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Por: Davi Garcia

Fringe: Back to Where You’ve Never Been

Por Davi Garcia

Nem tudo é o que parece“, diz Walternativo em dado momento de “Back to Where You’ve Never Been”, 8º episódio do quarto ano de Fringe. E não é mesmo, pois se ainda haviam questionamentos sobre as indicações de que a temporada nos mostra, desde seu início, dois universos diferentes daqueles com os quais já estávamos familiarizados, esse mais novo capítulo da intrigante trama da série trouxe uma certeza irrefutável: a de que Peter Bishop, de fato está preso numa linha do tempo (de dois universos parecidos) que não é a sua. E nisso, ele precisa lidar, na forma com que tenta estabelecer uma comunicação com as contrapartes de Walter (John Noble, para variar, dando show em qualquer versão), com toda sorte de ações e reações emocionais e psicológicas que advém da relação que parece representar a única chance que ele tem de voltar para onde ele nunca esteve.

Contudo, antes de ter a chance de voltar, Peter surge como peça importante num cenário que re-introduz um personagem curioso que havia saído da série no final da 1ª temporada: David Jones (nome indicado no glyphcode do episódio 7 e confirmado no deste), o cientista que nessa versão dos universos é o responsável por usar os shapeshifters (e a tecnologia da Massive Dynamics como vimos no episódio 5) não só para criar conflito entre os universos, mas sobretudo como elementos chave de uma conspiração cuja agenda envolve a tomada do poder nos mais altos escalões, como fica evidenciado na ação que Walternativo identifica na presença de Peter ao desmascarar seu assistente, Brandon Fayette, como um shapeshifter.

Igualmente relevante nesse contexto é a noção de que esses dois universos precisarão, de alguma forma, encontrar um ponto de coexistência e cooperação que os permita encarar, com o auxílio de Peter, o elemento surpresa da equação, a ameaça representada por David Jones e seu exército de shapeshifters (encabeçados pelo Broyles de lá, talvez?). Além disso, a dinâmica que se estabelece entre os Lincolns (e suas muitas diferenças) promete ser mais um fator interessante nessa mistura, assim como já era a das duas Olivias que nessas versões do universo também tem características bem singulares.

Aliás, por falar em Olivia, que tal o desfecho do episódio com o Observador baleado (quem atirou nele, onde e em que circunstâncias?) dizendo que o destino da personagem, não importa em qual versão do futuro, é um só: a morte. O que tirar disso para a trama, uma vez que já vimos isso de fato ocorrer? Palpites?

18 respostas para “Fringe: Back to Where You’ve Never Been”

  1. Fringe voltando para deixar a cabeça da gente mais cheia de dúvidas ainda. Excelente o episódio e entrar aqui e ler exatamente o que penso torna melhor ainda…

  2. Leonardo disse:

    Sem dúvida, mais um episódio brilhante de Fringe, que contrasta com a baixa audiência. É impossível acreditar que a série, com qualidade das melhores de TV a cabo, continua com grandes chances de cancelamento.

    Nessa nova linha do tempo, Walternativo deixa de ser o inimigo e os dois universos devem enfrentar a ameaça dos shapshifters criados por Jones. Como será essa parceria? Será que essa versão do Walternativo é realmente apenas mais um “mocinho” da história.

    E mais: quantas linhas do tempo podem existir? Quando o Observador diz “analisei todos os futuros possíveis”, abre margem para vários futuros. Como Olivia lidará com tudo isso? Como Peter conseguirá voltar para casa perante a iminente guerra contra os transmorfos?

    Enfim, um episódio arrebatador da melhor série americana de TV aberta atualmente. Que os outros continuem assim e que os executivos da Fox renovem ao menos para uma temporada final.

  3. Carlos disse:

    O episódio é excelente, mas o retorno do ótimo Jared Harris para a trama foi o ponto alto! Havia sido um dos (poucos) pecados da série, eliminar o personagem desse ator logo na primeira temporada.

    Um dos fatores positivos de uma série que lida com universos e linhas de tempo alternativos…

  4. Felipe disse:

    Fringe voltou com tudo, por isso que eu falo que não se deve subestimar Fringe, várias pessoas falando que a serie esta chata, parada e o escambau, mas em apenas 8 episódios quem saberia que eles iam enfiar o Robert Jones de novo na trama assistindo o primeiro desta temporada? Temos 14 episódios ainda para assistir até o fim deste ano, vai saber lá o que esses caras mais vão inventar, tudo tem o seu tempo, temos que assistir e curtir e pra mim a série está maravilhosa, claro que não esta no ritmo da terceira mas continua muito boa, sabendo encaixar os casos da semana com os dramas que os personagens estão passando e mais a mitologia da serie, o mesmo que aconteceu na terceira temporada, a única coisa que tem menos é a ação que caiu um pouco e a história que esta diferente, já que agora não tem o porque de ficar indo e vindo de um universo pra outro toda hora.

  5. Bárbara disse:

    ainda estou processando o que aconteceu no episódio… nem sei o que falar, só #SaveFringe!

  6. Davi Garcia disse:

    Também sentia falta dele, Carlos. Acertaram em cheio em trazê-lo de volta colocando-o como vilão do momento na trama. O ator é bom (já o viu em Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras?) e merece mais destaque. Tomara que ele apareça em cenas com o John Noble.

  7. João disse:

    Espera mais pra um episódio que marca a volta do hiato de um momento tão crítico pra série.

    Nesse momento Fringe precisa da audiência da TV. Não seria problema adicionar mais ação aos episódios sem sacrificar a qualidade da série, como já vimos aí.

    Pra mim, o episódio foi ótimo, mas acompanho desde a primeira temporada. Qual opinião de quem não acompanha a série? Se eles quiserem manter a série no ar vão ter de fazer melhor que isso.

  8. Doraemon disse:

    olívia viva? existe uma solução: el psy congroo

  9. Breno disse:

    Quero saber como tudo se encaixa com o ep do cartoon… aqueles dois homens, por acaso já apareceram de novo? rs

  10. Davi Garcia disse:

    Não reapareceram, Breno. Também sigo curioso para ver como (e se) aquilo será integrado à trama da Olivia. Espero que os caras não tenham ‘esquecido’ daquilo ;)

  11. Lucas Rodrigues disse:

    Eram dois homens? Só me lembro de um, o de camisa branca com um desenho preto, que pula de paraquedas. Qual o outro?

    Acredito que não devem esquecer dele(s?).
    ;D

  12. Marcos Mendes disse:

    Aff, e no fim das contas a questão não era “Where is Peter Bishop?” e sim “Where are everybody else?” uma vez que sabemos onde Peter está, mas a “nossa” Olívia e o “nosso” Walter ainda não apareceram!
    Mas Davi, quem é o outro homem do anime? Eu tb só lembro do que pulou de pára-quedas, o qual eu suspeito que possa ser o Pai da Olívia. lembra que na 1a temp. ela vivia as voltas com seu “Daddy issue”? E mesmo alegando na temporada passada (ou nessa? nem lembro mais!) que ela o havia matado, creio que foi somente força de expressão, pois ele já deu sinal de vida mandando aquele cartão de aniversário para ela na 1a temp.
    To torcendo para a audiência se elevar e garantirem a quarta temporada, essa série tem que ter um final digno, como LOST.

  13. Paola D'Almeida disse:

    Posso estar completamente enganada, mas na minha cabeça, não tem uma outra realidade e sim a mesma que existia, mas só que sem o Peter. É como se tudo tivesse acontecido, mas ele tivesse morrido novo, então ele que voltou pro lugar que nunca deveria estar, não são outros “Walter” e “Olivia”, são os mesmos mas sem o Peter.

  14. Paola D'Almeida disse:

    Ah só mais uma coisa, se a Fox realmente quiser manter Fringe ela vai manter, mesmo com a audiência baixa, ela tem outras formas de captar recursos, nesse último episódio mesmo eles fizeram uma inserção da Nissan, que com certeza rendeu muito dinheiro para eles. A série tem a maior audiência em DVR dos EUA, fato que muitas outras marcas vão querer usar esse tipo de inserção na trama.

  15. Fernanda disse:

    Amo Fringe, pra mim todos os episódios são espetaculares… Mas acho que a volta do Peter pro “universo” dele já está se arrastando muito. E eu acho que é por isso que a audiência não está lá essas coisas. Acho a interação Peter-Walter essencial pra manter a série viva!

  16. Luiz disse:

    A mitologia de Fringe é fascinanante. A série pode melhorar ainda mais e material é que não falta no mundo das coisas que achamos ser impossíveis e improváveis. Aliás, esse universo de múltiplas perspectivas e assuntos além de nossa imaginação é que nos atrai. Se a questão for dinheiro, concordo com a Paola: a FOX pode captar mais recursos com facilidade, viram a inserção da “Nissan” no carro da Olívia? Quem sabe… pode ser mais um tênue fio de esperanças para a continuidade de Fringe. Espero que a Fox não ferre novamente os fãs desta excelente série.

  17. Rodolfo disse:

    Apesar de ser muito fã, sou obrigado a dizer que a 4ª temporada ainda não mostrou muito potencial. Este foi o 1º episódio que realmente fez valer o show. Espero que continue assim daqui para frente.

  18. Zé das Couves disse:

    E não que o “DAVID” era mesmo quem eu falei!

    Finalmente acertei uma!!! hehehe

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