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Por: Davi Garcia

Game of Thrones: Kissed by Fire

Novas intrigas, alianças rompidas e um Lannister que joga com o que tem

Game of Thrones 305[com spoilers do ep. 3×05] A noite é escura e cheia de terror. Mas também de um rei do norte que acumula erros; de um bastardo que encontra calor no frio de uma caverna; de uma khaleesi que se fortalece na confiança de seus novos liderados; de novas intrigas na capital de Westeros e de um regicida que que se fragiliza e se humaniza no revés. “Kissed by Fire”, quinto episódio dessa, até aqui, bela temporada de Game of Thrones não teve nenhum momento dracarys de grande impacto quanto aquele que encerrou o capítulo anterior, mas trouxe, logo na sequência inicial (que contou com a furiosa luta entre Clegane e Beric Dondarion), a curiosa revelação envolvendo o tal Senhor da Luz, um ser sobrenatural de forte influência em vários cantos de Westeros e que é capaz de tirar da morte seus seguidores mais fiéis.

Aliás, por falar em seguidores, alianças e afins, o episódio intensificou a noção de quão errática tem se tornado a iniciativa de guerra de Robb Stark, que além de ver sua liderança no norte ser questionada seguidamente, toma decisões (como a de matar Lorde Karstark pela traição cometida) que dispersam sua legião ao mesmo tempo em que facilitam as defesas dos Lannisters. E à medida em que Robb se enfraquece, Daenerys se agiganta numa parte extrema dos sete reinos ao reforçar a promessa de liberdade para os Imaculados que respondem (através de seu líder eleito, Verme Cinzento) com juras de fidelidade que chegam a surpreender a última Targaryen, a outrora frágil mulher transformada numa líder que por sua vez impressiona os experientes Sir Barristan e Sir Jorah.

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E enquanto Jon Snow se dá bem com a provocadora Ygritte pouco depois de revelar mais uma informação que tende a aproximá-lo ainda mais do esforços e da ideologia de Mance Rayder na área além da Muralha,  outro a encontrar certo conforto e calor feminino é Jaime Lannister, que dispersando energia na tentativa de manter a máscara de durão frente o “tratamento” de seu severo ferimento, sucumbe emocionalmente na frente de Brienne a quem confidencia os bastidores da tomada de Porto Real que acabaram lhe rendendo a alcunha de regicida que, segundo ele, não seria justificada sob a ótica de quem se manteve fiel a sua família em primeiro lugar e livrou a capital de Westeros da tirania de um rei louco e absolutamente cruel.

Apontando a crueldade como tema, impossível não falar do frio Tywin Lannister, o Mão (de ferro) do Rei que ao tomar ciência, através de Cersei, da sombra representada pela presença cada vez mais expansiva e intrusiva dos Tyrrell, traça o plano, a princípio, perfeito para amarrá-los e diminuir a influência que vém construindo através de ações que visam criar, como pontua Lady Olenna a Tyrion em dado momento, distrações para o povo que já os enxerga com simpatia. Assim, ao definir casamentos arranjados (com Sansa e Loras, respectivamente) para seus dois contrariados filhos, Tywin age como o rei que não é, mas que toma as rédeas para garantir a continuidade do poder estabelecido doa a quem doer. Qual será a próxima jogada no tabuleiro das mil peças de Westeros?

4star

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