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Por: Davi Garcia

Game of Thrones: Mhysa [Season Finale]

Com quê de to be continued, episódio dá grande aperitivo do que veremos em 2014

GoT 310[com spoilers do ep. 3×10] A tendência era clara: depois dos chocantes eventos do casamento vermelho, dificilmente veríamos algo tão impactante no desfecho dessa terceira temporada de Game of Thrones. E, com exceção talvez da rápida e bizarra cena logo no início que mostra o corpo de Robb com a cabeça de seu lobo (num simbolismo que evidencia o fim(?) dos Stark), não vimos mesmo. Afinal, considerando seu escopo, deixar a história respirar pra dar o próximo grande passo é absolutamente necessário. Mhysa teve sim alguns momentos inspirados como, por exemplo, as cenas envolvendo Tyrion e Tywin Lannister além, claro, da sequência final com Daenerys em Yunkai (e falarei mais sobre ambas logo abaixo), mas no geral é justo dizer que o episódio tenha funcionado muito mais como um grande e eficiente (por que não?) teaser de 60 minutos para o que veremos no quarto ano da série do que qualquer outra coisa.

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Escrito pelos produtores David Benioff e D.B. Weiss, o season finale explorou com relativo equilíbrio cada uma das tramas e subtramas, ora situando-as dentro do panorama geral, ora conferindo um contexto novo a elas. Assim, quando reencontramos Theon Greyjoy  (agora apto a fazer dupla lírica com Varys, if you know what I mean), vemos o sujeito destroçado pela tortura física e psicológica perpetrada por Ramsay, homem que agora sabemos ser o filho bastardo de Roose Bolton (o traidor dos Stark) que por sua vez acredita ter subjugado todo o norte desconhecendo que Yara Greyjoy, contrariando o pai e motivada pela vingança, pode ter reunido uma última(?) força de resistência com homens das ilhas de ferro. Assim, outro ponto deste episódio que também pode ter consequências maiores posteriormente está relacionado à ação de Sir Davos, que liberta o bastardo Gendry do cativeiro de  Stannis Baratheon como tentativa desesperada (e prontamente ignorada) para alertá-lo dos perigos de se recorrer à magia influenciada por Melisandre que então fala na ameaça que vem do norte…

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E se as consequências da nova e traumática jornada de Arya e a ida de Bram Stark para a região além da muralha ainda são uma incógnita assim como as que envolvem o retorno do ferido Jon Snow ao Castelo Negro (que papel a relação dele com Ygritte ainda pode render naquele miolo da história?), fico particularmente curioso para ver o que o retorno do mudado Jaime (acompanhando de Brienne) à capital trará de novo em termos de conflito no comportamento de Cersei, que pouco antes de rever o irmão/amante chega até a lamentar, ainda que de forma discreta, a natureza odiosa de Joffrey para Tyrion. E se este, aliás, parece cada vez mais disposto a bater de frente com as escolhas e ações de seu tolo sobrinho rei, surge absolutamente promissora também a ampliação dos dad issues que o ligam ao frio e calculista Tywin, outro que surge cada vez menos disposto a tolerar as molecagens do rei a quem faz cada vez mais questão de deixar claro que quem manda ali de fato é ele.

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Agora, de tudo o que vimos nessa boa season finale, nada supera em termos de peso e importância (pelo menos para mim) a bela sequência derradeira com Daenerys, a mhysa (mãe) do título, sendo literalmente carregada nos braços do povo em Yunkai num evento que serve tanto para corroborar a ideia de que ela é uma das peças mais fortes neste momento da história, quanto para ressaltar sua diferença mais gritante em relação aos oponentes (que ainda a ignoram) ao trono de ferro: enquanto os outros impõem sua influência na base da coerção ou das alianças fomentadas por promessas de poder ou status, Daenerys ganha súditos e seguidores fieis nos extremos de Westeros Essos usando a motivação pela liberdade (algo que ela própria sempre buscou) como principal arma de seu exército de homens e dragões. Uma diferença que, creio eu, será fundamental na sequência da série que retornará em 2014.

4star

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