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Por: Bruno Carvalho

Crítica | The Good Wife 6×01: The Line

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Em qualquer série que faz uma temporada agitada é normal de se esperar que o ano seguinte inicie mais calmo ou com alguma espécie de reboot da trama, reorganizando as peças para dar seguimento à trama. Assim, os roteiristas poderiam focar na transição de Diane para o Florrick & Agos e na guerra que invariavelmente seria travada com o Lockhart/Gardner & Channing pela clientela.

Mas não em The Good Wife. O sexto ano dá continuidade no exato momento em que a história foi deixada, com o agravante de que Cary foi preso sob a acusação de facilitar o tráfico de drogas de seu cliente mais controverso, o traficante Lemond Bishop, ampliando o caos natural que é o desligamento de um sócio fundador em um grande escritório de advocacia. Ora, como Diane vai levar seus clientes a uma nova firma start-up cujo principal acionista responde por um crime tão grave?

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Essa é a The Good Wife que conhecemos e quem acompanha a série até aqui não pode ficar surpreso com o baque que essa estreia trouxe, aliado aos demais acontecimentos que provam que os roteiristas sabem muito bem como lidar com múltiplas tramas desconexas de forma ordenada, fluida e que enriquecem a história em todos os seus aspectos.

No centro temos Alicia Florrick tendo que lidar não apenas com a prisão do sócio, mas também com a necessidade de levantar fundos para a fiança e com os interesses divergentes de Eli na campanha da própria para procuradora do Estado; campanha esta que nem ela sabe que já foi iniciada. Fazendo valer seu recém Emmy de melhor atriz, Julianna Margulies retorna com a excelência de sempre, compondo Alicia como uma personagem complexa e, ao mesmo tempo, serena diante de tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo.

Mas o destaque deste capítulo vai mesmo para Matt Czuchry, que demonstra muito bem como seu personagem Cary Agos perdeu totalmente o controle da situação justo no momento mais delicado de sua carreira. Acuado, amedrontado e atônito com a prisão, Agos – que sempre confiou apenas em si mesmo – se vê obrigado a colocar o seu destino na mão de terceiros, em especial do poderoso Bishop. E até que ponto é válido manter em sua carteira de clientes um criminoso notório, sob a contínua desculpa de que o escritório apenas trata dos “negócios legítimos” – leia-se “lavagem de dinheiro – do sujeito?

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Lidando com questões morais, éticas e jurídicas em cada frame, The Good Wife retornou em sua melhor forma, sabendo utilizar, com maestria destaca-se, o belíssimo texto que dispõe aliado às fortes personagens que desenvolveu nos últimos anos. Sem jamais ser óbvia – note como não há aqui nenhum flashback ou explicação fácil para relembrar o público de qualquer fato -, a série mapeia este início de temporada convicta de ser a melhor produção dramática no ar na TV norte-americana, posto que dificilmente perderá tão cedo.

5star

2 respostas para “Crítica | The Good Wife 6×01: The Line”

  1. RD disse:

    The Good Wife voltou com tudo! É um grande prazer voltar a ver os melhires episódios em exibição da atualidade!

  2. Diogo Stelmach disse:

    Baita série! Depois de Breaking Bad é a melhor de todas disparado da atualidade!!!

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