Crítica: A promissora estreia de Agent Carter, nova série da Marvel
Crítica: A promissora estreia de Agent Carter, nova série da Marvel

Crítica: A promissora estreia de Agent Carter, nova série da Marvel

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Anunciada quase como uma série tampão para o hiato da segunda temporada de Marvel’s Agents of Shield (que melhorou muito em relação ao primeiro ano, diga-se de passagem), Agent Carter nunca chegou a me deixar efetivamente empolgado antes de sua estreia. Afinal, como crer que uma personagem coadjuvante introduzida no primeiro filme do Capitão América pudesse ter apelo suficiente para protagonizar outras histórias sem que o herói fizesse parte delas? Pois é, mas aí os meses passaram, os primeiros teasers foram surgindo e o inevitável hype em torno da nova produção derivada do universo cinematográfico Marvel fez o trabalho de alimentar uma ponta de curiosidade em torno da série. Dito isso, depois de ver a estreia do show, ocorrida no dia 6 de janeiro nos EUA, posso finalmente deixar para trás aquela desconfiança inicial e dizer sem medo: que ótima e agradável surpresa é Agent Carter.

Leve, divertida, eficiente como aventura clássica e com uma (bela) protagonista muito mais interessante (porque tem mais a dizer e fazer) que aquela dos filmes, a série deu um belo ponta-pé inicial em sua curta jornada inicial de oito episódios. Contando com uma ambientação cuidadosa da década de 40 (os figurinos, por exemplo, estão ótimos) e abraçando logo de cara um tom de thriller de espionagem, não é exagero dizer que Agent Carter surge, de fato, como uma versão Marvel épica de Alias que no entanto carrega um missão bônus: estabelecer uma personagem feminina forte e carismática num meio totalmente dominado por machistas retrógados (e que são claramente bem menos competentes que ela na função) ao mesmo tempo em que desenvolve histórias que se relacionem com conceitos e elementos apresentados em Capitão América – O Primeiro Vingador, e que sejam atraentes sem que precisem necessariamente apelar para o fan service gratuito e sem propósito para a trama.

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Nessa perspectiva, ainda que Agent Carter sofra os efeitos de um orçamento reduzido (comparado aos filmes, claro) que acaba limitando sequências de ação mais elaboradas e empolgantes – nesses dois primeiros episódios vemos basicamente correrias e explosões, ela tem em Hayley Atwell seu grande trunfo. Inspirada na composição de Peggy Carter, a bela atriz inglesa constrói uma personagem que vai bem além daquela que só havíamos visto nos filmes e que se revela sempre inteligente (na maneira como encara seus pares na agência) além de determinada e convincente no esforço de levar uma vida dupla e nos embates que experimenta relacionadas às operações secretas com as quais se envolve. Além disso, reforçando a ligação de Peggy com Howard Stark (sim, o pai do Tony/Homem de Ferro) através de Jarvis, o suposto e misterioso mordomo do milionário inventor, a série consegue tanto criar uma trama central intrigante e perfeitamente sustentável pelos oito episódios (relacionada ao roubo de armas criadas por Stark) bem como uma relação curiosa e de ótima química entre os personagens mesmo que a tensão sexual entre eles inexista.

Preocupando-se ainda em reiterar o apego de Peggy à memoria do Capitão América, Agent Carter acerta também ao desenvolver de forma bem contundente a ideia de uma protagonista que idealiza o que seria seu homem perfeito, mas que jamais permite que sua vida gire em torno disso. E assim, ao passo em que abre mão da escolha fácil que seria a de explorar o conceito de uma mulher frágil que precisa ser resgatada pelo herói imponente, a nova série da Marvel nos reapresenta a uma personagem emocionalmente forte e independente e que surge efetivamente como uma heroína sem poderes, mas absolutamente capaz de salvar o dia.

4star

Agent Carter ainda não tem previsão de estreia no Brasil.

Um comentário

  1. Jonas

    Acabei de assistir o primeiro episódio, foi muito legal! Não fiquei entendiado nenhum momento, é uma série de aventura que vale a pena!

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