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Por: Davi Garcia

Ligado em Série Entrevista: Freddie Highmore, o Norman de Bates Motel

Ator inglês esteve no Rio para promover estreia da série no Universal Channel

Coletiva Freddie Highmore - Bates MotelDe papéis inocentes em filmes como Em Busca da Terra do Nunca e A Fantástica Fábrica de Chocolate à complexidade de um psicopata em formação. Falando muito e falando bem, Freddie Highmore, ator inglês de 21 anos que dá vida ao jovem Norman Bates (personagem cuja versão adulta conhecemos no filme Psicose de Alfred Hitchcock) na ótima Bates Motel, veio ao Rio a convite do Universal Channel e, na manhã desta quinta-feira, 20, bateu um papo com jornalistas e editores de sites especializados em séries.

Simpático e bem humorado (ele disse, por exemplo, que adoraria voltar ao Brasil em 2014 para ver a Inglaterra ganhando a Copa), Highmore – que planeja terminar seu curso de línguas (com especialização em árabe e espanhol) em Cambridge assim que as gravações da segunda temporada de Bates Motel se encerrarem -, falou que, graças ao apoio e às escolhas dos pais, jamais se iludiu com o oba oba de Hollywood, e que se sente perfeitamente maduro para escapar das armadilhas que a carreira de ator pode trazer.

Coletiva Freddie Highmore - Bates Motel (2)

Quando perguntado sobre como foi fazer a transição de papéis mais ingênuos para a do jovem psicopata, o ator disse que é ótimo poder interpretar um assassino e que as experiências com papéis mais inocentes o ajudaram bastante a contextualizar a complexidade do jovem Norman Bates. Sobre isso, aliás, Highmore falou que acha fascinante o fato das pessoas sentirem simpatia pelo personagem e torcerem para que ele tenha um destino diferente daquele mostrado no filme.

Ao questioná-lo sobre a composição da versão jovem do personagem, Freddie Highmore confirmou que, além do livro de Robert Bloch que inspirou o flme de 1960, Anthony Perkins, intérprete do Norman Bates adulto de Psicose, foi sem dúvida outra grande fonte de inspiração importante, e ao dizer isso fez questão de frisar que toma cuidado constantemente para jamais se render à tentação de imitá-lo.

Norman e Norma - Bates Motel

Com relação ao fato da série ser contemporânea, o jovem ator comentou que embora veja como corajosa a decisão dos produtores da série de trazerem a história para o presente, também acha interessante a sensação de que no geral (principalmente nas cenas em que divide com Vera Farmiga a quem elogiou bastante, aliás) as coisas funcionem de uma forma sempre mais atemporal, uma característica que os próprios sets e figurinos da série ajudam a reforçar.

Em outra oportunidade, quando perguntei sobre o momento que ele considerava como o mais marcante durante as gravações da primeira temporada, ele disse que chegar ao set (localizado em Vancouver, Canadá) pela primeira vez foi bastante impactante pelo que ele representava e complementou, a partir da pergunta de uma colega, que o mais difícil de todo o processo foi encontrar o tom certo para o personagem logo no início das filmagens, algo que ele disse dever ao roteiro, claro, e às conversas com Vera Farmiga, sua maior parceira de cena.

E para finalizar, ao ser questionado se gostaria de ganhar sua própria cena icônica na série (como foi a do chuveiro no filme, claro), Highmore disse ter ciência de que ninguém escreve cenas pensando em torná-las famosas, mas ressaltou que uma das grandes vantagens de se fazer TV é que você acaba tendo mais chances de criar algo que se torne realmente marcante dada a quantidade de material que surge ao longo dos episódios.

Bates Motel estreia no dia 4 de julho no Universal Channel às 22h e aqui você confere nossa opinião sobre o episódio Piloto da série.

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