Crítica | Legion é a série de herói mais promissora do ano
Crítica | Legion é a série de herói mais promissora do ano

Crítica | Legion é a série de herói mais promissora do ano

Noah Hawley é um nome para se ficar atento em Hollywood, desde que ele estreou apadrinhado pelos irmãos Coen na condução de Fargo, série baseada no filme homônimo de 1996. O FX me chamou para assistir à nova empreitada televisiva da Marvel na última semana e saí de lá muito, mas muito contente com o que vi.

Esqueça as histórias de origem que se acumularam na TV e no Cinema nos últimos anos: Legion começa in media res (já com a trama em estágio avançado) trazendo as perturbações de David Haller (Dan Stevens, Downton Abbey) em um interrogatório. Diagnosticado como esquizofrênico pela autoridade presente, mal sabe o agitado jovem que ele é um dos mutantes mais poderosos que já existiu (em uma das vertentes das HQs ele é filho do Professor Xavier). Ambientada no universo dos X-Men (mas pelo menos no piloto sem grandes referências diretas), a série é a produção de herói mais promissora do ano.

Legion não faz a menor questão de explicar ao espectador o que está ocorrendo. Pior, a produção quer de todo jeito bagunçar a nossa cabeça, mas o faz para emular o desalinho mental do seu protagonista através de uma montagem frenética, cortes abruptos (com raccords – transições de cena – maravilhosos) e uma estrutura narrativa com a linearidade fragmentada. Complicada, sim, mas jamais confusa, a série exibe um piloto de mais de uma hora apresentando os personagens que acompanharemos ao longo da temporada e uma ambientação que remete ao realismo mágico.

Stevens, aliás, se mostra logo de cara como a escolha perfeita para o papel, alternando entre o inofensivo e o ameaçador à medida em que começa a tomar conta de sua natureza como mutante. No hospital psiquiátrico intitulado Clockworks, que não coincidentemente remete fisicamente ao filme Laranja Mecânica (A Clockwork Orange), encontramos outras figuras pitorescas como Lenny Busker (Aubrey Plaza, sempre excelente) e Rachel Keller (Syd Barrett), que possui um interessante e útil poder.

Peculiar, a série abre mostrando que não existirão amarras sobre a sua forma ou estrutura, incluindo – de forma justificada – até mesmo um número musical à la Bollywood e inúmeras subversões de expectativa. Esteticamente impecável e tematicamente ambiciosa, Legion prova com seu episódio piloto que consegue fugir da pasteurização do gênero – e aí incluo todas as séries de herói Marvel/Netflix e DC – trazendo um produto realmente novo, interessante e intrigante.

A série estreia no Brasil no dia 9 de fevereiro às 22h30 pelo canal FX, no dia seguinte à exibição norte-americana. O episódio estará disponível no aplicativo da FOX e as reprises serão às segundas e quintas às 01h30, sábados às 09h e domingos às 12h30.

10 comentários

  1. Magnosama

    Mas eu achei esse primeiro episódio chato,
    mas muuuuito chato, misericórdia…
    Torcendo pra que as coisas melhorem depois do acontecimento que encerra o ep…

  2. curiosa gospel

    não considero uma série de herói e nem nos HQs ele era realmente herói
    parece que nos sites a moda é tratar essa série como a descoberta do século

  3. Andre luiz santos

    Achei tremendamente chato..e aparentemente a despeito das criticas positivas pelos “críticos” os números da audiência segundo o deadline foi, na falta de uma definição melhor, mais ou menos..

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