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Por: Bruno Carvalho

Crítica | O piloto de The Flash

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A CW continua com a sua tentativa de expandir o universo da DC Comics após o sucesso de Arrow com o remake de The Flash. O famoso velocista escarlate foi criado em 1940 por Gardner Fox e Harry Lambert e possui o poder de correr a uma velocidade impressionante e quebrar as leis da física para derrotar seus algozes. Visto em várias produções e mídias diferentes (impresso, cinema e TV), o heroi ressurgirá no próximo fall season nesta versão “teen” repaginada.

Apesar de já ter tido sua personagem introduzida na série do Arqueiro-Verde, Barry Allen ganha aqui a sua história de origem que segue a mesma cartilha de praticamente todas as produções do ramo: acidente bizarro que traz as habilidades sobre-humanas; poderes que vem com responsabilidades; “use uma máscara” etc., sem inovar em praticamente nenhum aspecto.

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Grant Gustin até consegue extrair um Barry Allen mais leve e irônico, lembrando (até demais, às vezes) a composição de Tobey Maguire a Peter Parker do primeiro Spider-Man (2001). Contudo, todos os esforços técnicos desta adaptação, em especial os aceitáveis – e na maior parte do tempo eficientes – efeitos visuais, são logo sabotados por um roteiro pueril, previsível e limitado e por atuações esquecíveis de praticamente todos os coadjuvantes.

Basta notar quantas vezes o texto se resume (e se orgulha) a fazer trocadilhos com as palavras “velocidade” ou “rapidez” em seus cansativos 40 minutos de debute ou quando o foco está no batido romance vai-não-vai que é de cara introduzido entre Allen e uma colega. Pra piorar, a história se limita a repetir o já batido clichê da “corporação” que está por trás de tudo (aqui a STAR – por pouco não é Stark) e o “presidente” (Tom Cavanagh, de Ed) que no começo quer ajudar o heroi, mas na verdade ele tem interesses ocultos e está por trás de tudo que vai acontecer em Central City (óóóh!).

Ah, mas é assim nos quadrinhos“. Pode até ser, mas The Flash é uma série de TV que precisa se manter de forma isolada da obra que a originou e despertar o interesse do público em seu início em vez de limitar-se a fazer crossovers e apresentar “vilões da semana” (e é o que vai acontecer), e isso inevitavelmente se tornará cansativo (alô, Smallville). Sem um elemento que se destaque, The Flash já nasce como uma série narrativamente irrelevante sob praticamente todos os seus aspectos – da composição genérica do heroi sem alegorias ao vilão sem motivação que só estão ali para compor a função de antagonistas.

The Flash estreia no dia 7 de outubro nos EUA e ainda não tem emissora definida no Brasil.

2star

2 respostas para “Crítica | O piloto de The Flash”

  1. Moacir Führ disse:

    Vi só o piloto e não fiquei com vontade de olhar o resto. Que pena, mas acho que é dificil fazer uma boa serie de TV de super herói.

  2. joao henrique Lopes disse:

    Que merda de critica, a série não é melhor que arrow e Demolidor mas cumpre muito bem o papel!!

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