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Por: Davi Garcia

The Walking Dead: The Suicide King

Após hiato, retorno da série traz um líder sob a sombra da loucura

The Walking Dead 309[com spoilers do ep. 3×09] Mais do que as boas cenas de ação da sequência de abertura ou a expansão dos conflitos que já existiam (além da introdução de novos, claro), o que mais chamou minha atenção nesse “The Suicide King” foi o espaço que o roteiro e a direção deste episódio de The Walking Dead dedicaram ao impacto que o comportamento cada vez mais errático de Rick representa. Para efeitos práticos da própria história, talvez fosse mais fácil, dada a posição do personagem, se ele tivesse apenas que lidar com os dilemas daquele mundo (como decidir se deve confiar ou não em rostos novos, por exemplo) e “esquecesse” o trauma que a morte de Lori (e principalmente a forma como ela ocorreu) traz, mas me parece claro que é justamente essa jornada sob a sombra da loucura  que acaba funcionando como o elemento mais importante para catalisar o vislumbre daquilo que Rick (e por tabela qualquer outro personagem naquela situação) poderia se tornar. Nesse contexto, a ideia por trás da imagem acima que foi usada para divulgar a segunda metade da temporada ganha ainda mais peso à medida em que Rick surge como um possível reflexo futuro de Philip (aka Governador), ou seja, um homem que quando tinha família estruturada podia, quem sabe, até ser um cara ‘normal’, mas que perdeu a sanidade e a humanidade ao abraçar a barbárie daquele apocalipse.

TWD 309

E se a volta da série deixa evidente que os episódios restantes dessa terceira temporada estarão dedicados à construção progressiva e mais acelerada do iminente embate entre os grupos de Woodbury e da Prisão, ela também encontrou formas de criar bons conflitos periféricos que eventualmente se resolverão no futuro choque entre os grupos.  Nessa turma  temos Glenn (levemente transformado pela experiência violenta vivida com Maggie enquanto cativos); Daryl, claro, que surge dividido entre a fidelidade ao laço sanguíneo que o une a Merle e a forte ligação que estabeleceu com o grupo da prisão e até, por que não dizer, Andrea, que mesmo tendo todas as indicações de que deveria se afastar de Philip (ainda mais desequilibrado) e de Woodbury, aparece como a voz que não apenas impede o colapso imediato daquele lugar como também a que alimenta naquele grupo (mesmo que indiretamente), o desejo de vingança que só fará crescer a já extensa rede de ameaças com as quais Rick e cia (agora convivendo com Tyreese e os seus) já teriam que encarar.  Resumindo: se esse “The Suicide King” serve como indicativo, o nível da temporada continua alto.

4star

Uma resposta para “The Walking Dead: The Suicide King”

  1. abel_ac disse:

    Bem alto a serie continua a fazer sucessos e a audencia voa

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