FOTO: AMC

Por: Bruno Carvalho

Assisti a dois episódios The Walking Dead: World Beyond e…

Bom, vamos lá. O canal AMC me antecipou os primeiros dois episódios de The Walking Dead: World Beyond, o segundo spin-off de The Walking Dead que estreia hoje às 22h e que será uma “série limitada” de duas temporadas. A premissa, que não é ruim, é a de acompanhar um novo grupo de sobreviventes do apocalipse zumbi pela perspectiva de adolescentes que cresceram nessa nova realidade. Além disso, a trama mostrará um pouco mais da organização intitulada República Cívico-Militar, parte de uma organização maior, a “Tríplice Aliança“, cujo logotipo composto por três círculos é visto nas outras séries, e da qual a comunidade dos jovens faz parte, no estado do Nebraska.

Aqui conhecemos as irmãs Iris (Aliyah Royale) e Hope (Alexa Mansour) cujo pai foi recrutado pela tal organização para potencialmente ajudar na “cura”. É então que começa o festival de “mais do mesmo” que já vimos nos 15 anos somados das outras séries do The Walking Dead Universe, mas com um fator complicador: a tal perspectiva dos jovens.

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A série foca seus dois primeiros capítulos na fuga de um grupo deles para – sem nenhum preparo ou experiência para lutar contra os Walkers (aqui chamados de Vazios) – buscar o pai das irmãs, que supostamente está “em algum lugar” no estado de Nova York. Sim, sério. E nisso, outros dois membros mais “sêniores” da tal comunidade saem em busca dos jovens, o que acaba entregando duas narrativas, somadas a flashbacks sobre tempos mais conturbados (a ambientação está um pouco à frente dos eventos de The Walking Dead, ou seja, pouco mais de 10 anos desde que vimos Rick acordar).

O elenco jovem é insosso e as situações apresentadas, como falei, nada mais fazem que emular o que já vimos à exaustão nas outras produções da franquia, soando obviamente como um esforço puramente financeiro para manter o tal universo ativo. Os únicos pontos positivos – até onde vi, registre-se – é a personagem Elizabeth (Julia Ormond), que vive justamente uma “oficial” da República Cívico-Militar e que demonstra ser complexa e não caricata como o restante dos personagens (que passam pela jovem certinha, a rebelde, o medroso, o inconsequente, e por aí vai) – e a qualidade técnica já usual dos efeitos visuais, práticos e de maquiagem dos Wal…, digo, Vazios.

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Fato é que The Walking Dead: World Beyond é uma companhia redundante e desnecessária para as outras produções, já que seu tema central (a tal organização Tríplice) poderia muito bem ser aprofundado tanto em The Walking Dead, como em Fear The Walking Dead (aliás, esta superou a original em termos de qualidade há muito tempo), sem sermos obrigados a testemunhar as peripécias de jovens bobos fazendo besteiras no meio de um apocalipse para obtermos mais respostas.

É possível que a série melhore? Sim, é. Mas pelo que eu vi nesses dois primeiros episódios, o veredito, infelizmente, é esse.

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