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Por: Davi Garcia

O final de The Office

Depois de nove anos e alguns percalços, comédia se despede em alto nível

The Office Series FinaleÉ verdade que em boa parte de suas duas temporadas finais, The Office foi apenas uma sombra daquela série vibrante e criativa de outrora. A sensação nesse período era a de que Greg Daniels (criador da versão americana) e seus roteiristas pareciam andar em círculos sem saber exatamente para onde levar Jim, Pam, Dwight e cia. Nesse contexto, aliás, toda vez que eu via os caras tentando transformar o Andy num Michael Scott 2.0, a Juliana Ramanzini (aka minha esposa) apontava exatamente qual era o motivo daquilo não dar certo: os personagens, embora igualmente carismáticos, eram, na essência, bem diferentes, já que enquanto o Michael Scott de Carell era “apenas” um sujeito sem noção, o Andy de Ed Helms representava o típico loser.

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Escorregadas à parte, fato é que quando a série deu início ao seu arco derradeiro, vimos a comédia ressurgir com situações novas (como a perspectiva do lançamento do documentário, claro) que não só resgataram a qualidade de boas piadas, mas que serviram, sobretudo, para encaminhar um desfecho que funcionasse de maneira mais abrangente para a turma da Dunder Mifflin. Com isso em mente, Allan Sepinwall acertou em cheio ao destacar em sua crítica sobre o fim de The Office que “Goodbye Michael” – episódio do sétimo ano que marcou a divertida e não menos emocionante despedida de Steve Carrell da comédia -, teria sido um belo desfecho para a série, mas que não faria justiça aos demais personagens.

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E se existe uma coisa agora da qual nenhum fã da série pode reclamar é isso: rigorosamente todos os personagens, incluindo até alguns que já haviam saído da série (como Kelly e Ryan, por exemplo) tiveram espaço para ganhar conclusões mais definitivas ou, como foi o caso do próprio Michael Scott (agora grisalho e até divertidamente emotivo, vejam só!), reaparecerem para uma última piada. Sobre isso, aliás, vale destacar que nenhum personagem (nem mesmo Pam e Jim) teve um arco final tão bem desenvolvido e engraçado quanto o insano Dwight (do excelente Rainn Wilson), afinal, como não compartilhar a alegria do sujeito que finalmente conseguiu se tornar gerente da filial de Scranton (a mais rentável de todas, diga-se) naquela que provavelmente deve ter sido a piada mais longa da história das comédias.

The Office se foi deixando para trás um misto de emoções. Assim, se por um lado já sinto saudades antecipadas de acompanhar as desventuras daquela turma da Dunder Mifflin, por outro saio extremamente satisfeito pela imensa diversão e pelo prazer proporcionado durante a jornada. Yeap. That’s what she said.

5star

Alguns dos melhores momentos da história de The Office

Uma resposta para “O final de The Office”

  1. Ingrid Antonacio disse:

    Ainda achei a oitava temporada pior que a nona. Mesmo meu personagem favorito (Michael Scott) deixando a série, jurei que assistiria com o maior otimismo possível, mas não, realmente, não teve como ser a mesma coisa. Steve Carrell foi icônico nesse papel. Apesar das duas últimas temporadas terem sido fracas em relação às outras, The Office será para sempre a melhor série de comédia pra mim. Não gosto desse gênero para televisão, o que era engraçado acaba por perder o ritmo, tornando-se cansativo
    — quando acompanhado por um longo período; Mas, com The Office, isso não aconteceu. Assisti até ao último episódio achando várias tiradas hilárias. Assisto até hoje. Elenco incrível, extremamente naturais. Falas muito criativas, sacadas cômicas e inteligentes. Michael Scott, Dwight Schrute & Creed Bratton – melhores personagens! Ah… Saudades de descobrir episódio por episódio. Gostei muito do seu resumo. Vou seguir! Abçs.

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