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Por: Davi Garcia

LOST: 10 anos depois

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E lá se vão dez anos que embarcamos na inesquecível jornada chamada LOST. Foi num 22 de Setembro como esse de hoje que, ao estrear com a proposta de tentar fazer diferente, a série começou a conquistar milhões de fãs mundo afora estabelecendo-se como uma das maiores e melhores de todos os tempos. Se LOST foi uma série perfeita? Não, não foi (que série foi/é?), mas passados dez anos desde sua estreia, a certeza de que testemunhei e fiz parte de uma das experiências televisivas mais significativas e impactantes de todos os tempos só não é maior que a saudade que tenho da série e do que ela representou para mim.

LOST foi aonde nenhuma outra produção jamais tentara ir. Como produção mainstream da TV aberta americana, a série ousou explorar, através das mais diversas alegorias, questões que no mundo real não tem respostas definitivas. Assim, quando em dado momento da última temporada o Homem de Preto diz que a pergunta que todos aqueles personagens deveriam fazer era ‘Por que vocês estão nessa ilha?’, encarávamos, numa sútil metáfora, aquela que é justamente a maior dúvida do ser humano, ‘Por que estamos aqui?’

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Os roteiristas de LOST obviamente não responderam essa e outras questões existenciais que tomaram forma ao longo da série, mas apontavam, episódio após episódio, que tipo de perguntas deveríamos fazer para que nós mesmos encontrássemos essas resoluções. Nisso, à medida em que acompanhávamos os dilemas morais que se desenvolviam nas muitas reviravoltas da história, pudemos sempre encarar a oportunidade de nos perguntar, ‘Como eu reagiria nessa situação?’. E nesse sentido, como nenhuma outra, LOST nos fez questionar as noções que temos de certo e errado, e talvez até mesmo reavaliar opiniões ou coisas em nossas vidas que tínhamos como verdades absolutas.

Vida, morte, renascimento, esperança, redenção, raiva, tristeza, dúvidas, solidão, ganância, vingança, compreensão, união e amor. LOST falou disso tudo e sobretudo sobre a dicotomia entre o instinto de preservação individual e o de aceitar o sacrifício por algo maior ou alguém. Ao colocar vários de seus temas em oposição – preto/branco, bom/mau, certo/errado, destino/livre arbítrio – LOST nunca se furtou em apresentar argumentos para ambos os lados corroborando a ideia de que a verdade quase sempre se encontra em algum ponto no meio do caminho e que não existem respostas fáceis para grandes questões.

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Nesse contexto, a saudade e a gratidão por tudo de bom que LOST representou para mim (e para muitos de vocês, acredito) será sempre grande, mas no dia em que celebramos os dez anos da série, é hora de lembrar e seguir em frente, como nos diria Christian Shephard e também de alimentar o desejo de que, eventualmente, We (will) Have to Go Back!

Veja nossa cobertura do Dharma Day sobre os 10 anos de LOST:

*Texto adaptado a partir do original que marcou o fim do saudoso Dude, We Are LOST!

3 respostas para “LOST: 10 anos depois”

  1. Thiago L. F. Moraes disse:

    Caramba que saudade da época que acompanhava LOST e depois corria para ler os comentários no Dude, We Are LOST! :’). Ainda é muito gostoso reassistir os episódios da série. Lembrando que existe a LOST ENCYCLOPEDIA, recheada de informações e imagens da série em 400pg.

  2. Ricardo Pereira disse:

    Série perfeita? Apenas Sopranos e The Wire. Mas Lost, com suas qualidades e defeitos foi, sim, importante demais!

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