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Por: Redação Ligado em Série

The Voice: Knockouts

Times para os live shows já estão formados

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Depois das Blind Auditions e Battles, nesta semana mais uma fase do The Voice chegou ao fim: os Knockouts. Última parada antes dos live shows que se iniciam na próxima semana, esse ponto do programa é decisivo para o candidato, já que desta vez, não basta apenas cantar bem; ter inteligência na hora de selecionar o seu repertório é um fator determinante. É bem comum vermos um cantor excepcional ser derrubado nesta fase, apenas porque não soube fazer uma boa escolha de música, e aqui não foi diferente. Muitas surpresas (algumas boas e outras ruins) acabaram acontecendo.

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Tessane Chin vs. Ashley DuBose

Tessane indiscutivelmente é a melhor cantora do time de Adam Levine, então foi lógico que ele resolveu pareá-la com a Ashley, uma das mais fracas, justamente para não correr o risco de ter que eliminá-la, caso ela não fosse tão bem. No entanto, Tessane deu mais um show ao se apresentar com Stronger, atingindo notas tão altas, que esperei as luzes explodirem a qualquer momento no palco. E, como se tudo isso ainda não fosse o suficiente para que ela fosse a escolhida, Ashley ainda resolveu escolher a batida e enjoada Hey, Soul Sister, que já deixou de apresentar possibilidades de inovação em sua melodia lá em 2011. A bem da verdade, sua apresentação foi a antítese da de Tessane: fria, sem graça e insossa.

Grey vs. James Irwin

A disputa entre dois dos cantores mais comuns da temporada não poderia ser mais prosaica. Enquanto Grey não consegue deixar de soar como uma cantora de casamentos, James Irwin parece ter gastado todo o seu talento nas Blinds. Nessa disputa, Grey saiu vencedora, mas apenas porque foi a que menos errou; James pode até ter sido mais ousado na escolha da música, já que Breakeven proporciona vários momentos em que o cantor pode alcançar notas longas e altas, bem como fazer algumas improvisações. No entanto, ele não conseguiu atingir essas notas, desafinando em alguns momentos-chave que com certeza o consagrariam caso fosse bem-sucedido. Por apostar alto demais, acabou perdendo tudo. Já Grey, que permaneceu no lugar-comum com Already Gone, segue em frente.

Preston Pohl vs. Lina Gaudenzi

Durante as Blinds, critiquei algumas escolhas que Christina fez, e Lina Gaudenzi era uma delas. Não poderia estar mais errado, pois sua batalha contra Destinee Quinn na fase anterior rendeu um dos melhores momentos da temporada. Desta vez, Lina continuou seu crescimento exponencial, cantando I’d Rather Go Blind que, por si só, é uma escolha bem ousada, pois é uma canção com várias nuances, e se não for cantada com toda a emoção do mundo, não convence. Mas Lina fez a sua melhor apresentação no programa, o que nos faz questionar seriamente a sanidade de Adam Levine, que a dispensou em favor de Preston Pohl, que não fez por merecer nem chegar a essa fase. Primeiro, porque há algumas músicas que são tão marcantes, que não podem ser regravadas, pois inevitavelmente vamos fazer comparações com a original, e No Woman, No Cry é uma delas. Segundo, porque essa música, apesar de ser espetacular, não exige muita coisa da habilidade vocal do candidato, sendo que ele deve demonstrar o maior talento possível no palco, para provar que merece estar nos live shows. Portanto, foi uma grande surpresa o Adam dispensar a Lina e ficar com o Preston, que não possui absolutamente nenhum diferencial técnico e corre grande risco de ser eliminado pelo público na próxima semana.

James Wolpert vs. Juhi

Essa era uma disputa de cartas marcadas, com roteiro estabelecido e final previsível. A lógica dizia que James daria um espetáculo, Juhi desafinaria horrivelmente e Adam levaria um dos seus front-runner adiante sem maiores problemas. Mas o que aconteceu foi bem diferente, pelo menos no que se refere às duas primeiras partes do plano: James não foi bem, perdeu o fôlego em diversas partes da música, se recuperando em parte apenas no final; já Juhi esbanjou um talento que até então não tinha mostrado, com uma escolha acertada de música (I Heard It Through the Grapevine, de Marvin Gaye), levantando a plateia e deixando os técnicos de queixo caído. Se houvesse justiça, Juhi teria levado essa, mas Adam, muito constrangido, escolheu James, afirmando que já havia investido muito nele. Claro que, após sua decisão (que todos já esperavam), ficou aquele sentimento de frustração, tanto por parte do público, quanto de Juhi, pois com isso ele deixou claro que, não importasse o que ela fizesse, ele escolheria James. Tudo foi tão constrangedor, que Adam ainda sentiu necessidade de se explicar para os outros coaches após a disputa ser encerrada.

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Holly Henry vs. Nic Hawk

Nessa disputa, todos apostavam em Holly, até mesmo Blake. Queridinha do técnico, front-runner do seu time e uma das preferidas pelo público, seria tarefa fácil passar pelos knockouts, no qual enfrentaria Nic Hawk, fruto de um roubo inexplicável por parte de Blake na fase anterior. As chances ainda ficaram maiores a favor de Holly, quando ela escolheu cantar Creepy, música ótima para expor talento vocal, já que possui várias notas altas e longas, coisa que a garota soube demonstrar muito bem na sua audição. No entanto, parecia que Holly fugia de cada nota longa, perdendo o fôlego em diversas ocasiões, numa pronúncia semitonada que fugiu completamente do ritmo da canção. Por outro lado, Nic fez a apresentação de sua vida, de longe a sua melhor em toda a temporada, com Genie in a Bottle. Dando uma nova roupagem a uma música já batida, ele conseguiu emitir notas médias com precisão, executando alguns melismas que deixaram até mesmo Christina admirada. Diferentemente do que fez Adam, que optou por James em detrimento de Juhi, Blake escolheu aquele que foi melhor na disputa, sem se importar com o histórico. Nic segue, e Holly sai do show.

Shelbie Z. vs. Briana Cuoco

Muita gente torce o nariz quando entra um cantor country no The Voice, mas não há como não torcer por Shelbie. Seu timbre, sua entonação e seu comportamento no palco a garantiram desde o começo como uma das queridinhas da maioria do público que assiste ao programa. E, nessa disputa contra Briana, não foi diferente: enquanto esta falhou clamorosamente nos agudos necessários para cantar Don´t Speak (clássico do No Doubt), Shelbie foi onipotente em sua apresentação. É impressionante como ela consegue atingir notas altas de um modo tão fácil, ter uma presença de palco singular e ser carismática como poucos, requisitos básicos para quem quer vencer o programa, já que é o público quem vai escolher o campeão. Lógico que Blake não iria deixa-la escapar, e teve que dispensar Briana, que demonstrou que a sua batalha sensacional contra Jacquie Lee na fase anterior foi apenas uma exceção; na verdade, ela conseguiu se apresentar de forma pior que nas Blind Auditions.

Ray Boudreaux vs. E. G. Daily

Muitos cantores ótimos são eliminados no meio do percurso para se chegar aos live shows; logo, seria um sacrilégio se E. G. Daily conseguisse passar dessa fase. Tendo chegado até aqui por pura sorte (leia-se: escolhas equivocadas do Blake), e enfrentando um dos melhores cantores do time de Blake Shelton, sua participação no programa deveria ser dada como encerrada mesmo antes de começar a disputa, para evitar o vexame. Fato é que fomos obrigados a ouvir novamente E. G. estragar uma música (desta vez a já melosa I Can´t Make You Love Me) com seus chiados roucos, desafinados e irritantes. Por outro lado, Ray mais uma vez provou ser um nome fortíssimo na disputa, cantando a incrível Hard to Handle com vigor comparável aos Black Crowes, sem nunca parecer um arremedo deste. Escolha óbvia, Blake preferiu Ray e mandou E. G. Daily para casa tarde demais.

Austin Jenckes vs. Brandon Chase

Grande nome do team Blake, Austin Jenckes só seria eliminado se ocorresse uma hecatombe no palco. Cantando I’ll Be, mais uma vez Austin provou que pode ser o campeão dessa temporada, com sua voz forte, modulando uma rouquidão em determinados pontos da música que nos deixa boquiabertos ao ouvi-lo cantar (e vale uma menção à Cher, conselheira de Blake na fase anterior, que deu boas dicas a Austin sobre quando usar essa carta na manga). Não que Brandon tenha sido ruim, pelo contrário; sua apresentação foi correta, e ele teria boas chances de passar de fase, não fosse o fato de que Austin é fora de série. Austin segue para os live shows, Brandon fica pelo caminho.

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Kat Robichaud vs. Monika Leigh

Uma das favoritas esse ano, Kat vinha de uma apresentação mediana nas batalhas, mas veio com tudo para os knockouts. Dando aqueles gritos característicos no meio da música, é incrível como ela parece incorporar uma outra pessoa durante as apresentações. Não tem como não ficar hipnotizado por ela, que não deu outra alternativa a CeeLo que não fosse escolhê-la, preterindo Monika Leigh, que escolheu muito mal sua música. Hit The Road, Jack não força em nada o vocal do candidato, não tem notas altas e praticamente impossibilita qualquer tipo de improvisação ou melisma. Ou seja, não bastasse o fato de ter que enfrentar Kat, ela ainda fez questão de martelar o último prego de seu caixão, escolhendo equivocadamente o seu repertório.

Jonny Gray vs. Cole Vosbury

Dois cantores talentosos, mas sem nada de especial. É certo que eles fizeram apresentações muito boas, mas nada que justificasse um roubo, ainda mais se lembrarmos de que, nessa fase, cada técnico só tem direito a um steal. Jonny conseguiu emocionar com seu desempenho, atingindo notas bem altas, e Cole tem todo aquele estilo interiorano que o povo americano curte, mas, ainda assim, é estranho que deixem tantos bons candidatos irem embora, para que Adam e Blake disputem um dos dois. No fim, CeeLo escolheu Jonny e Cole foi roubado por Blake.

Tamara Chauniece vs. Stephanie Anne Johnson

Se já achava Stephanie uma cantora excepcional, sua apresentação veio apenas para corroborar essa ideia. Cantando uma versão acústica de Don´t Know Why, ela conseguiu fazer sua melhor performance no programa. Já Tamara até aqui era uma incógnita, já que todas as suas apresentações foram cortadas na edição, tanto nas audições quanto nas batalhas. E isso se provou uma grande injustiça, já que merecíamos tê-la acompanhado desse o início. Apesar de escolhido a grudenta e enjoada No One, Tamara conseguiu se sobressair à música e encantar a todos com suas notas altas e dando um toque soul na canção. Decisão difícil, CeeLo escolheu Tamara, mas Christina usou o seu steal para trazer Stephanie de volta para o seu time.

Caroline Pennell vs. George Horga Jr.

Caroline sempre foi uma das favoritas do time de CeeLo Green, com sua voz suave e melodiosa, tendo apenas confirmado seu passaporte para os live shows ao executar com competência a versão de The Way I Am escolhida. É incrível como essa garota consegue ser sutil e agressiva na mesma nota, executando pausas no meio do processo que tornam sua apresentação inesquecível. Pior para George Horga que, mesmo sendo competente em sua apresentação, não teve como superar Caroline.

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Josh Logan vs. Amber Nicole

Josh é um dos grandes nomes do time de Christina Aguilera, e lógico que ela não ia deixa-lo escapar. Talvez o único problema com relação a ele é a sua presença de palco, fator que conta muito nessa competição; mas voz ele tem, e muito. Mostrando uma apresentação muito consistente, ele fez apenas o necessário para que Christina não tivesse que exclui-lo. Amber, por sua vez, bem que tentou, cantando Mama Knows Best, e até conseguiu realizar uma excelente performance, mas estava claro que Josh era o favorito. No entanto, CeeLo usou o seu steal para trazer Amber para o seu time.

Olivia Henken vs. Destinee Quinn

Olivia demonstrou desde a fase passada que é uma excelente cantora, e essa apresentação de You’re No Good foi absolutamente impecável. Ela conseguiu ser sensual, e dar toques de soul e country numa música que pode se tornar uma armadilha nas mãos de alguém que não tivesse a voz potente que ela tem. Destinee também conseguiu um bom desempenho na sua vez, mas a sua voz não é tão diferente de várias outras que ouvimos por aí, portanto era lógico que Christina deveria escolher Olivia, que foi o que acabou acontecendo.

Jacquie Lee vs. Anthony Paul

O que aconteceu nessa disputa foi um verdadeiro banho de sangue. Anthony Paul resolveu cantar The Other Side, e falhou clamorosamente em todos os agudos e falsetes que tentou, diferentemente do que aconteceu na fase anterior, em que esses fatores garantiram sua passagem para os knockouts. Como se isso não bastasse, Jacquie Lee fez uma apresentação que deixou todos de boca aberta. É incrível como ela consegue chegar nas altas altas e ainda conseguir sustenta-las sem precisar recorrer a artifícios para baixar o tom. E sua evolução desde as Blind Auditions é espantosa: é um nome para ser anotado, pois ela tem grandes chances de vencer essa temporada. Por esses motivos, quase deu pena de ver Anthony sendo humilhado pelo vocal poderoso de Jacquie e tendo que abandonar a competição.

Matthew Schuler vs. Will Champlin

Matthew já começou acertando na escolha da música: qualquer uma de Florence and the Machine só pode ser cantada por alguém que tenha segurança de seu poder vocal, e Cosmic Love deu a ele todas as oportunidades para soltar as notas que ele precisava para encantar todo o público. Assim como Jacquie Lee, Matthew consegue não apenas alcançar as notas altas, mas também se manter lá por um tempo considerável, proeza que poucos conseguem fazer. Por sua vez, Will pecou ao escolher uma música do Bruno Mars (não por causa do cantor, mas por causa da própria música, que, em teoria, não apresenta momentos de desafio para o candidato). No entanto, ele conseguiu reverter essa situação e entregar uma performance à altura daquela que Matthew apresentou. Christina, é lógico, não iria se desfazer de Matthew, mas Adam usou o seu steal para trazer Will de volta para o seu card.

E os times para os shows ao vivo na próxima semana já estão formados. À primeira vista, Adam e Christina têm cantores mais fortes no seu time. No entanto, Blake e CeeLo tem nomes a serem observados com atenção também em seus cards.

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