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Por: Redação Ligado em Série

Crítica | Community 6×11: Modern Espionage

community 6x11

[com spoilers do episódio 6×11] Dentro da mitologia communityana, não é o fogo que foi roubado dos deuses e entregue aos homens, e sim o paintball: catalisadora de dois dos melhores episódios da série, a atividade pode ser vista como algo sagrado que veio à terra para nos proporcionar narrativas épicas de entre vinte e trinta minutos. E, mesmo com a pressão, Modern Espionage chega chutando a porta e completando com muita vitória a trilogia paintballesca.

Curioso notar que, mesmo repetindo a temática, Modern Espionage se diferencia ao investir em uma abordagem mais relacionada aos filmes de espionagem com equipes multidisciplinares e menos relacionada a coisas apocalípticas etc. Assim, temos uma trama misteriosa que obriga o Grupo de Estudos a percorrer as etapas de investigação tão presentes nesse tipo de filme – descobrir quem é o fornecedor, descriptografar e-mails, coletar informações, descobrir quem é o misterioso assassino, usar comunicadores na orelha, resolver a situação durante uma festa, esse tipo de coisa.

E são vinte e oito minutos de puro sorriso no rosto. Como sempre, Community se apropria da linguagem padrão do gênero para construir sua história de forma natural. A coisa nunca descamba para a paródia descontrolada (como o próprio Abed cita), ao contrário, a seriedade que impregna a narrativa torna tudo ainda mais engraçado, principalmente pela intensidade com que Jeff e Frankie encaram a situação. Através de uma câmera na mão, alguns zooms ágeis, coreografias elaboradas (piruetas no ar, atiradores escorregando em mesas) e uma montagem dinâmica, a linguagem do episódio chama na espionagem total e constrói uma atmosfera envolvente de urgência (por incrível que pareça). Há uma clara evolução na história de Modern Espionage, e, quando chega o clímax, estamos realmente curiosos para saber quem é o vilão e realmente envolvidos na trama, mesmo que os elementos/motivações sejam (propositalmente) mais ridículos do que renovar Gotham para a segunda temporada.

Conseguindo pular entre diversas sequências que abordam diferentes momentos/cenários (a cena inicial, a discoteca do Club Club, a reunião na sala, a festa), Modern Espionage mantém sempre algo diferente e interessante acontecendo em quadro, além de despejar o tradicional brilhantismo da série em diversas ocasiões (“foi instinto, não consigo não ser badass“, “a primeira regra do Club Club é que não é um clube da luta“, os codinomes todos relacionados a algum intérprete do Batman). Mais uma vez, Community canaliza a inspiração total através do paintball, e só o que pode ser comentado a respeito de Modern Espionage é o seguinte: tá pouco paintball, manda mais paintball.

5star

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