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Por: Bruna Bottin

Um balanço da primeira temporada de Orange is the New Black

Nova produção original da Netflix surpreende

oitnbNo dia 11 de julho de 2013, foi ao ar no mundo inteiro os 13 episódios da primeira temporada de Orange is the New Black através do serviço de streaming Netflix. Baseada no livro de Piper Kerman, a série conta com a produção de Jenji Kohan (criadora de Weeds) e garantiu sua segunda temporada antes mesmo da estreia. Em menos de uma semana, fui pega de surpresa com a dramédia e com esse formato da Netflix de disponibilizar uma temporada inteira de uma só vez – afinal, essa é a primeira produção original do serviço que assisto.

Orange is the New Black acompanha a vida de Piper Chapman, uma jovem de classe média alta que está cumprindo pena de um pouco mais de um ano pelos seus erros do passado. A sinopse é essa, mas não se deixe enganar, pois a série é muito mais do que a história de Chapman. A grande sacada de Orange is the New Black está no elenco como um todo. Ao decorrer de treze capítulos, conhecemos tramas mais sinistras que a de Piper, protagonizadas por detentas carismáticas e que oscilam entre loucura e sanidade a cada minuto. É com muita delicadeza que o roteiro conduz os assuntos mais polêmicos – como o abuso dos oficiais masculinos sob as detentas, vício em drogas e homossexualismo  – sempre adicionando uma pitada de humor para quebrar o clima, mas sem deixar de perder o tom de seriedade que estes temas merecem.

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Em Litchfield, prisão fictícia de segurança miníma, nos deparamos com os mais variados grupos de mulheres. Latinas, negras, brancas, religiosas, lésbicas e muito mais. São criminosas que estão pagando por seus deslizes no passado, porém a série dá um rótulo maior que o de mulher ou criminosa: o de pessoas que estão em busca de um significado para a vida carcerária, como Red (Kate Mulgrew), uma russa que encontrou paz – e poder – comandando a cozinha de Litchfield. A produção de Orange is the New Black utiliza de flashbacks para desenvolver as histórias de cada indivíduo, permitindo assim que possamos contextualizar quem foram essas mulheres antes de entrarem para o sistema. De certa forma, chega a lembrar aquela velha fórmula do “caso da semana” que estamos acostumados em outras séries, focando em determinados personagens a cada episódio.

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O fato da Netflix liberar a temporada inteira de uma só vez faz com que a produção seja desenvolvida livre do fator audiência. Ou seja, ela é construída de maneira que o espectador possa emendar um episódio no outro (se assim for a vontade dele), mas sem aquela necessidade de criar grandes cliffhangers ao final de cada capítulo. Por um lado é bacana acompanhar esse novo formato de assistir séries, mas durante a maratona Orange is the New Black percebi também que nosso envolvimento com a produção é como “fogo de palha” – do mesmo jeito que nos envolvemos rapidamente, deixamos de lado mais rápido ainda. Afinal, a segunda temporada da dramédia tem previsão de estreia para 2014, e em menos de uma semana muitas pessoas já assistiram toda a série. As discussões nas redes sociais sobre o formato do serviço de streaming é bem dividida entre os que adoram fazer maratonas e aqueles que preferem apreciar por mais tempo uma série. De um jeito, ou de outro, Orange is the New Black foi uma boa surpresa da Netflix, com um elenco e histórias de tirar o chapéu. E vocês, o que acharam?

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