiu ao vírus e a história da série se passa menos de 1 ano após o evento que começou tudo. Em Revolution, não há virus algum e no Piloto não nos é dada qualquer indicação de que após o blackout milhões de pessoas tenham morrido. E para completar, tem os 15 anos de diferença entre o início de tudo e o presente da história.

  7. dudenews disse:

    Pois é, além da citada Jericho, até FlashForward teve um Piloto bem melhor.

  8. Daiane disse:

    Outra série do tipo Terra Nova, Falling Skies, Flashforward…

  9. JP disse:

    A série é fraca mas a argumentação do colunista também é. Todos os cientistas, pesquisadores e engenheiros do mundo podem ter tentado recriar ou reutilizar tecnologias mas, por algum motivo (ainda não explicado) eles continuam não conseguindo, ora. E em m 15 anos, sem contato uns com os outros, sobrevivendo no meio do caos instalado e lutando para não virar um almoço ou jantar, não deve ser uma tarefa fácil.

  10. Ismael disse:

    Tanto em Jericho, Falling Skyes quanto nessa Revolution, há o comprometimento da infra-estrutura. Jericho com radiação, revolution com o pulso eletromagnético e Falling Skyes com o pior, aliens superiores.

    TWD é a melhor na proposta de debater os sacrifícios e mudanças sob a pressão. Tem o melhor elenco com as melhores atuações. Isso não se discute.

    Mas a justificativa da série é péssima. Na primeira temporada, no prédio onde deixam o caipira lá acorrentado, o prédio cercado de zumbis, eles ficam lá por vários minutos até os zumbis atinem a quebrar os vidros.

    Em situações como essa a própria série acaba sabotando o argumento dela, fazendo o espectador perceber que é bobagem.

  11. Ismael disse:

    No caso de revolution a justificativa fica relativamente clara. Dependemos cada vez mais de tudo que é eletrônico. Demoraria um bom tempo até se conseguir voltar ao ponto que estamos.

    E nesse tempo a fome, a falta de segurança e tudo mais gera conflitos.

  12. Lucas disse:

    Estou prevendo uma decepção tão grande como foi com Terra Nova..

  13. O mote é interessante, mas seria muito melhor se o blecaute fosse o pano de fundo para se trabalhar uma história de personagens e não para se desvendar mistérios. Para mim, se a série seguisse a linha Walking Dead ou Ensaio sobre a cegueira faria mais sucesso, e não a linha The Event, Flash Foward, Alcatraz que já está desgastada (prova disso que todas elas foram um fracasso).
    O mundo fica sem energia, e aí? O que acontece depois? Como as pessoas tão amparadas pela eletricidade lidariam com esse problema de uma hora pra outra?
    Acho que os episódios imediatos ao ocorrido que criariam ótimas histórias.
    Quando acaba a força de casa, a primeira reação é tentar entender o porque, é saber se no vizinho ocorreu o mesmo, ligar para a companhia de energia etc. Só que segundo a série, nem um telefonema conseguiríamos realizar. O que fazer nessa situação?
    As pessoas retratadas na série já estão acostumadas ao caos. Na verdade não há mais caos, existem conflitos sim, mas não o desespero, a dúvida, o descontrole. As pessoas já se organizaram em comunidades, já retomaram suas vidas, se adaptaram ao meio. Os conflitos são mais medievais do que um desamparo da falta de eletricidade.
    Se o cenário apresentado não me chama a atenção, os personagens menos ainda. Pode ser que no decorrer da trama os personagens melhorem, mas duvido muito. Que gentinha sem graça.

  14. Tem mais absurdos que a novela das 8, qualquer delas, as quais já não assisto a décadas.

  15. Renan disse:

    O autor comparar uma tragédia dessas com Jericho é mais lamentável que a perseguiçãozinha do mesmo para com Jericho…

  16. Monalisa disse:

    que pena… tanta produção e nomes importantes e nenhuma criatividade ao abordar o tema que, como outros, acaba sendo mais do mesmo. A escolha dos atores também não foi cuidadosa.

  17. Rodrigo Moreno disse:

    Dah para divertir , mas que o tio fodao , eh uma versao pos apocaliptica do Mccgyver , inclusive na interpretacao pifia isso eh , hehehehhee

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