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Por: Redação Ligado em Série

Séries influenciam cada vez mais os comportamentos sociais, aponta estudo

Devido à pandemia de COVID-19, o espectador de TV nunca passou tanto tempo em frente a telas (de todos os tipos, seja TVs, tablets, celulares e computadores), incluindo aí o consumo cada vez maior de conteúdos das plataformas de streaming que se popularizaram pelo mundo, como Netflix, Prime Video, HBO GO, Disney+ e por aí vai. Isso porque, por óbvio, as artes sempre tiveram impacto social, seja na linguagem, na música, moda etc., sendo capaz até mesmo de interferir na personalidade do ser-humano, já que uma das principais características antropológicas de nossa espécie é o aprendizado por imitação.

Este é um fenômeno inerente a todos nós e uma ferramenta adaptada para que possamos aprender, desde bebês, os entremeios e ferramentas necessárias para nos adaptarmos ao mundo. 

De acordo com estudo que foi conduzido pelo site de roleta online, o Betway, algumas das séries mais vistas no ano de 2020 impactaram até mesmo o comércio. Um exemplo claro disso é o que a minissérie Gâmbito da Rainhafez com o mercado de jogos de tabuleiro. A busca pela compra de um jogo tão antigo atingiu níveis históricos graças à produção protagonizada por Anya-Taylor Joy, uma enxadrista que percorre uma narrativa de superação e consagração no meio. Sites de xadrez online, inclusive, chegaram a ter um crescimento de 500% no número de jogadores ativos, tudo graças à série. Confira no infográfico abaixo:

Não foi só o Gâmbito da Rainha que causou impacto. Outras séries já haviam feito isso. Por exemplo, o drama Nada Ortodoxa fez disparar buscas sobre o judaísmo, espectadores de The Crown passaram a se interessar mais pela monarquia e a política do Reino Unido, bem como de suas figuras emblemáticas como a Princesa Diana e a ex-primeira-ministra Margareth Tatcher. Não apenas temas, como as roupas e/ou a forma de usá-las também tiveram grande procura, como relata o estudo do Betway. A série Emily in Paris, uma das mais maratonadas no mundo no ano do início da pandemia, fez com que todas as roupas e acessórios usados pela atriz Lilly Collins tivessem uma disparada em buscas e vendas, desde a bolsa “Nicola” ao “Bucket Hat” da protagonista. Foi medido, inclusive, o interesse pelo idioma francês e pacotes de viagem à Paris (quando a pandemia acabar, claro).

Uma coisa é certa: o cinema, a TV, a música e as artes como um todo sempre exerceram, excercem e exercerão um grande poder objetivo e subjetivo sobre as pessoas – independente da época, do contexto e/ou da geração em que estamos inseridos – e este é um comportamento humano que sempre perdurará enquanto uma espécie gregária e voltada para a socialização que somos.

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