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Por: Redação Ligado em Série

Coisas que você (provavelmente) não sabia sobre LOST

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Durante as suas seis temporadas mobilizou milhões de fãs de forma tão intensa que até hoje existe assunto para render. Por mais que eles tenham tentado buscar todas as informações possíveis sobre a série, tanto em relação aos bastidores quanto ao enredo, sempre aparece algo novo (ou que já foi esquecido). É por isso que reunimos aqui algumas curiosidades bem legais sobre a série para vocês conhecerem ou relembrarem.

A Criação

– Em seu primeiro rascunho, escrito por Jeffrey Lieber, a série tinha o nome de Nowhere. Aliás, Lieber somente é creditado como cocriador da série e co-roteirista do piloto. Como explica Alan Sepinwall em seu livro The Revolution Was Televised, a série foi baseada em um argumento do executivo da ABC Lloyd Braun, após ter assistido ao filme Cast Away (O Náufrago, com Tom Hanks) e Lieber foi chamado para conceber a série. Insatisfeito com o resultado do roteiro e dos tratamentos subsequentes, Braun chamou J.J. Abrams (que à época trabalhava em Alias) e Damon Lindelof para conceber o que hoje conhecemos como LOST. Lieber processou o canal e a produção e exigiu o crédito de criação. Ele é citado em todos os episódios da série, mesmo não tendo escrito nenhuma linha que foi efetivamente aproveitada.

O Episódio Piloto

– Ao contrário do que muitos acham, J.J. Abrams não escrevia a série, apenas cocriou e dirigiu o piloto. Depois ele seguiu como produtor executivo pela Bad Robot, sua empresa. Os showrunners – aqueles responsáveis por tocar os rumos narrativos da atração – efetivamente sempre foram Damon Lindelof (hoje em The Leftovers) e Carlton Cuse (hoje em Bates Motel e The Strain).

– Em uma das primeiras conversas entre J.J. Abrams e Damon Lindelof, este último sugeriu que os sobreviventes encontrassem uma escotilha no meio da floresta e passassem a primeira temporada tentando abri-la. Com duas horas de duração, o piloto custou 12 milhões de dólares e até hoje é considerado o mais caro da TV. O gasto aliás, considerado alto para os padrões da TV, custou o cargo do executivo chefe da ABC Lloyd Braun, o mesmo que encomendaria a série.

Elenco

– Inicialmente, J.J. Abrams queria que Michael Keaton interpretasse Jack, e o personagem deveria morrer ao longo do piloto da série. Já Forest Whitaker foi contratado para interpretar Sawyer (conseguem imaginar isso?), mas desistiu para assumir a direção do filme A Filha do Presidente. Dominic Monaghan fez teste para o papel de Sawyer, mas foi chamado para interpretar Charlie. Yunjin Kim fez primeiro um teste para o papel de Kate, já que Sun ainda não existia (foi criada posteriormente, quando conheceram a atriz e sua fluência em coreano). Daniel Dae Kin, também fluente no idioma, foi escalado para fazer par com Kim.

– J.J. Abrams viu Jorge Garcia em um episódio de Curb Your Enthusiasm e decidiu chamá-lo para o elenco. Ele também fez testes antes o papel de Sawyer, mas acabaram escrevendo o personagem Hurley especialmente para ele. Ao longo das temporadas, Hurley foi utilizado como alívio cômico e também realizava a “ponte” entre a série e o espectador, frequentemente fazendo questionamentos e levantando teorias que o próprio público fazia.

– Terry O’Quinn é o único membro do elenco principal que não precisou participar de testes. Ele já havia trabalhado com Abrams em Alias e era um desejo de J.J. tê-lo na série. O ator estava desempregado e recebeu a notícia no meio da tarde em sua casa: “Acho que tenho uma coisa aqui que você vai gostar“, disse Abrams. O primeiro ator a ser contratado para a série foi Ian Somerhalder (hoje em The Vampire Diaries), que interpretou Boone. Ele também foi o primeiro do elenco principal a morrer. O papel de Libby foi oferecido a Jennifer Jason Leigh, mas acabou indo para Cynthia Watros.

– Rodrigo Santoro foi escolhido por Cuse, que já conhecia seu trabalho em filmes como Bicho de Sete CabeçasLavoura Arcaica. O personagem Paulo, contudo, não agradou os fãs e tanto ele quanto Nikki, adicionados na terceira temporada como se fossem sobreviventes do acidente que nunca haviam sido mostrados, acabaram morrendo. Mais tarde os produtores admitiram que foi um “erro” introduzir novos sobreviventes do voo naquela altura da trama. Mesmo enterrado vivo, ele autografou nosso box da terceira temporada :D

– Carlton Cuse e Damon Lindelof queriam contratar Lance Reddick para o papel de Mr. Eko, mas ele estava ocupado gravando The Wire. O ator acabou entrando para o elenco na quarta temporada como um funcionário de Charles Widmore, Matthew Abaddon. Ele depois foi parte do elenco de Fringe, também produção de Abrams, como o Agente Broyles.

– O nome Mr. Eko foi criação do próprio ator Adewale Akinnoye-Agbaje, que deveria permanecer na série por quatro temporadas mas pediu para sair após uma. A desculpa dada pelo ator à época era sua dificuldade de se adaptar ao Havaí. O ator chegou a ser convidado para aparecer no último episódio, mas não chegou a um acordo financeiro com a produção e acabou de fora.

– O cachorro de Walt, Vincent, na verdade era uma labradora chamada Madison.

A Iniciativa Dharma e outras curiosidades

– Num primeiro momento, a Dharma Initiative era chamada de Medusa Corp. A narração dos comerciais da Hanso Foundation, que fundou a Dharma, é feita por Carlton Cuse. Já a voz que introduzia cada episódio, dizendo o clássico “previously on Lost“, era do então presidente da ABC, Lloyd Braun, que criou o argumento da série.

– O episódio de maior audiência na história da série foi “Man of Science, Man of Faith“, o primeiro da segunda temporada que teve pouco mais de 23 milhões de espectadores nos EUA. A título de comparação, “The End“, episódio final da série, marcou 15 milhões na audiência.

– O último número da famosa sequência de números da série – 4, 8, 15, 16, 23, 42 – foi uma homenagem de Cuse e Lindelof ao Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams, obra em que o número 42 é a resposta da grande pergunta sobre a vida, o universo e tudo o mais.

– Os números de LOST aparecem na vinheta da ABC Studios.

– Yunjin Kim teve que avisar Carlton Cuse que a língua que Jim estava falando na série não era coreano.

– No final bombástico da terceira temporada, Jack vai até uma funerária com o nome de Hoffs/Drawlar, que é um anagrama para flash-forward. Esse foi o primeiro episódio a utilizar esse recurso temporal narrativo. O caixão de Locke, por sua vez, é transportado da funerária para a van de uma empresa de limpeza de carpetes chamada Canton-Rainer, anagrama para reincarnation.

– Michael Giacchino, que criou a excelente trilha de LOST, usou algumas peças de um avião velho para compor os sons da percussão.

– NENHUM membro do elenco aparece em todos os episódios de LOST. Jorge Garcia é o que mais aparece, em 118 de 121 episódios. Na sequência vem os intérpretes de Jack, Kate, Locke, Jin, Sun e Sayid que apareceram em 117.

– Malcolm David Kelley, que interpretou Walt, tinha apenas 10 anos na primeira temporada e cresceu mais de 25cm até o final da série, por isso só pode aparecer nas cenas dos flashforwards mais adiante, para que o seu crescimento ficasse de acordo. O crescimento de Walt era previsto pelos produtores, por isso o garoto saiu de cena ao final do primeiro ano para que o desenvolvimento da trama não ficasse prejudicado

– O episódio preferido de Cuse e Lindelof é The Constant, o quinto da quarta temporada, centrado no personagem de Desmond Hume.

-Foi escrita uma cena que explicava quem eram as pessoas na perseguição no mar durante o quarto episódio da quinta temporada (The Little Prince), mas eles acharam melhor deixar sem resposta.

– Antes da sexta temporada começar, o site de viagens Kayak estava listando voos da Oceanic Airlines de Sydney para Los Angeles por $ 4.815,16 e taxas de $23,42.

– O mistério rondou o set durante as filmagens da sexta temporada. Nem os atores sabiam dos flash sideways, para que as atuações não fossem afetadas, e dois extras parecidos com Sun e Jin foram contratados para ficar do lado de fora da igreja da cena final, com roupas de festa, para os fotógrafos que rondavam pensarem que estavam filmando o casamento deles.

– Muitos quiseram uma recordação: Lindelof transformou a porta da escotilha em uma mesa de café, Cuse ficou com o relógio da contagem regressiva e Garcia com dois quadros do hospício. Evangeline Lilly guardou a carta que Sawyer escreveu ao homem responsável pela morte dos seus pais, mas ela foi perdida em um incêndio na casa da atriz em 2006. O Ligado em Série conseguiu uma lata de filme usado nas gravações da sexta temporada no Havaí. Ela nos foi presenteada por um dos executivos da Panavision em Los Angeles e seria “reciclada” como as outras se tivéssemos resgatado-a de uma pilha:

– As botas que Sawyer usou na série eram do próprio ator Josh Holloway. Elas eram parte do seu guarda-roupa há 12 anos.

– Jorge Garcia chorou quando leu o roteiro final. Muita gente chorou quando assistiu ;(

– E para fechar, vale destacar que os personagens não estavam mortos desde o início da série, como muitos até hoje pensam. Tudo na ilha foi real e, por dividirem tantas experiências juntos, acabaram se encontrando em um lugar especial para “seguir em frente” ;)

[Leia nossa crítica de The End, exibido em 2010]

3 respostas para “Coisas que você (provavelmente) não sabia sobre LOST”

  1. Thiago Jacomini disse:

    Apenas um erro, The constant foi centrado no personagem Desmond.

  2. Arnoldo Freitas disse:

    Na verdade todos os 6 números malditos aparecem na vinheta da ABC

  3. Heisen disse:

    O final de LOST é exatamente o mesmo de Titanic: Pessoas que passaram por uma experiência única em vida se encontram para seguirem juntas na pós vida…

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