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Por: Davi Garcia

Pode comemorar: Community voltou com tudo na quinta temporada!

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Sem seu criador, Dan Harmon, grande parte da quarta temporada Community parecia o resultado  de uma receita daquele bolo maravilhoso que apesar de ter a mesma aparência do original, passava longe de ter o mesmo gosto ou conteúdo. Assim, se não chegou a ser uma surpresa, certamente foi um prazer poder voltar a experimentar a recriação do trabalho do chef que realmente sabe o que fazer com os ingredientes que tem nas mãos. A comparação é tola, eu sei, mas reflete bem a sensação despertada por este retorno da série que de novo sob o comando de Harmon, dá todas as indicações de que vai se reinventar ao mesmo tempo em que volta a ser aquela Community rica em referências pop e em exercícios de metalinguagem que misturados a transformam na melhor comédia que há.

[Daqui para baixo, texto com pequenos spoilers dos episódios 5×01 e 5×02]

Com o curioso (e nada gratuito) título de “Repilot”, o primeiro episódio (e em menor escala até o segundo, “Introduction to Teaching”) deste quinto ano funciona realmente quase como um reboot da série. E digo quase, porque a verdade é que algumas das melhores piadas desse retorno em dose dupla, funcionam melhor pra quem tem lembrança do que a série já foi, do que para quem se arriscou a vê-la pela primeira vez agora. O humor referencial, a piada interna… Tá tudo lá. Principalmente a capacidade da série de rir de si mesma. Não é à toa, aliás, que em determinado momento vemos Abed falando que “isso pode ser como a 9ª temporada de Scrubsjá que fazer um novo piloto pode ser, como ele mesmo define, algo bem intenso.

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Seja lá como for, fato é que esses dois episódios deram sinais de que Jeff, Annie, Abed e cia voltarão a ser os mesmos personagens que aprendemos a admirar e não apenas um rascunho como foram na temporada passada. O que, contudo, não significa dizer que eles se tornarão estáticos, mas sim que se manterão mais fiéis às características que os definiram à medida em que evoluem com as histórias exploradas. E nada representa melhor essa ideia do que toda a trama do Abed “estudando” o mistério por trás do tipo de ator que Nicholas Cage é (a cena em que ele o personifica, aliás, é sensacional) e até mesmo a crítica explícita que Harmon faz ao absurdo que é ter o Chang ainda vivendo em Greendale depois de tantas mudanças bizarras no personagem.

E como tudo que é bom sempre pode melhorar, a introdução do professor de criminologia, Hickey (o excelente Jonathan Banks, que fez o Mike de Breaking Bad), foi uma muito bem-vinda adesão ao elenco, já que com a saída de Pierce (que surge apenas numa curta, mas curiosa participação especial digna de referência a Star Wars), pode caber a ele desempenhar a figura do mentor informal de Jeff, o personagem menos divertido da série, é verdade, mas que sempre faz a escada para que todos os demais (sobretudo Dean Pelton, claro) dêem vazão aos mais estranhos e, por isso mesmo, divertidos comportamentos.

Bom demais ter a verdadeira Community de novo no ar. Seja bem-vindo de volta, Dan Harmon!

5star

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