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Por: Bruno Carvalho

Crítica | X-Men: Apocalipse

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Assim como aconteceu com a trilogia clássica de X-Men, essa nova iteração ambientada anos antes foi precedida de dois capítulos competentes (X-Men: Primeira ClasseX-Men: Dias de um Futuro Esquecido) para então ter seu terceiro ato completamente arruinado por um longa espetaculoso e sem inventividade.

O filme abre milhares de anos atrás num Egito antigo totalmente iluminado por LED e efeitos visuais escandalosos, mostrando o momento em que o vilão En Sabah Nur, vulgo Apocalipse (uma espécie de Ooze dos Power Rangers com uma maquiagem pior e que esconde o talento do ator Oscar Isaac) está se preparando para trocar de corpo quando é sabotado por um grupo de insurgentes. Adormecido por muitos anos, ele retorna em 1983, dez anos após os eventos do filme anterior, para tocar o terror geral, já que o mundo passou a idolatrar falsos líderes (presidentes) com falsas armas (bombas nucleares).

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Ensaiando uma discussão sobre a Guerra Fria em seu ápice e sobre a condição social dos mutantes, a dicotomia dinvindade x mutação e assuntos correlatos, X-Men: Apocalipse logo abandona qualquer aprofundamento nos temas para dar lugar à uma trama que repete por inúmeras vezes toda a dinâmica que já vimos nos cinco filmes anteriores da franquia (e nos demais 1.000 Wolverines), em especial aquela batida entre o Dr. Xavier e Magneto que começam amigos, ficam inimigos e meio que voltam a ser amigos no fim e fica por isso (até o próximo filme).

Além disso, gasta tempo excessivo para apresentar e/ou reapresentar a inchada quantidade de personagens, alguns deles vividos por atores bem menos talentosos que os seus pares originais, como é o caso da performance sofrível de Sophie Turner (Game of Thrones) como Jean Grey ou da inexpressiva Tempestade de Alexandra Shipp. Isso sem contar na inexplicável performance de Jennifer Lawrence como Mística, que empalidece diante de todos os papeis que já interpretou na carreira.

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Mas o grande problema de X-Men: Apocalipse é a necessidade de ser megalomaníaco, querendo conferir caráter de urgência aos eventos narrados, quando jamais é possível ter alguma sensação de perigo por qualquer um dos personagens em tela. Também não tememos quando cidades inteiras são destruídas no plástico apocalipse, já que o fraco roteiro sequer é capaz de estabelecer uma conexão emocional com quem quer que seja (humano ou heroi), o que é ainda mais prejudicado pelo excesso de efeitos visuais pasteurizados que praticamente toma conta de todas as DUAS HORAS E VINTE E QUATRO MINUTOS de exibição. Isso resulta em cenas extremamente desinteressantes e arrastadas emendadas por incontáveis minutos de diálogos superficiais e que não levam a lugar algum.

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De fato, o único momento em que o filme realmente diverte é, novamente, quando o personagem Mercúrio surge em tela e protagoniza a melhor sequência de toda a franquia e uma das melhores vistas em uma produção de heroi (única coisa que me fez dar duas estrelas ao filme em vez de uma). Infelizmente o mesmo não pode ser dito acerca da óbvia aparição de Wolverine (com indícios de Arma X) que, graças à “PG-13-zação” desses filmes, executa diversos soldados inominados no já clássico balé de lâminas que derrama apenas alguns mililitros de sangue.

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Palco de uma das batalhas mais mecânicas já vistas em um exemplar do gênero – aquela última no atual Egito “devastado” em um soundstage de Los Angeles -, X-Men: Apocalipse apaga completamente os avanços dos reboots de época da nova franquia e nivela-se com outras bombas como Quarteto FantásticoHomem de Ferro 3ThorThor 2 e, é claro, o horrível X-Men: O Confronto Final. Uma pena.

“A gente concorda que o terceiro filme é sempre o pior” – Jean Grey

Pelo menos é um filme com auto-consciência.

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14 respostas para “Crítica | X-Men: Apocalipse”

  1. Matheus Maggi disse:

    Que chatice essa review hein!
    Não precisou mais que um parágrafo para eu parar de ler porque sabia que ia do nada ao lugar nenhum!

  2. Fábio Adm disse:

    A leitura hoje em dia é uma atividade pra poucos… No seu caso vai assistir uma review no YT que dá mais certo. Eu achei o texto embasado e completo, bem diferente das porcarias de críticas que tomaram conta da internet,,,

  3. Anderson Lima disse:

    Crítica é uma opinião pessoal, mesmo que a pessoa tente ser impessoal.

  4. Sim, crítica é pessoal e parcial. E sempre será. ;)

  5. Matheus Maggi disse:

    O problema não é a crítica, e sim a maneira como foi criticada!

  6. Francisco Pedro disse:

    Só pq vc nao concorda com a review ela é ruim?

  7. Emerson disse:

    Vou assistir hoje ainda, depois penso se concordo ou não com a critica. Mas agradeço a Deus por não ser tão exigente com um filmes (ou outros entretenimentos), porque assisti os outros classificados como bombas (Quarteto Fantástico, Homem de Ferro 3, Thor, Thor 2, X-Men: O Confronto Final) e, com exceção de Quarteto e Confronto final, que realmente são bem ruins, os outros até achei “agradaveis/bons”, ou ao menos, só esperei o que pode-se esperar de um filme de herói: entretenimento.

  8. JohnnePTC disse:

    Duas estrelas para essa abominação??? Foi bem generoso.

  9. Luís Carlos Barros disse:

    Permita-me discordar, não sei se foi porque, desde que anunciaram, achei que fosse ser uma merda completa, principalmente após ter visto os trailers, mas eu saí do cinema bem mais satisfeito do que quando saí de Dias de Um Futuro “Que Queria Esquecer”. Talvez por ter visto pela primeira vez em muito tempo um Ciclope com algum protagonismo, talvez por ter visto os X-Men agirem como equipe de fato ou por pelo menos terem dado uma justificativa decente pra termos a Mística 90% do tempo na forma Katniss ou pela história não ter sido forçada a girar em torno do excelente, mas batido, Wolverine de Hugh Jackman. Pra mim, cuja única referência dos X-Men é a animação dos anos 90, a equipe será sempre Ciclope, Jean, Wolverine, Tempestade, Fera, Vampira e Gambit, com uma ou outra participação, o que já faz com que esse filme, na pior das hipóteses, me deixe um pouco mais otimista para um próximo. De fato o vilão (como em 99% dos filmes de personagens da Marvel) e o roteiro deixam a desejar, mas o filme merece alguma boa vontade.

    PS: Só vejo os X-Men realmente darem certo no cinema se/quando seus direitos retornarem para a Marvel tocar o projeto… Quem sabe daqui mais uns 5 ou 6 anos, pós Guerra Infinita né?

  10. sihombing disse:

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  11. Gleibson Acácio disse:

    O roteiro não é um primor, Apocalipse funciona mais como um catalisador pra unir todos do que um vilão de fato e o filme não encerra a trilogia, mas sim deixa brecha pra mais filmes… mas é legal pra assistir comendo pipoca! kkkk

  12. Leonardo disse:

    Discordo totalmente…Esse filme foi o melhor de todos da franquia X-Men e um dos melhores filmes de heróis já feito…no final eu estava quase batendo palma no cinema…mas é pra quem é fã de X-Men

  13. Leonardo D. Lourenço disse:

    Achei o filme bem fraco e dispensável, o maior vilão dos X-Men não me causou sentimento nenhum,o “Ápoca” dos desenhos e quadrinhos é muito superior. Roteiro fraco e produção megalomaníaca,me senti vendo um Transformers que só é bem produzido e não tem conteúdo nenhum. Larguei de mão de esperar algo dos longas dos mutantes. Uma grata surpresa foi Deadpool,mas ainda sinto saudades da sensação boa que senti vendo X-Men 2.

  14. Anderson Lima disse:

    Bom filme. Alguns erros na crítica: primeiro, não tivemos reboot algum de X-men. Os filmes foram construídos de forma que os 3 últimos estivessem em outra linha temporal, não caracterizando reboot algum. Segundo, as batalhas foram ótimas, assim como os efeitos. O final foi simplesmente sensacional. Terceiro, a cena do Peter foi bem pior que a do primeiro filme. Não foi engraçada e nem maior que a primeira.

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