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Por: Redação Ligado em Série

Crítica | Game of Thrones 4×05: First of His Name

First of His Name é um bom episódio de Game of Thrones que não perde tempo e já começa com um evento importante: Tommen, o primeiro de seu nome (que dá título ao episódio) é coroado. Após a cerimônia, Cersei, como boa planejadora, convida Margaery para ser mais uma vez sua nora, pois sabe que o menino tem potencial para ser um bom rei e vai precisar de ajuda para governar – e a perspicaz garota é sua melhor opção.

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Do outro lado do mapa, em Meereen, Daenerys ouve as novidades sobre a morte de Joffrey e também sobre uma retomada do poder pelos mestres em Yunkai, prometendo vingança contra ela. Até agora, desde que saiu da Qarth, as suas conquistas estavam sendo relativamente fáceis, e já era hora de algum tipo de ameaça começar a se apresentar. Pensando no tipo de resistência que pode enfrentar se deixar de controlar a Baía dos Escravos, a Khaleesi decide ficar e governar, em vez de navegar rumo a Westeros.

Em um terceiro momento do episódio, Mindinho e Sansa chegam ao Ninho da Águia. Sua tia, Lysa, a recebe muito bem, e pensamos que finalmente esta pobre criatura vai encontrar um pouco de paz e tranquilidade. Mas acabamos sendo lembrados que se trata de uma mulher desequilibrada quando ela pensa que houve algum tipo de caso entre os dois e deixa a menina extremamente assustada. É também neste trecho que ficamos sabendo que a morte de John Arryn foi uma armação entre a dupla recém-casada e executada por Lysa, o que teve motivações e consequências importantes. Da parte dela, foi com o intuito de ficar livre para casar com Mindinho. Da parte dele, espalhar, com a ajuda dela, a suspeita sobre os Lannister e separar Ned de Catelyn. O que isso resultou vocês sabem bem. Uma pena que essa revelação aconteceu de forma brusca, quase que jogada como se não tivesse muita importância. Mas provavelmente isso se deve à pressa com que os eventos devem ocorrer na adaptação para a TV.

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First of His Name contou ainda com alguns momentos mornos e outros um tanto quando dispensáveis. Cersei e Oberyn conversando sobre poder, a impotência em salvar pessoas amadas e a possibilidade de vingança não foi mais do que uma repetição de tantos outros diálogos, até mesmo aquele que apresentou o novo personagem na temporada. O trecho com Arya e o Cão de Caça, apesar de sempre adorarmos ver os dois juntos e a “dança” dela ter sido muito bonita, não acrescentou nada de muito novo, a não ser Arya deixando claro que ele também está em suas “preces”. Mas talvez o pior tenha sido Brienne, uma personagem tão forte, e Podrick, funcionarem neste episódio quase que como um alívio cômico – o que não foi uma boa cartada da direção de Michelle MacLaren.

No lado mais positivo, as estratégias políticas que envolvem Tywin sempre rendem boas cenas e diálogos, e grande parte disso é mérito de Charles Dance, que entrega constantemente uma sólida interpretação como o patriarca dos Lannister. Ao conversar com Cersei sobre a importância de ter os Tyrell como aliados, ficamos sabendo que a casa está devendo muito dinheiro para o banco de Bravos, o que significa que está vivendo basicamente do seu sobrenome, história e coroa – mas praticamente sem ouro. Isso significa que podem depender ainda mais dos Tyrell, principalmente para defender o trono, o que certamente terão de fazer, considerando os movimentos que Stannis e Daenerys estão fazendo.

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Como é costume em Game of Thrones, o melhor fica para o final, e neste episódio é a resolução de um arco que tanto esperávamos: John Snow e seus companheiros chegam à fortaleza de Craster para enfrentar os desertores e assassinos de Mormont, o antigo comandante. Enquanto a luta acontece, Locke prova o que a gente já desconfiava: que estava com a Patrulha da Noite apenas em busca de Bran. Quando consegue levá-lo, vem o momento mais empolgante de First of His Name: Bran entra na mente de Hodor para que se liberte. Após, ele mata Locke de forma brutal, salva Bran, Jojen e Meera, que se escondem para assistir ao resto da luta. Bran oberva Snow e tenta chamá-lo, mas é alertado por Jojen que sua busca pelo corvo de três olhos irá se encerrar, já que o irmão vai querer mantê-lo a salvo no Castelo Negro. Assim, Bran desiste da tão aguardada reunião para seguir o caminho que já havia traçado.

Snow, após matar Karl Tanner em uma luta bem coreografada, finalmente volta a se encontrar com Ghost, o que resultou em uma cena que já virou uma das preferidas entre os fãs. O episódio encerra de uma forma bastante simbólica, com a destruição da fortaleza de Craster e libertação das mulheres e meninas que tanto sofreram nas mãos daquele homem – e que se recusaram a voltar com a Patrulha da Noite e ficarem sujeitas a homens novamente. Afinal, como disse Cersei para Oberyn, “Everywhere in the world they hurt little girls”.

3star

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