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Por: Redação Ligado em Série

Crítica | True Blood 7×01: Jesus Gonna Be Here

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De algumas temporadas para cá, a qualidade de True Blood vem descendo ladeira abaixo. Seja pelo roteiro fraco, histórias paralelas que não levam a lugar algum ou cenas que não acrescentam em nada ao que está sendo contado, fato é que virou praticamente um exercício de paciência tentar assistir a um episódio inteiro sem revirar os olhos vez por outra. No entanto, assim como não conseguimos desviar os olhos de um acidente de trânsito quando o encontramos na rua, acabamos por concluir os intermináveis 52 minutos até encarar os créditos aparecendo no final.

Tendo início exatamente do ponto onde parou na temporada anterior, já somos apresentados ao terror que os vampiros contaminados com HEP-V causam durante a festa que acontece no bar de Sam, onde vários humanos e vampiros “do bem” são mortos, o que culmina na morte de Tara (eba!). Como consequência, Arlene e Holly, entre outros, são capturadas e levadas ao antigo porão do bar de Eric, dominado agora pelos vampiros infectados.

No entanto, o que se viu nessa season première é o defeito recorrente na série ao longo dos últimos anos: atira para todo lado, mas não consegue acertar nada. Por vários momentos, a série dava a impressão de que iria desenvolver um plot importante, ou tratar de algum aspecto relacionado à situação atual na qual os personagens estão, mas rapidamente o foco muda. Um grande exemplo é a cena na qual os pais de uma garota a oferecem Pam como alimento, mas o roteiro perde uma grande chance de discutir a situação num momento que tinha tudo para render bons diálogos e isso logo é esquecido (suspeito que os roteiristas nem se deram conta do material que tinham em mãos, preferindo apenas incluir essa cena para chocar, como é do feitio da série). Assim, o episódio se desenvolve (gasta tempo, para dizer a verdade) nos trazendo a cota de sexo do dia com Eric, Sookie andando pelo mato, Lettie Mae dando chilique com o pastor e mais um pouquinho de sexo com Sookie e Alcide.

Falhando clamorosamente ao tentar criar um clima de tensão e urgência na situação de Jessica, que tentava proteger a filha de Andy, a série ainda se repete pela milésima vez ao incluir uma situação em que Sookie se vê odiada pela cidade ao ler os pensamentos da pessoas. E se um dos acertos do drama sempre foi encerrar seus episódios com ótimos ganchos, podemos dizer que até mesmo nesse aspecto o roteiro derrapou, pois não há curiosidade alguma sobre como irá continuar a cena na qual Sookie discursa na igreja (e confesso que esperei uma cena pós créditos por me recusar a aceitar que houvesse acabado desse jeito).

Seja como for, não podemos dizer que essa estreia de True Blood decepcionou, já que, para haver decepção, deve-se criar expectativas e, convenhamos, ninguém mais espera que a série volte a ser o que foi um dia. E se a qualidade da produção se encontra na UTI respirando por aparelhos, já passou da hora de alguém se apiedar e praticar eutanásia vampiresca.

1star

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