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Por: Bruno Carvalho

Crítica | #Limitless surpreende com eletrizante piloto

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Hollywood é sempre previsível, mas às vezes surpreende. Quando noticiamos que Limitless, filme com Bradley Cooper e Robert DeNiro, seria adaptado para a telinha, eu tinha certeza que viria por aí mais uma série genérica e caça-níquel, que ficaria à sobra da obra original como costumeiramente ocorre. Vide, por exemplo, Minority Report, piloto da FOX fraquíssimo e que já pode ser considerado o primeiro flop desta Fall Season.

Mas Limitless foi na contra-mão e trouxe um episódio de estreia verdadeiramente interessante e que tem o potencial de ampliar e até superar o do longa de 2011, mesmo que claramente na roupagem procedural que a CBS tanto gosta. A premissa é simples: Brian Finch (Jake McDorman) é um músico sem perspectiva de futuro que acaba “ficando pra trás” enquanto todos à sua volta parecem ter seguido em frente em suas vidas e carreiras. Isso muda quando ele entra em contato com a droga NZT, uma pílula sintética de origem desconhecida que “destrava” todo o potencial do cérebro humano e permite que seu usuário tenha o domínio completo de toda a sua capacidade física e mental.

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De cara o que chama atenção no piloto de Limitless é a linguagem interessante que a série cria, distanciando-se de produções esquemáticas e sem característica que costuma permear os derivados na TV. Ambiciosa e ousada, a direção adota uma série de recursos como travellings em imagens estáticas, câmera subjetiva e muitas cores para emular o “efeito” da droga em tela, empregando cortes secos e rápidos para tornar a ação eletrizante e eficiente, sem deixar o espectador confuso com o que está vendo na tela.


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Assim que Brian toma a substância, ele descobre que o amigo que o introduziu a este mundo fora vítima de um crime e acaba ajudando a agente Rebecca Harris (Jennifer Carpenter, retornando à TV após Dexter) na busca pela origem do NZT. Ele também recebe a visita de Edward Mora (Bradley Cooper, represando seu papel do filme), que promete ajudá-lo a manter seu organismo sob controle – ainda que com a desculpa para permitir a estrutura serialiazada – em troca de um favor para a sua futura corrida presidencial.

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O roteiro, embora esquemático aqui e ali (afinal, é CBS), é inventivo o suficiente para evitar que a produção se torne um espelho do que vimos na telona e promete ampliar a conspiração em torno da pílula mágica, já que a personagem de Harris teve o pai diretamente afetado pelas consequências do uso prolongado. Divertida e ágil na medida certa, Limitless é a primeira agradável surpresa deste Fall Season e possui todos os elementos para estabelecer-se como um must see da temporada, algo que está a cada ano mais raro de se encontrar.

4star

No Brasil a série é exibida pelo canal Space toda quinta às 21h45, com reprises aos sábados 13h e domingos 0h, com áudio original e legendas.

5 respostas para “Crítica | #Limitless surpreende com eletrizante piloto”

  1. Leonardo Damaso disse:

    Show

  2. Fredinho Sólon disse:

    Gostei demais desse pilot e estou ansioso pelos próximos episódios .

  3. Josias de Carli disse:

    Essa série é a que mais me animou nas estreias dessa fall e a audiência tá legal nos EUA o/

  4. Anônimo disse:

    O que deixa a serie não tão bom quanto o filme é o fato dele depender da vacina
    no filme o protagonista criou a própria cura ele também deveria fazer o mesmo usar
    a inteligencia conhecimento pra ajudar a não ser um zero a esquerda, no início achei
    que ele faria as coisas parecidas com o que o Edward Mora fez no filme, mais ao decorrer
    dos episódios vi que ele continuará a ser um zero a esquerda sem o NZT isso deixou o critério da
    seria um pouco abaixo do que esperava.

  5. julio disse:

    Confesso que não esperava tanto da serie, mais é otima te faz rir das frustrações do protagonista à aspirar por uma carreira de verdade ,sem contar Jennifer Carpenter que é otima e mata um pouquinho da saudade da serie dexter

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