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Por: Redação Ligado em Série

Crítica | Game of Thrones 4×09: The Watchers On The Wall

Desde a temporada de estreia de Game of Thrones, o nono episódio é reconhecido por ser aquele em que algo muito importante acontece. Na primeira, foi a morte de Ned Stark, na segunda, a batalha de Blackwater, na terceira, o Casamento Vermelho, e, agora, a esperada investida de Mance Rayder sobre a Muralha.

Eu sei que muitos de vocês estavam esperando a continuidade do enredo de Tyrion. Eu também estava com minhas dúvidas se este episódio seria mesmo totalmente dedicado à Muralha, como o promo indicava (mas sabem como é Game of Thrones, adora nos pegar de surpresa). Porém, foi um episódio tão bom que realmente não me importei – e apenas pensem no season finale épico que provavelmente teremos.

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The Watchers On The Wall se passa inteiramente no mesmo local, mas foi dirigido e editado de forma a dar o dinamismo necessário para torná-lo um grande episódio, repleto de ação. Lembrei muito da batalha de Blackwater pela forma como conseguiu construir a expectativa, crescendo a cada momento (e a trilha foi fundamental aqui), até culminar em um clímax. No caso deste episódio, houve todo um preâmbulo sobre as forças que estariam por trás de conflitos internos envolvendo os principais heróis da batalha, Jon e Sam (sim, Sam). Na conversa que este teve com o meistre Aemon, uma fala se destaca: “Love is the death of duty”. E na hora da luta vamos ver como Sam consegue colocar o dever acima do amor (apesar das súplicas de Gilly) e lembrar como Jon só está ali (e deixou Ygritte para trás) porque manteve a promessa feita a Qhorin Meia-Mão de se manter fiel à Patrulha e usar as informações obtidas com Mance e os selvagens para defender a Muralha. Assim, o heroísmo dos dois está justamente ligado à honra e ao cumprimento do dever enquanto Patrulheiros da Noite, independente de seus sentimentos.

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Outro mérito do episódio foi se aproveitar das ótimas interações entre Jon e Sam. A relação deles funciona tanto para dar um toque de leveza e não concentrar o episódio apenas na batalha como também para para reforçar outro aspecto importante sobre os patrulheiros: os fortes laços de amizade que formam, criando também um senso de dever entre eles.

Em termos de ação, fomos presenteados com algumas grandes cenas. Um dos melhores momentos é quando Jon desce da Muralha para se juntar à batalha no Castelo Negro e a câmera dá um passeio de 360 graus. O diretor do episódio, Neil Marshall, constrói uma longa e belíssima tomada que envolve uma coreografia precisa, situando na luta cada personagem que está sendo acompanhado.

Mas, infelizmente, o episódio escorregou na tentação de criar um melodrama com a morte de Ygritte, o que não fez o menor sentido em meio a uma batalha. Jon simplesmente parou tudo para ampará-la – e imediatamente ficou invisível para os inimigos durante a longa despedida (levando em conta o que estava acontecendo). Foi algo totalmente desnecessário dentro de um episódio tão bem orquestrado.

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The Watchers On The Wall ainda teve outro grandioso momento, quando a foice é liberada para varrer os selvagens que estão escalando a Muralha. Mas a minha cena preferida de todo o episódio foi quando Grenn e outros cinco irmãos defendem o portão de um gigante enquanto entoam juntos os votos da Patrulha da Noite. Uma cena realmente linda e que resume bem o foco deste episódio: o heroísmo dos patrulheiros, que se orgulham de ser o escudo que defende o reino dos homens.

4star

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