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Por: Redação Ligado em Série

Crítica | BoJack Horseman, 2ª temporada

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Após uma primeira temporada que começou irregular e melhorou muito até seu último episódio, a animação original da Netflix Bobjack Horseman não perdeu o pique neste segundo ano e conseguiu manter o humor ácido e sem dó em criticar o submundo dos mega-astros de Hollywood (ou Hollywoo, se preferir) e ainda flertou com o drama.

Agora Bojack (Will Arnett, Arrested Development) colhe os louros do sucesso de sua biografia vencedora do Globo de Ouro (!) e  quer ser considerado um ator de verdade, e não uma subcelebridade que vive do passado. Em meio a isso, o cavalo-humano ainda precisa lidar com alguns traumas, como sua relação com a mãe amargurada ou o fato de ter abandonado seu melhor amigo, que morreu de câncer.

Com maior destaque para os personagens secundários, o ano dois de Bojack Horseman mostra também sua “ghostwriter” Diane Nguyen (Alison Brie, Community) em busca de reconhecimento como escritora, a agente felina Princess Carolyn (Amy Sedaris, Alpha House) na luta por independência profissional, além de lidar com o namorado cheio de segredos (que ela continua sem desconfiar que é uma criança vestida de adulto) e Todd (Aaron Paul, Breaking Bad), que entra para um misterioso grupo de comédia de improviso.

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A animação criada por Raphael Bob-Waksberg (leia nossa entrevista com ele) soube lidar com todos esses personagens com um humor certeiro, seja nos diálogos ou nas situações totalmente nonsense, insere dramaticidade nos momentos certos (como no penúltimo episódio da temporada, que é puro drama) e só erra um pouco a mão na história de Diane, que soa forçada e meio sem sentido no final.

Destaque também para as participações especiais de Lisa Kudrow (eterna Phoebe Buffay de Friends) no papel de uma coruja produtora de televisão que ficou 30 anos em coma e não conhece a fama de Bojack Horseman (o que ele acha ótimo), assim como Daniel Hadcliffe  Harry Potter) que participa do programa de Mr. Peanutbutter em um dos episódios mais engraçados da temporada, e de um certo ex-beatle (spoiler alert).

Repleta de outras vozes talentosas e muitas referências à cultura pop, Bojack Horseman é mais um belo acerto da Netflix em matéria de conteúdo original.

4star

Uma resposta para “Crítica | BoJack Horseman, 2ª temporada”

  1. Michael Bryant disse:

    melhor série de animação que eu já vi

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