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Por: Bruno Carvalho

Crítica | A viciante The Catch, nova série produzida por Shonda Rhimes

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Olá meu nome é Bruno e sou um viciado em séries. Estou há 1 ano, 6 meses e 9 dias sem assistir a uma série produzida por Shonda Rhimes. Bom, eu estava. Tive uma recaída e assisti ao piloto de The Catch. E é viciante.

Escrita e criada por Kate Atkinson e Helen Gregory, o drama apresenta dois grandes dilemas, um em tela e o outro fora dela. Em tela conhecemos Alice Vaughan (Mireille Enos, excelente), uma consultora de segurança especializada em fraudes (adoro esses empregos que eles criam) que trabalha numa grande firma que pega farsantes e golpistas no ato e é extremamente bem sucedida no que faz. Contudo, inadvertidamente ela se vê vítima de um desses golpistas no lugar onde menos imaginaria: dentro de sua própria casa. Quando seu noivo e galã Benjamin Jones (Peter Krause, de Six Feet Under) revela ser uma espécie de Sawyer de luxo e leva todo o dinheiro e informações sigilosas da moça, ela entra em um profundo conflito ético e moral sobre a sua própria competência.

Fora da tela temos que lidar com o contrato social inerente a todas as séries com o selo Shondaland. Elas são viciantes, cheias de reviravoltas, bem produzidas, tematicamente interessantes (resumindo, viciantes), mas exigem uma contrapartida grande: assistí-las é fazer um pacto com o tempo e aceitar que serão produções duradouras e que invariavelmente vão desandar quando você estará pesadamente investido nos personagens.

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Porque Shonda sabe escolher os projetos que escreve ou produz. Foi assim com Grey’s AnatomyPrivate PracticeScandal (lembra o boom que foi e depois a turma dizendo que se perdeu após a terceira temporada?) e agora está todo mundo ainda meio apaixonado por How to Get Away with Murder. Eu consegui escapar dessa, mas não sei se terei o mesmo sucesso com The Catch.

Primeiro porque ela começa como uma série plot driven das melhores, ou seja, completamente motivada por sua irreal, mas irresistível trama que se desenvolve a passos largos de forma orgânica. É um jogo de gato e rato incrível, aquela que tem e terá reviravoltas a cada retorno de break.  Tem a Mireille Enos de The Killing mais femme fatale do que nunca dominando praticamente todos os frames e a Sonya Walger de LOST como, aparentemente, a grande vilã. O drama tem os seus clichês, mas sabe dar a volta neles e surpreender, especialmente quando Alice descobre que seu algoz de longa data, Mr. X, é o seu agora ex-noivo. Destiná-la a caçá-lo, a série estabelece sua premissa de forma completamente satisfatória. É uma mistura de Prenda-Me Se For Capaz com Dirty Sexy Money. É redondinha. E com isso fico preocupado.

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Mas esse é o problema e que ainda não decidi se invisto pra ver a série quebrar a minha cara ou confirmar as minhas suspeitas. Afinal, como eles vão ficar nesse jogo por muito tempo? Por uma temporada inteira? Uma hora isso vai desandar e eles vão ficar dando voltas no roteiro, né? Né? NÉ???!!!

Pois é, lá vou eu de novo investir meu escasso tempo em uma série com o selo da tia Shonda, algo que jurei não mais fazer pelo bem da minha vida social. Mas não deu. Esse piloto é muito bom. Tem o melhor roteiro do mundo? Não. Suas transições de tela são psicodélicas e esquisitas? São. Mas quero muito ver o que vem por aí. Só mais alguns…

Só mais alguns…

4stars

(The Catch 1×01: Pilot)

7 respostas para “Crítica | A viciante The Catch, nova série produzida por Shonda Rhimes”

  1. Flavim Rafalovschi disse:

    Somos todos Shonda Rimes’s Bitch !

  2. Priscila Dos Santos disse:

    O Ben não é marido da Alice, era noivo dela. E eu gostei da série. Tem tudo para dar certo.

  3. Adriana Leão Frassati disse:

    Não vi ainda, mas essa do marido/noivo ser o vilão me lembrou Fringe… e sinto que alguma outra série que tem essa premissa, mas não tô lembrando. Nada de mais, só pq lembrei hehe

  4. Correto, my bad.

  5. Wed Matoso disse:

    Com a Shonda é assim: se vc ama um personagem, ele vai morrer.

  6. Vivian Rosa disse:

    Cara, Mireille Enos e Peter Krause? Eu escolho sofrer, preciso assistir isso aí.

  7. aleguarita disse:

    “Afinal, como eles vão ficar nesse jogo por muito tempo? Por uma temporada inteira? Uma hora isso vai desandar e eles vão ficar dando voltas no roteiro, né? Né? NÉ???!!!”

    Pois é… muitas séries investem pesado em um roteiro que não dá pra ir além de uma (ou meia) temporada sem que fique num lenga lenga de filler.
    Ainda assim me interessei em assistir

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